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01 março 2008

Estudo a Vila das Aves

Quando em 2001 se conheceram os dados do Censos então levado a cabo no país, o número de habitantes de Vila das Aves não deixou de surpreender os agentes locais. Tendo em conta o número de eleitores e o crescimento, nomeadamente a nível da habitação, registado na freguesia, parecia quase consensual que o número de habitantes nunca seria inferior a 10 mil. No entanto, os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não foram além dos oito mil e 492 habitantes. Embora se tenha registado um crescimento em relação ao último Censos, estando dentro das expectativas do INE, o certo é que o número de habitantes nunca convenceu os autarcas e população em geral continuando-se a atribuir a Vila das Aves a existência entre 10 a 12 mil habitantes.
Não é este o único propósito do estudo de caracterização demográfica, económica e social de Vila das Aves que a Junta local resolveu levar a cabo. Mas tendo em conta as palavras do autarca local, Carlos Valente, e da socióloga e coordenadora deste estudo, Helena Antunes, haverá pelo menos a preocupação de saber, afinal de contas, quantos são os avenses. "De facto pretendemos clarificar o número [apontado] pelo Censos de 2001 porque temos a ideia de que este não nos deu o número real dos habitantes de Vila das Aves e pretendemos agora cativar e pedir a colaboração das famílias para termos um número mais ou menos aproximado da verdadeira composição demográfica da freguesia", referiu ao Entre Margens Helena Antunes.
No final da semana passada começaram a ser colocados em cafés e outros locais os avisos alertando as pessoas para este estudo. Esta semana começam a ser realizados os primeiros inquéritos. Esta primeira fase de inquérito deverá demorar entre três a quatro meses e, para já, contará com quatro pessoas na rua, seguindo-se o período de tratamento de toda a informação recolhida. Os dados são para serem apresentados ainda este ano.
A nível demográfico, e segundo explicações da coordenadora do projecto, é feito um inquérito às famílias em que é pedida a composição do agregado familiar e "dados relaivamente ao mesmo, basicamente, nome, data de nascimento, profissão, habilitações escolares, número de eleitor". Mas o objectivo primeiro é o de "ter o número total da população constituinte de Vila das Aves". Ainda que, admita, exista o receio de o não conseguir. "Sabemos que vamos ter famílias que nos fecharão a porta, que não estarão receptivas para a nossa equipa de rua, mas vamos ter a preocupação de ter pessoas a fazer os inquéritos com simpatia, disponibilidade, atenção".
Ao nível da caracterização económica, acrescenta Helena Antunes "interessa-nos saber as empresas e serviços que temos em Vila das Aves". Por sua vez, a caracterização social "diz respeito a todas as entidades sem fins lucrativos" existentes na freguesia.

[EntreMargens]

04 dezembro 2007

Temas da Actualidade (V) - A baixa Natalidade em Portugal

A baixa natalidade que se regista em Portugal tem sido um importante alvo dos nossos políticos, nomeadamente do próprio Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Ontem foi tema central no Prós e Contras que contou como participantes principais o Ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, um demógrafo, Mário Bandeira, a socióloga Anália Torres, e uma deputada do que tem vindo a realizar um estudo na área. De conclusões deste debate ressalvo algumas considerações roubadas ao Francisco no seu blogue CyberCultura e Democracia Online.

A principal questão colocada e que serviu de fio condutor do debate foi a diferença entre os filhos que os casais portugueses têm e aqueles que gostariam de ter. Segundo o ministro, as medidas de incentivo à natalidade, em particular o abono pré-natal e a "cobertura do pré-escolar" até aos 3 anos, devem procurar reduzir este fosso ou este diferencial, de modo a possibilitar aos casais terem efectivamente os filhos que desejam ter. Os outros intervenientes destacaram muitas causas que explicam a baixa natalidade dos portugueses, mas afinal quase todas as razões referidas prendem-se com questões de ordem económica, social ou mesmo de mentalidade e de valores, às quais o Professor de Ginecologia, Agostinho Santos, acrescentou e muito bem o problema preocupante da infertilidade (masculina e feminina) e o facto das mulheres preferirem ter filhos mais tarde, muito após o seu período de elevada fertilidade (27 anos), que agrava a qualidade de vida dos seus filhos, muitas vezes correndo o risco de sofrerem anomalias genéticas, devido à idade tardia das mães.


Parece-me ainda pertinente deixar algumas considerações sobre natalidade e fecundidade.

Natalidade: nascimentos analisados em relação à população total
Fecundidade: nascimentos analisados em relação às mulheres em idade fértil

Taxa bruta de natalidade: número médio de nascimentos por cada ano vivido durante o período de observação pelos indivíduos que constituem a população observada.

TBN= N/P

Taxa global de fecundidade geral: número médio de nados-vivos por mulher em idade fértil numa dada população, num determinado ano.
Taxa global - todas as idades férteis
Fecundidade geral - não distingue o estado civil

TGFG= N/M 15-49