31 agosto 2007

Maldito casamento!

Um estudo levado a cabo pela socióloga Shannon Davis conclui que os homens depois de casarem ficam mais preguiçosos e pouco ajudam nas tarefas domésticas. Por seu turno, tal não ocorre quando comparados com os homens que vivem em "união de facto".


Por isso é que se vai ouvindo as mulheres casadas dizendo "Ele em solteiro é uma coisa, depois de casado é outra! ; "Em casa tarefas repartidas: o homem suja, a mulher limpa!"

30 agosto 2007

Liga dos Campeões - Benfica

No sorteio de hoje da fase de grupos para a Champions League, o Grupo do Sport Lisboa e Benfica é o seguinte:

Grupo D:

- AC Milan (actual campeão europeu) - Itália
- SL BENFICA
- Celtic FC - Escócia
- Shakhtar - Ucrânia


Relativamente à última edição da Liga dos Campeões:

- Melhor Guarda-redes: Petr Cech (Chelsea FC)
- Melhor Defesa: Paolo Maldini (AC Milan)
- Melhor Médio: Clarence Seedorf (AC Milan)
- Melhor Avançado: Ricardo Kaká (AC Milan)

- Melhor jogador do Ano: Ricardo Kaká (AC Milan)

29 agosto 2007

"Memória da descida é o obstáculo"

O Desportivo das Aves leva duas derrotas nos dois jogos que já se disputaram na Liga Viltalis. O treinador da equipa avense, em entrevista ao Norte Desportivo, tenta explicar a má fase que temos vindo a passar e a vontade em dar a volta e levar o Aves a altos vôos.

Sopram tempos de mudança na vila das Aves. José Gomes quer tornar o Desportivo local mais ousado e nem a má entrada na Liga Vitalis – derrota com o Olhanense (1-2) e em casa do Beira-Mar (1-0) – desanima o treinador, que pede tempo para transformar a «herança» do professor Neca.“Estamos confiantes no nosso trabalho e acreditamos que vamos entrar no caminho do sucesso. É questão de dar mais algum tempo para se consolidarem alguns processos”, resume José Gomes, a O NORTE DESPORTIVO, reconhecendo que os resultados registados nas duas primeiras jornadas não foram os esperados: “Não espelham o que produzimos em campo. Tem faltado eficácia na finalização”.O técnico admite que “é importante conseguir três pontos rapidamente”, embora admita que o Aves ainda não está a jogar como pretende: “O obstáculo que temos sentido são os três anos de professor Neca. Não é uma crítica, até porque somos amigos. Tratam-se de filosofias e de métodos diferentes”.A principal mudança terá de ser anímica. Urge acabar com o estigma da descida registada na última temporada. “Quando um clube desce, tenta manter a maioria dos jogadores. O número de derrotas com que vêm da temporada anterior acaba, de alguma forma, por pesar na equipa. Mas isso não pode ser desculpa para não acertarmos com a baliza adversária! Estamos numa fase boa quanto ao desenvolvimento como equipa, só precisamos de uma vitória”, argumenta.Esse desenvolvimento passa por tornar a equipa mais «mandona» dentro das quatro linhas, acrescenta José Gomes: “Quero um Aves mais ofensivo desde o primeiro minuto, sem qualquer tipo de medo do adversário. Não estou a dizer que isso não era feito antes, mas nota-se insegurança e receio em alguns jogadores na fase de transição para o ataque e na ocupação dos espaços em campo”.O treinador não assume como objectivo o regresso à Liga, mas contrapõe que o plantel tem qualidade para o conseguir: “Das equipas que descem, quantas conseguem subir na época seguinte? Sei que o Vit. Guimarães o fez na época passada e a Académica conseguiu-o uma vez, mas não me recordo de mais. Isto não tem a haver com a qualidade das equipas, mas, com a manutenção do plantel, é natural que permaneça uma dinâmica negativa. Custa dar esse safanão. O nosso objectivo é atingir a manutenção o mais rápido possível. Depois, poderemos falar quanto à luta pela subida”.


Espero que a vitória e uma boa exibição surjam já no próximo domingo na recepção ao Estoril-Praia, o clube que nos elimimou da Taça da Liga.

Falta luz pública na minha rua

Ontem quando saía de casa do meu tio em direcção à minha, que fica na rua a seguir, deparei-me com algo que vem sucedendo muitas vezes e há muito tempo: falha de luz pública na minha rua e na rua de casa do meu tio, deixando um grande espaço na mais completa escuridão. Como nunca nada se fez, e para tentar não deixar passar isto por mais tempo, cheguei a casa e enviei um e-mail para a Câmara Municipal de Santo Tirso que penso que seja a instituição credenciada e indicada para fazer chegar este tipo de informação à EDP. Assim:

«Boa noite!

Venho por este meio alertar os agentes responsáveis pela iluminação pública de que esta noite as seguintes ruas: Rua de S. Lourenço (na qual habito) e Rua do Rio Ave encontram-se sem iluminação pública.Já não é a primeira vez que tal sucede, aliás foram inúmeras as vezes que a minha rua e a Rua do Rio Ave, mais concrentamente a intersecção que faz com a Rua de S. Lourenço, ficam sem iluminação, tornando esta zona bastante escura. Ora isto apresenta graves inconvenientes: as poucas pessoas que por aqui passam à noite e as que cá habitam ficam mais sujeitas a situações de roubo e/ou agressão e sem meio de defesa pois, com a escuridão e ausência de pessoas e veículos na rua, dificilmente alguém sairá em seu auxílio.E se é pouco o trânsito a estas horas ele não é, de todo, nulo. Ruas estreitas, com aquela curva perigosa na Rua do Rio Ave, pode provocar graves acidentes de viação e até envolver peões que não estavam visíveis.Solicito assim a rápida e eficaz resolução deste problema para que esta ocorrência não mais suceda.

Grata pela atenção,

Helena Antunes»

Hoje responderam-me:

«Exma Helena Antunes,

O seu email foi encaminhado para o serviços respectivo-DOM. De qualquer forma pode ligar o 800506506 (EDP) e comunicar a anomalia. A EDP tem 10 dias úteis para reparar a iluminação pública.

Com os melhores cumprimentos.

GAP»

Espero bem que o problema seja resolvido rapida e eficazmente, para não ter de ser eu a ligar para a EDP, pois a meu ver cabe-me ligar para a EDP quando falta a electricidade em minha casa. Nas ruas públicas julgo ser da competeência do executivo camarário estar atento a este tipo de situações e fazer com que estas anomalias sejam prontamente solucionadas.
Hoje a minha rua continua sem iluminação...

Temas da actualidade (I) - A homossexualidade

A homossexualidade continua a apresentar-se como uma tabu na sociedade actual e, não raro, os homossexuais (refiro-me a indivíduos do sexo masculino como do sexo feminino) continuarem injustamente a serem vítimas de discriminação social e, por vezes, remetidos à completa exclusão social e sobretudo laboral.

Este é um tema que tem gerado debates e as opiniões são muitas e diversificadas, cada um tendo a sua opinião mais ou menos formada. De um modo geral, os homossexuais continuam a culpar a sociedade de ser discriminatória para com eles e de aí residir o principal obstáculo para a sua completa aceitação social. A população em geral partilha maioritariamente da opinião de que a sociedade portuguesa discrimina os homessuxuais impossibilitando que eles vivam dignamente em comunidade como qualquer indivíduo heterossexual.
A minha opinião é, em parte, oposta. A meu ver a aceitação social dos homossexuais e sua integração social, e posteriormente laboral, tem que partir deles próprios. Se eles próprios têm vergonha de o serem, se se auto-discriminam, se não revelam que o são, como estão à espera que os aceitem?
Recordo aqui uma aula prática da disciplina de Sociologia da Solidariedade e Exclusão Social em que debatiamos precisamente o tema da hossexualidade. Enquanto toda a gente defendia a ideia de que a sociedade é discrimatória relativamente aos homossexuais, enquanto todos meus colegas afirmavam que era a sociedade que tinha a mudar a sua mentalidade, lá saíu a Helena a falar com uma opinião diferente de toda a gente. E eu questionei os meus colegas "Mas afinal quem é a sociedade? Não somos todos nós, heterossexuais e também os homossexuais? Ou a sociedade é somente os primeiros, cabendo a estes mudar e aos segundos não?" Se a sociedade somos todos, heterossexuais e homossexuais, todos têm de mudar as mentalidades e assumir a diferença. E eu acrescentei "Se os próprios homossexuais não admitem que o são, se escondem as sua opções de vida, se se envergonham de o serem, como estão à espera de cobrar da sociedade essa aceitação? Não podem estar à espera que a sociedade diga «Venham os homossexuais que nós aceitamos.» Sei que as minhas palavras podem ter sido repletas de algum desconhecimento da vida homossexual, que porventura até possam ter sido vulgares, mas é assim que eu penso. Se não lutamos pelos nossos ideias de vida, se não fazemos valer os nossos gostos e opções, quem os fará por nós?
Os meus colegas, todos contra a minha opinião, retribuiam-me com o seguinte: "Sabias, Helena, que muitos dos homossexuais apenas não revelam o serem porque já sabem que vão ser excluidos de muitos postos de trabalho, vão ser olhados de lado pela sociedade e postos à margem..." E eu lá insistia "Acredito que de facto seja difícil para eles/elas arranjarem um trabalho, mantê-lo sem que sintam que são vistos como "diferentes", mas se eles não lutam por aquilo que sentem e querem não conseguirão ser aceites pela sociedade." E eu voltava ao mesmo "Não vai ser a sociedade a dizer «Venham os homossexuais que a gente aceita-os», se eles próprios não se assumem como tal e não lutam pela igualdade de oportunidades e por fazer valer os seus direitos." Enfim...foi um dos debates mais acessos das aulas práticas de Solidariedade e Exclusão Social.

Contudo, e sendo realistas, a verdade é que cabe também à sociedade mudar a sua mentalidade discriminatória relativamente a este grupo de população. Isto para dizer que os homossexuais continuam a ser estereotipados como grupos de risco, o que é de todo falso. Continuam a ser percepcionados como aqueles indivíduos mais sujeitos a comportamentos de risco como a contracção do vírus do HIV/SIDA, que estão mais susceptíveis de contrair outras doenças infecto-contagiosas, nomeadamente as IST(infecções sexualmente transmissíveis). Enfim são injustamente vistos como contaminadores da saúde pública. E é aqui que a dita sociedade tem a mudar.
De resto, penso que os homossexuais têm um papel importante a assumir para a sua aceitação social e posterior integração social. E a nível laboral ,onde infelizmente assistimos a uma elevada discriminação, eles têm de se valorizar e fazer valer os seus direitos.
E, outro aspecto que me provoca alguma confusão e que tem sido constantemente reclamada pelos homossexuais, é a adopção de crianças por parte destes casais. Aí eu própria sou da opinião de que isso não deveria ser permitido a curto prazo. Enquanto a homossexualidade não for aceite por grande parte da nossa sociedade, enquanto não se aceitar a vida em comum de indivíduos do mesmo sexo, e enquanto estes não se assumirem e aceitarem como tal, não me parece que a adopção seja beneficamente fiável. Não esqueçamos que vivemos numa sociedade onde as famílias são maioritariamente do tipo "nuclear-conjugal", ou seja, constituída pela mãe, o pai, e o(s) filho(s). As crianças adoptadas por homossexuais não sentiriam provavelmente que estivessem a viver num"normal" ambiente familiar. Muito terá de se mudar a nível de mentalidades e perspectivas de vida.

Todavia, e felizmente, já temos vindo a assitir a alguns avanços nesta área com pessoas homossexuais a darem o seu testemunho e a lutarem por aquilo que acreditam E assim terá de ser!

28 agosto 2007

Faleceu Antonio Puerta jogador do Sevilha



O jovem jogador de 22 anos do Sevilha, Antonio Puerta, faleceu hoje vítima de sucessivas paragens cardíacas.

O jogador desmaiou no passado Sábado em campo enquanto jogava e foi prontamente assistido por colegas e pelo médico do clube. Acabou por ir pelo seu próprip pé para os balneários onde sofreu sucessivas paragens cardio-respiratórios, sendo dirigido para o hospital para as urgências e posteriormente para os cuidados intensivos.
O futebolista permaneceu em coma ate ao dia de hoje acabando por falecer.

Mais uma morte de um jovem jogador de futebol.

Logo nos lembramos de Miki Fehér...


Autor do "golo que mudou as nossas vidas"

Antonio Puerta fica na memória dos adeptos do Sevilha por ter sido o autor do golo que qualificou a equipa para a sua primeira final de uma competição europeia em 44 anos. No dia 27 de Abril do ano passado, Puerta selou a vitória do Sevilha já no prolongamento, num jogo frente aos alemães do Schalke 04 numa das meias-finais da Taça UEFA. Os espanhóis conquistariam depois a taça frente aos ingleses do Middlesborough, com uma goleada por 4-0.Para se perceber a importância de Antonio Puerta na história recente do Sevilha, registe-se que o seu golo contra o Schalke 04 ficou conhecido entre os adeptos do clube como "o golo que mudou as nossas vidas", por ter aberto as portas à final da Taça UEFA 2005-2006 mas, acima de tudo, por ter funcionado com arranque para a conquista de cinco títulos em apenas 15 meses, entre os quais a segunda Taça UEFA consecutiva, frente aos compatriotas do Espanyol de Barcelona, numa vitória por 3-1 na marcação de grandes penalidades.Internacional pela selecção espanhola, Puerta vestiu pela primeira vez a camisola do seu país em Outubro de 2006, quando foi convocado por Luis Aragonés para colmatar a ausência por lesão de José Antonio Reyes.

Puerta estava a apenas um mês de assistir ao nascimento do seu primeiro filho.

27 agosto 2007

Vermelho empobrecido

Parece que para quem equipa de vermelho e branco a presente época se apresenta muito má.
Em dois jogos o Desportivo das Aves angariou duas derrotas revelando aquilo que já vinha mostrando na pre-época: reforços de desconhecida ou duvidável qualidade; uma equipa pouca coesa sem organização de jogo; grande mudança no plantel e na estrutura técnica causando desequilíbrios psicológicos e na forma de jogar. Muito trabalhinho tem ainda a fazer o técnico José Gomes para fazer deste Aves uma equipa coesa e equilibrada, que jogando com garra e tranquilidade seja capaz de fazer jogo e criar jogadas consistentes levando o Aves ao mais alto nível da II Liga a que nos tem vindo a habituar. Algo está mal a nível interno no Desportivo das Aves pois a equipa não anda bem.

Já o Benfica nos dois jogos iniciais deste campeonato leva dois empates com as duas recém-promovidas equipas ao escalão maior do futebol nacional. Não deixam de ser péssimos resultados. O primeiro jogo levou à saída de Fernando Santos(que nem sequer devia ter iniciado a pré-temporada) e à chegada do tão ansiado José António Camacho. O seu primeiro jogo pela equipa da Luz não lhe correu de feição e Camacho já fez chegar a Lisboa reforços. É urgente que as vitórias apareçam já 4a feira para a qualificação da Liga dos Campeões, assim como no próximo fim-de-semana para o campeonato.

De resto, tudo na mesma: há os favorecidos do costume, parecendo que os lugares do campeonato são determinados à priori, por factores externos. Estou em crer que para os lados da cidade Invicta, naquele clube que veste de azul e branco, já ninguém deve sentir saudades de Jorge Costa e Ricardo Costa, isto porque deixaram um grande sucessor: Pedro Emanuel pelos vistos deu porrada ontem sem pedir licença, mais entradas violentas, etc. etc. Outro que deveria ter acabo o jogo mais cedo era Ricardo Quaresma, mas a sua magia de harry potter é tanta que deve ter ilubriado o árbitro.
Ainda dizem que os grandes são todos favorecidos:devo perguntar onde esteve o favorecimento do Sporting?
Vão dizendo também por aí que os clubes de Lisboa é que são favorecidos em deterimento dos clubes do Norte. Mais uma vez questiono o papel do Sporting aqui. E o SCBraga que começou a vantagem no marcador com um golo de penalti a meu ver duvidoso, pois pareceu-me que o Linz forçou um pouco a queda.

E que tal se se deixasse de favorecimentos e desfavorecimentos e se passasse a ser mais justo e imparcial? Talvez o futebol português tivesse melhor qualidade.

Nelson Évora campeão mundial de triplo salto

Nos campeonatos do mundo em atletismo que se estão a realizar em Osaka no Japão, o português Nelson Évora conquistou hoje a medalha de ouro sagrando-se campeão no triplo salto com uma fantástica medida de(recorde nacional)de 17, 74 metros.




Parabéns Nelson!



Um atleta do Benfica a ganhar qualquer coisa nos últimos dias!

26 agosto 2007

Algumas ideias...


Morreu Eduardo Prado Coelho

25 agosto 2007

Vandalismo a outdoor da JSD Aves

Parece que o dinamismo e atenção da JSD de Vila das Aves anda a incomodar muitos comodistas desta vila e deste concelho.

21 agosto 2007

Como ser um bom ministro!

O Governo quer regular o acesso ao exercício de certas profissões. Gente sabe que aqui não há nenhum santo e que o furor disciplinador do ofício tocará a todos. A começar pelos ministros. A partir de agora, não o será quem quer, mas quem pode. E terá que possuir vários dons. A saber: Obediência (cega ao chefe); Mutismo (de ocasião, para calar divergências internas); Desdém (pelo poeta alegre); Surdez (aos protestos populares); Amnésia (a capítulos da história do PS e a promessas eleitorais); Repulsa (ao jornalismmo de sarjeta); Alergia (a funcionários e seviços públicos); Tolerãncia Zero (aos delitos de opinião); Condescendência (às gafes dos pares); e Arrogãncia Intelectual (face às críticas). A aprovação nestas cadeiras dará o grau de Ministro Simplex - aquele que dita as coisas direitinhas ao povo, de modo a que todo percebam (a começar pelos jornalistas) e que nunca haja ondas.

Expresso

Marilyn Manson em Portugal...

...Dia 19 de Novembro de 2007 no Pavilhão Atlântico.

Preço dos Bilhetes:

Balcão 1: 35€
Balcão 2: 25€
Plateia em pé: 30€

Já restam pouquissímos, pouquíssimos bilhetes.
Eu adorava ir ver o concerto...Mas parece-me que ainda não vai ser desta. É que não tenho companhia :(
Caros amigos e amigas se estiverem interessados digam-me rápido.

20 agosto 2007

18 agosto 2007

Os regimes totalitários - A submissão das massas

Qualquer regime totalitário actua sempre sobre sociedades de massa, sociedades dos indivíduos atomizados, sem capacidade de se integrarem numa comunidade, isolados. Esta atomização dos indivíduos resulta dos sentimentos de inutilidade que os percorrem, da sua falta de convicção e luta política, do seu desinteresse generalizado no que diz respeito a todos os campos de vida social. É este o ideal-tipo do Homem de massa. É sobre estes indivíduos que actuam os regimes totalitários, de modo a organizá-los e a conseguir deles um apoio e lealdade incondicionais, uma adesão emocional (nunca racional).

As ditaduras de Hitler e Estaline mostram claramente o facto de que o isolamento de indivíduos atomizados não apenas constitui a base para o domínio totalitário, mas é elevado a efeito de modo a atingir o próprio topo da estrutura.
Hannah Arendt
Assim, as massas não congregam os indivíduos em virtude de um interesse comum, mas sim de uma condição comum: quando as pessoas não são capazes de se integrar, estão desenraizadas, logo têm uma condição comum, os líderes vão aproveitar essa condição para mobilizar as massas. Estas têm para com ele uma lealdade incondicional que a certa altura se torna independente do conteúdo ideológico do discurso do líder; independentemente disso a massa vai segui-lo. Existe entre o líder e as massas uma relação de identidade total, de total identificação. Os indivíduos depositam toda a sua esperança no líder.

15 agosto 2007

O respeito e o desvio às leis...

As leis são feitas pelos homens e para os homens. As leis devem ser respeitadas, pois isso é que permite a vida em comunidade. Mas se a lei envelheceu ou lhe parece injusta, você tem dois caminhos para agir: ou tenta modificar a lei pelos caminhos legais da comunidade ou desobedece e assume as responsabilidades pelo seu acto, focalizando a atenção da comunidade para o problema.

"Gang das perucas" apanhado!

Nos novos crimes dos quais eu já aqui já tinha falado, inclui-se o "gang das perucas" que ontem foi apanhado num restaurante após os seus elementos terem procedido a mais um assalto a um banco.

A carreira do "gangue das perucas" pode ter chegado ao fim. A Polícia Judiciária (PJ) do Porto deteve, ontem à tarde, seis homens suspeitos de envolvimento em dezenas de assaltos a bancos, sobretudo da zona do Grande Porto, em que o alvo principal foi o dinheiro dos cofres, nem que para isso fosse necessário ficarem mais de meia hora no local, mantendo clientes e funcionários como reféns, sob ameaça de armas de fogo e até de granadas. Os suspeitos, todos na casa dos 40 anos de idade, foram surpreendidos pelos inspectores da PJ quando almoçavam num restaurante em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde), cerca de duas horas depois de presumivelmente terem assaltado uma agência da Caixa Geral de Depósitos, em Leça da Palmeira, que terá rendido cerca de 190 mil euros.Segundo o JN apurou, três dos detidos são de nacionalidade francesa e os restantes são emigrantes portugueses na Córsega (França), onde se deslocavam frequentemente para escaparem ao cerco movido pelas autoridades no nosso país. Por norma, o grupo" desaparecia" após ter consumado uma série de assaltos que lhes permitissem arrecadar elevados montantes. Um procedimento que dificultava as investigações policiais. As autoridades suspeitam que aquela actividade tenha sido desenvolvida ao longo dos últimos sete anos, com incidência na Região Norte, mas com possíveis ramificações a outras zonas do país. Não está apurado um número exacto de investidas, mas suspeita-se de várias dezenas, tendo em conta o "modus operandi".

O vitimismo do futebol português

Hoje estava eu a ler o jornal Desportivo de Guimarães desta semana, mais concretamente a entrevista ao treinador do Vitória de Guimarães, Manuel Cajuda, após o jogo na Trofa referente a mais uma eliminatória da Taça da Liga. Quem me conhece sabe que gosto muito do Cajuda como treinador, contudo as suas palavras deixaram-me algo indignada. Ou talvez não, já que o seu discurso vai de encontro ao discurso da maioria dos treinadores portugueses e treinadores de equipas portuguesas, o que transmite um pouco a podridão do futebol português: o vitimismo no futebol, isto é, culpar árbitros, adversários e outros, pelas derrotas da sua equipa, ao invés de verem que possa advir de erro seu ou algo interno ao clube. Veja-se as palavras de Cajuda:

Não acredito que alguém faça jogos para perder. Toda a gente estava à espera que agora perdêssemos. Sabemos que algum dia isso acontecerá. Quantas mais vezes ganharmos, mais próximos ficaremos da derrota. Um dia ela vai acontecer, mas a equipa - mesmo não jogando tão bem como vinha jogando - voltou a estar bem.

Esta do "toda a gente estava à espera que perdessemos" está mais que batida. É a forma mais simples e vitimista de atacar os adversários e fazer com que a culpa de uma não vitória ou de um mau jogo não recaia sobre a própria equipa.
O facto de uma derrota ser precedida de muitas vitórias não é desculpa para essa mesma derrota. Não haverá outros motivos para uma derrota de uma equipa?
Neste caso concreto, estará já Cajuda a desculpar-se previamente perante as derrotas que o Vitória possa vir a sofrer e assim as culpas das possíves derrotas não virem a recaír sobre ele?

Toxicodependência: o infeliz caminho para a sua legitimação

Muito se tem feito nos últimos tempos para que as pessoas se previnam contra o uso de drogas. Mas também muito se tem feito, legal ou ilegalmente, para que elas sejam usadas. O resultado final é que as pessoas estão a consumir drogas cada vez mais.

A polémica em torno da distribuição de seringas nos estabelecimentos prisionais tem vindo a preencher os dircursos da actualidade. No meu ponto de vista, e indo ao encontro da frase supracitada, é um modo de fazer com que se consumam mais substâncias ilícitas tornando a toxicodependência cada vez mais num grave problema social que urge combater. Esta ideia, juntamente com a ideia da criação de salas de injecção assistida deixa-me indignada, são soluções que não me passam como viáveis e as quais me deixam, todavia, indignada. Não consigo encontrar uma explicação plausível para estas medidas.
Como eu já havia dito acerca deste assunto das "salas de chuto" , tanto uma medida como outra só estão a legitimar o consumo das drogas dando aos toxicodependentes as condições para que o façam, quando a solução deveria passar pela reabilitação dos toxicodependentes actuais e uma aposta intensiva em programas de prevenção para que se impeça o aparecimento de toxicodependentes futuros.

Este é um assunto que também suscitou o interesse de Pedro Morgado, onde no seu blog Avenida Central eu dei a minha resumida opinião acerca deste assunto do consumo de drogas nas prisões, assim como no que concerne à distribuição de seringas nestes estabelecimentos. Muito teria eu para falar do assunto, contudo, opto por deixar-vos aqui essa minha pequena análise crítica:


«Antes de mais deixa-me completar a tua ideia em que consideras a toxicodependência uma doença. O toxicodependente é um doente bio-psico-social. Por isso, antes da toxicodependência degradar o indivíduo biologicamente, já o foro psicológico e, sobretudo, social haviam entrado em acção. A toxicodependência é, sobretudo, uma doença comportamental.

Depois, devo dizer que há muitas formas de combater a toxicodependência sem que sejam necessárias a distribuiçao de seringas em meio prisional e a criação de salas de injecção assistida, as quais tenho muitas dúvidas acerca da sua plena eficácia. Eu sou muito apologista da opinião de que a principal arma tem de se centrar na prevenção e não na legitimação e legalização do consumo, mesmo que por meios "saudáveis", se assim podem ser apelidados.

Muito podia eu falar teoricamente das minhas ideias acerca de prevenção e combate à toxicodependência, que tem vindo a tornar-se num autêntico flagelo social. Contudo,prefiro falar de uma prática muito eficaz, digna e louvável de combate e tratamento à toxicodependência que ocorre nos estabelecimentos prisionais de Braga e Guimarães. O Projecto Homem (instituição de reabilitação de toxicodependentes em Braga, instituição na qual com muito gosto fiz o meu estágio curricular) tem técnicos que fazem um igual trabalho com grupos de auto-ajuda nessas mesmas cadeias com vista a ajudá-los a libertarem-se do mundo das drogas. Muitos deles chegam mesmo a sairem da cadeia, ingressando no Projecto Homem com o intuto de levarem a cabo o programa terapêutico da instituição e se libertarem da dependência de estupefacientes. Conheci mesmo um caso muito próximo de um utente com quem trabalhei que estava preso por tráfico de drogas, e também consumia. Com a ajuda dos técnicos da cadeia que também são terapeutas no Projecto Homem foi incentivado a ir para lá fazer o programa de recuperação. Ou seja, saiu da cadeia com o objectivo de fazer o programa até ao fim. Se o fizer, a partir do momento em que receber a alta terapêutica é um homem livre, ilibado da pena. Se não fizer o programa, por desistência ou até expulsão do programa, volta à cadeia e cumpre a pena.Não acham que isto é um meio mais eficaz e digno de combate à toxicodependência? Incentivá-los a tratrarem-se libertando-se das drogas, do que ao invés dar-lhes seringas para que eles possam continuar a consumir?»

69ª Volta a Portugal chegou hoje ao fim

O espanhol Xavier Tondo ganhou a 69ª Volta a Portugal a bicicleta sem ter vencido nenhuma etapa. Por sua vez, o português Cândido Barbosa, tantos dias camisola amarela, acabou por perder a mesma ontem e hoje viu-se redimido ao segundo lugar final em mais uma Volta.

Mais uma vez a Volta a Portugal contou que uma das suas etapas terminasse na cidade de Santo Tirso (no seu percurso passou por Vila das Aves, ah pois é!) , desta vez com com a inédita chegada ao Monte da Nossa Senhora da Assunção. Não deixa de ser importante para a divulgação e promoção de Santo Tirso, pelo menos uma vez no ano se fala de um acontecimento positivo e louvável nesta cidade...

De realçar o regresso do Sport Lisboa e Benfica à competição da Volta, terminando a equipa, se não me engano, em terceiro lugar.

12 agosto 2007

Homenagem a Miguel Torga - Centenário do seu nascimento






«Pseudónimo literário do médico Adolfo Correia da Rocha, Miguel Torga nasceu em S. Martinho da Anta (concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes), em 12 de Agosto de 1907. Em 1925, matriculou-se na Universidade de Coimbra onde se formou em Medicina e se especializou em otorrinolaringologia. Radicado em Coimbra, Miguel Torga iniciou a sua carreira literária em 1928 com o livro de poesia Ansiedade. De início, literariamente, associou-se ao grupo Presença mas veio a afastar-se cerca de 1930. Apesar de ter participado na fundação das revistas Sinal e Manifesto, Torga acabou por se desligar de qualquer grupo literário, de modismos estéticos e de filiações ideológicas.
O pseudónimo Miguel Torga anuncia-se com A Terceira Voz, mas só aparece definitivamente com O Outro livro de Job. Miguel acontece como homenagem ao grande escritor espanhol Miguel de Unamuno; Torga permite a ligação à terra natal, pois é o nome de um arbustro abundante em Trás-os-Montes.
A partir de 1941, foram sendo publicados sucessivos volumes do Diário, que contêm as suas reflexões sobre os mais diversos acontecimentos do quotidiano e que demonstram, inequivocamente, uma reflexão madura e uma análise singular.
Morreu em Coimbra, em 1995.
A poesia de Miguel Torga apresenta três grandes linhas de rumo: um "desespero humanista", uma problemática religiosa e um sentimento telúrico. A revolta e o inconformismo são, frequentemente, tradutores desse desespero humanista que resulta de um desespero religioso mais profundo e que coloca em permanente conflito entre o divino e o terreno.»
Além de Poesia publicou obras de Ficção, Viagens, Autobiografia e Teatro.


O poema que aqui deixo, tem um título de um sítio transmontano, do concelho da Régua, com vista sobre o rio Douro, que muito inspirou Torga e que revela esse sentimento telúrico de apego/ligação à terra. Sítio esse onde há uns anos tive o prazer de estar e ouvir recitados alguns poemas de Miguel Torga.



S. Leonardo da Galafura


À proa de um navio de penedos,
A navegar de um doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.

Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Razos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!

Miguel Torga, Diário IX

11 agosto 2007

A Política e a Economia...

Três regras de política económica:

A primeira regra é que não há receitas gerais. Em política económica aplicada, cada caso é um caso e deve ser tratado tendo em conta a sua especificidade. Um Governo deve enfrentar a situação com lucidez e flexibilidade.
Não só em política económica como em muitas situações da vida social, temos de perceber que cada caso é um caso e, por tal, dever ser tratado na sua unidade e especificidade. Nem sempre é correcto procedermos a generalizações.

A segunda regra é a inserção de políticas de estabilização, orçamental e monetária, num quadro geral de médio e longo prazo. A estabilidade económica é um objectivo que tem sempre de ser visto em perspectiva com o grande projecto que é o desenvolvimento do País.
Devemos equacionar o presente mas tendo em perpectiva a estabilidade económica e mesmo social a médio/longo prazo para assim alcançar o desenvolvimento.

A terceira regra é o pragmatismo: mal de quem na execução da política económica não respeite os princípios teóricos, mas mal de quem se deixe conduzir exclusivamente pelos princípios teóricos.
Em tudo as teorias são importantes mas não devem ser usadas exclusivamente como explicação. Pegar nas teorias e dar-lhes praticabilidade, isto é, aplicá-las devidamente à realidade presenciada.

10 agosto 2007

Eleições para o PSD - IV

A luta pela presidência do PSD está acessa e os candidatos até já trocam acusações pessoais envolvendo os militantes do partido na sua discussão. Veja-se a mensagem de telemóvel que recebi hoje de manhã de Marques Mendes:

Este é o meu primeiro SMS. Serei contido por razões de custo. Comigo foram criadas directas para dar mais força aos militantes de base. É essa força que preciso para pôr fim ao desgoverno socialista. Para dar um novo Rumo a Portugal. Quero Governar em 2009 mas preciso do seu apoio. Um abraço Marques Mendes

Cerca de duas horas depois recebo uma mensagem de Luís Filipe Menezes:

As bases sabem que as directas foram instituídas por proposta MINHA em Pombal. Foi um passo para dar poder aos militantes. Agora proponho que deixem de haver deputados impostos pelos orgãos nacionais. Agora proponho que passem a ser escolhidos pelas bases de cada Distrito.
Luís Filipe Menezes

Vai ser isto com que vamos sendo bombardeamos até às eleições a 28 de Setembro? Com ataques mútuos dos candidatos? Não percebem que o que está em causa, o que os militantes querem é que quem venha a ser o líder do partido, tudo faça para enaltecer a grandeza do partido e, sobretudo, para tudo fazer por Portugal.

Como eu já havia referido neste blog o meu voto vai para Menezes. E explico porquê: é muito provável que em 2009 José Sócrates venha a candidatar-se às legislativas, assim como me parece óbvio de que ganhará essas mesmas eleições. Por isso, cabe ao PSD impedir, pelo menos, que as ganhe com maioria absoluta. E parece-me que Menezes está mais à altura para tal do que Marques Mendes, pois como já verificamos ele não consegue fazer uma forte oposição.
Contudo, parece-me justo aqui referir que também encontro pontos positivos em Marques Mendes à frente da liderança do PSD. Ideia dele ou não, as directas foram criadas por ele dando poder aos militantes de também participarem na decisão da escolha do líder partidário; Marques Mendes foi uma pessoa sempre coerente nas suas atitudes, aquando das últimas autárquicas não permitiu que candidatos envolvidos em processos judiciais se candidatam-se pelo partido e o mesmo fez recentemente com o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Marques Mendes não se tem mostrado um homem agarrado ao poder e a prova disso é a recente crise do PSD imposta em grande medida pela derrota nas eleições antecipadas para a Câmara de Lisboa, e ele convocou eleições antecipadas dando aos militantes a possibilidade de escolherem se é a ele ou a outro que querem ver à frente do partido; Marques Mendes sempre me pareceu ser uma pessoa assertiva e pontual; toda a gente critíca o facto de ele impôr data para o pagamento das quotas para assim exercer o seu direito de voto. Eu acho muito bem. Há que saber cumprir prazos e obrigações.

Aguardaremos desenvolvimentos.

Saudades do Benfica?

Na edição de hoje do jornal O Jogo, João Vieira Pinto revela ansiedade pelo início do campeonato e desejo de ver o Braga transformado, a curto prazo, no quarto grande clube português. Ele frisa:

O Braga tem vindo a crescer de forma sustentada, mas por vezes são precisos vários anos para se ser grande. O Braga quer crescer e está a percorrer o caminho certo, mas não possui o orçamento nem tem a massa associativa dos três grandes. Há aqui um grande potencial, mas existem outros factores importantes para além da qualidade do plantel. É necessário ter força, ser consistente e ter uma massa asssociativa por trás, para se ser ouvido...

Terão estas revelações alguma pendor de descontentamento pessoal? O Braga não satisfaz as aspirações de João Pinto? Ou será mesmo mesmo essa enorme vontade em ver o Braga transformado num "grande"?
João Pinto terá saudades dos momentos gloriosos passados no Benfica e da incansante massa associativa que o tinham como o "menino da Luz"? Por mim gostava imenso que ele regressasse ao Benfica para lá terminar a sua carreira!

Quanto ao Braga, clube pelo qual já há muitos anos sinto uma significativa simpatia, penso que João Pinto tem razão nas suas palavras. Não chega ter um plantel de enorme qualidade e potencial, é deveras importante ter uma massa associativa de apoio e dedicação ao clube, que vá onde a equipa vai, que esteja onde a equipa está, independentemente de estar a ulptrapassar uma fase boa ou má. A meu ver será ainda importante uma Direcção que se mostre empenhada na concretização da grandeza do clube, em busca de patrocínios e afins para conseguir o tão importante orçamento.
Fazer do Braga um grande clube de Portugal só depende dele: do potencial e entrega empenhada do plantel; do esforço da Direcção em fazer um trabalho de glorificação do clube, arrecadação de um bom orçamento e apelar à participação da massa adepta e associativa; e esta mesma massa associativa tem de apoiar mais a equipa e comparecer nos estádios, sobretudo em casa. E quem diz o Braga, diz outro clube qualquer: não podemos andar constantemente a criticar perjurativamente os "grandes" por o serem e por usufruirem dessa grandeza. Se também o quer ser tem de fazer por isso.

09 agosto 2007

"Pensar é estar doentes dos olhos"

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que eu antes nunca tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

Alberto Caeiro

07 agosto 2007

Sócrates num Domingo, Sara num Feriado Nacional

Aqui vos apresento um facto de como de facto José Sócrates nada possa ter a ver com o facto de o seu diploma ser datado de um domingo. E de como a Universidade Independente não é a única nestas situações. Pois é, uma das Universidades públicas mais prestigiadas do país também trabalha em dias não úteis, pelos vistos.
Ora hoje tomei conhecimento de que a minha amiga Sara tem no seu certificado de habilitações a licenciatura terminada em 25 de Abril de 2007 pela Universidade do Minho. É verdade! Enquanto nesse dia de feriado nacional andavam algumas pessoas pelo centro da cidade de Braga a pregar "25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!", pelos vistos havia quem trabalhasse nos Serviços da Universidade do Minho para passar certificados de licenciatura. Para muitos a Universidade do Minho funciona eficientemente e organizadamente, mas só quem por lá já passou sabe das muitas lacunas e falhanços que esta instituição de ensino superior padece, e é claro que não me refiro só a isto.

Pois é Sr. Primeiro Ministro, não está sozinho nesta causa. E, de facto, até acredito que não tenha nada a ver com o facto do seu diploma ter sido datado a um Domingo. E a todos aqueles, conhecidos e anónimos, que muito mal disseram de José Sócrates à conta desta história da não veracidade da licenciatura do primeiro-ministro, vêem aqui uma prova de que era melhor terem estado calados e não sairem por aí a fazer acusações sem provas.

Quanto a ti Sara, no teu lugar ía pedir ao Serviços Académicos da Universidade do Minho para mudar a data do teu diploma não vá um dia seres primeira-ministra ou ministra e te acusarem de não possuires uma licenciatura lícita!

06 agosto 2007

Eleições para o PSD - III

Muito querem fazer os candidatos para conquistar a presidência do partido, apelam e iludem constantemente os militantes para conseguirem os seus votos. Tanto querem fazer, com rapidez e eficácia, com estima e dedicação que depois até caem no ridículo.
Veja-se a mensagem de telemóvel que recebi hoje de Luís Filipe Menezes por volta das 14:50h.

Hoje dia 6 de Agosto, pelas 15h, na esplanada do restaurante Brasitas, nas docas, em Lisboa, apresentação pública do Mandatário Nacional para a Juventude da candidatura de Luís Filipe Menezes à presidência do partido. O presidente da CPD da JSD de Coimbra e Vice-Presidente da CPN da JSD, Paulo Leitão.

LF Menezes

Se muitos dos militantes receberam a mensagem por volta desta hora e até queriam se deslocar às docas para assistir à apresentação do mandatário para a juventude ficaram sem o poder fazer. Até para quem mora em Lisboa se tornava praticamente impossível. Menezes tem que impôr eficácia nos seus colaboradores para que as informações cheguem atempadamente aos militantes.

05 agosto 2007

Aves eliminado da Taça da Liga

Na primeira prova oficial da época, o Desportivo das Aves visitou o Estoril Praia de onde saiu derrotado por 2-1. O Aves começa assim mal a época, esperando agora que dê tudo por tudo na Liga Vitalis já que no que respeita à Taça de Portugal o Aves raramente chega longe.

Para o campeonato nacional o Aves apresenta-se como um dos principais candidatos à subida, mas estou em crer que não passará disso mesmo: candidato. A equipa avense tem feito maus resultados na pré-época e exibições de fraco nível (veja-se o jogo de apresentação com o clubezeco chamado Tirsense). Os reforços são maioritariamente desconhecidos. Não me parece, assim, que a subida ao principal escalão do futebol português seja facilmente concretizável. Oxalá esteja muito enganada.

Tenho uma forte convicção...

...de que esta época o Benfica será campeão!!!


E olhem que não costumo ter muitas afirmações destas. A última vez que as tive foi precisamente há três épocas e o SLB acabou mesmo por se sagrar campeão!
Espero que esta época volte a acontecer!

A podridão do sistema escolar: quem a proporciona?

A educação é um tema pelo qual venho tendo algum interesse, e fico sempre fascinada com os artigos de opinião do Professor José Pacheco no jornal avense EntreMargens. Lamento imenso nunca ter tido este profissional como meu professor visto eu ter estudado noutra escola. Só pelo que leio no jornal e pela realidade que sempre fui conhecendo da Escola da Ponte (através de amigos que lá estudaram e mesmo através dos media), talvez o sistema educativo português precisasse de mais professores "josés pachecos". Muito do que aprendi em Sociologia da Educação na minha licenciatura e muito do que fui investigando por mim mesma, há muito a mudar nas escolas portuguesas. E acredito que muito do que está mal se deve aos professores. Enquanto não perceberem que quem está em causa são os alunos e que mais do que ensiná-los e educá-los é preciso conhecer a realidade da qual vivem, teremos um sistema educativo pobre e podre.
Assim, deixo mais umas ideias do professor José pacheco que muito nos deixa a refletir.

As escolas são lugares habitados por sombras e rituais cinzentos. Os professores com aspas são uma minoria, mas uma minoria bem activa. É sabido que qualquer mudança só será possível com os professores que temos, que a mudança aontecerá quando os professores quiserem. Mas também sabemos que há quem não queira e se arrogue do direito de não querer.

O melhor contraceptivo é o aborto

A gratuitidade do aborto é algo que ainda me provoca alguma confusão e que para mim se torna perfeitamente inaceitável.
Tomei conhecimento de que nos centros de saúde e hospitais se tem tornado cada vez mais difícil arrecadar um significativo número de preservativos. Se se recusam a dar um elevado número de preservativos como irão os indivíduos se precaverem para a gravidez e mesmo para a prevenção das IST (infecções sexualmente transmissíveis)?
A pílula também tem se apresentado com sérios inconvenientes. Cada vez mais são as pílulas que deixam de ser gratuitas e para as quais se tem de avultar dinheiro todos os meses. E algumas de barato não têm nada, veja-se a pílula que tomo em que dou quase 10€ por mês por uma caixa. É o completo exagero.
Enquanto isso, o aborto é um serviço que se nos apresenta como gratuito. Não se admirem se daqui a algum tempo assistirmos a um exagerado número de gravidezes interrompidas.

Infelizmente é esta a política de saúde que temos em Portugal.

Transformação identitária de 5 cidades portuguesas (V) - Porto




A cidade Invicta


A característica mais marcante das monografias históricas do Porto é o cruzamento constante entre a história da cidade e a história de Portugal. É esta interacção incontornável que se constitui como a base mais sólida da formação de imagens da cidade. Mais do que ser representada como cidade histórica, o Porto é visto e dá-se a ver como uma cidade portuguesa, como a "capital" de um determinado Portugal: "o Porto é uma Nação".

Na dimensão lendária da sua identidade foi o Porto que deu o nome a Portugal. "Os portuenses orgulham-se da sua história, de terem participado activamente na conquista da independência do Condado Portucalense. (..) Na sua qualidade de "sempre leal", o Porto aparece como o representante fiel das causas lusitanas (...) A imagem de portugalidade que o Porto difunde tem características específicas que são consideradas traços identitários da cidade.

O Porto é conhecido por ser uma cidade liberal e progressista, já que foi aí "que deflagrou a revolução de 1820 - que implantou o regime liberal em Portugal - a revolução de 1828 - que tentou em vão impedir o regresso do absolutismo - e, finalmente, que lá eclodiu em 1891, a primeira revolta republicana." Esta imagem de cidade guerreira e resistente marca o destino histórico da cidade que ganha também, a partir dos anos 60, a reputação de cidade contestatária do centralismo de Lisboa. (...) Esta imagem de cidade contestatária, reforçada em anos mais recentes, tem vindo a ser apresentada como um elemento emblemático não só da cidade mas de uma região que tem na "Invicta" o seu centro gravitacional e que leva o Porto a procurar fazer justiça à sua fama de "Capital do Norte".
Noutra vertente representacional, o Porto é conhecido como "Cidade do trabalho", a "Manchester portuguesa", numa alusão metafórica à cidade industrial inglesa. Esta imagem de cidade dinâmica e laboriosa é muito antiga e acompanha o desenvolvimento da cidade. (...) "O Porto foi e é uma cidade industrial cheia de iniciativas que muito tem contribuído para o desenvolvimento progressivo do país." As explicações para este dinamismo definem um outro traço identitário da cidade. (...) Para além das características paisagísticas e monumentais, que, no Porto como noutras cidades, constituem traços identitários da cidade, a identidade da "Cidade Invicta" é definida pelo próprio carácter empreendedor dos seus habitantes.
O portuense não é só o habitante do Porto. Em discursos que promovem uma interpretação mítica da identidade da cidade, o portuense, o "tripeiro", com as suas idiossincrasias, o sotaque, o calão, o bairrismo, a hospitalidade, um carácter tão frontal quanto honesto, é supostamente reconhecido onde quer que esteja. (...) é de tal maneira um traço identitário do Porto que é impossível imaginar uma outra gente a viver nesta cidade. (...) cria raízes uma marca e um carácter singulares e próprios dominados por sentimentos intensos de identificação, que torna "o Porto uma Nação".
" O Porto é uma cidade de identidades, dá-se bem com a espessura da história, imprime a sua marca a todos (...) integra com facilidade os recém-chegados e os transforma em portuenses (...)"
Sendo o portuense um traço identitário da cidade, esta imposição de uma marca colectiva espessa, remete potenciais personagens históricas para um segundo plano no domínio das representações da cidade veiculadas pelas monografias. O Porto transmite a vários níveis uma imagem de "Cidade popular", desde as Festas de S. João (um dos seus símbolos mais reconhecidos) aos discursos dos "bairristas", que parece ser avessa à afirmação de grandes figuras históricas. (...) " Os símbolos da cidade são o barco rabelo, a barroca Torre dos Clérigos e as pontes metálicas centenárias". O Palácio de Cristal, por representar "o esforço, o amor e o carinho com que os portuenses iniciam e impulsionam as suas empresas", é também, sobretudo até à década de 50, um dos principais símbolos dessa cidade empreendedora, industrial e trabalhadora.
Símbolo incontornável do Porto é, sem dúvida, o Douro. A ele estão ligados, física e simbolicamente, alguns dos símbolos mais importantes da cidade: as pontes, a Ribeira, o barco rabelo e o vinho do Porto.
O vinho do Porto, símbolo de uma região, é também símbolo de uma imagem internacional da cidade. Faz também parte de uma imagem gastronómica, juntamente com as tripas, que o Porto difunde desde há muito.
IV Congresso Português de Sociologia

Uma aventura no Douro!

A pedido não de muitas famílias, mas a pedido da família sociológica aqui falarei do nosso passeio ontem pela magnífica cidade do Porto. A família ontem viu-se muito reduzida dado que a maior parte dos membros não poderam ir, assim além de mim foi a "mãe" Luciana, a "tia" Cidalia, a minha "filha" Sara, e as "manas" Paula e Sandra. Mas foi um passeio bastante produtivo e gostamos muito!
Para mim, como conheço relativamente bem a cidade do Porto, acabei por visitar locais, monumentos e fazer trajectos já meus bem conhecidos. No entanto, para alguns membros da família sociológica era novidade e divertimo-nos imenso todas juntas.
De manhã andamos pela Avenida dos Aliados e estivemos ao pé da Câmara Municipal. Depois fomos visitar a Sé Catedral e os claustros da mesma. De seguida descemos até à Ribeira e lá andamos um bocado e acabamos por almoçar por lá.
À tarde fomos fazer o passeio de barco pelo rio Douro em que passamos pelas diversas pontes que passam pela cidade. Este passeio pelo rio é lindo, eu já o havia feito há uns anos e adorei! A família sociológica ficou fascinada! Terminada a viagem marítima fomos até Vila Nova de Gaia visitar as Caves do vinho do Porto, mais concretamente a Graham's. A parte da prova dos vinhos foi o que aquelas borrachonas mais gostaram! Já eu e a Cidália optamos só pelas bolachinhas!


Momentos maravilhosos da família sociológica!!!

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