Urge a construção de uma consciência colectiva que tenha em vista a preservação do ambiente sempre com a mente num desenvolvimento sustentável essencial.
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10 dezembro 2009
19 agosto 2008
1200 postos de trabalho para Santo Tirso
Pois é, pois é... e as eleições legislativas e autárquicas estão aí a porta...
18 julho 2008
19 junho 2008
Entrevista a João Abreu
...sinto a responsabilidade do que afirmei e assumi em 2005 - Santo Tirso merece e precisa urgentemente de tomar um novo rumo. Santo Tirso é um concelho com características ímpares de localização, recursos de lazer, beleza natural, património cultural, gente empreendedora. Com marcas de grande prestígio, que importa preservar, revitalizar, apoiar e divulgar. No nosso concelho, foi nestes 3 anos que encerraram empresas, vimos fugir a maternidade e serviços médicos, o serviço de finanças na Vila das Aves. Nestes 3 anos, ainda não vimos a Universidade, ainda não vimos o Cine Teatro, ainda não vimos a Incubadora, ainda não vimos as novas áreas de acolhimento empresarial. Mas continuamos a ver obras a demorar uma eternidade, a serem inauguradas de acordo com a agenda política, bolsas de estudo a serem retiradas da agenda política do executivo.
Por isso, debater-me-ei por priorizar o Emprego, a Atracção de Investimento e a Educação.
Depois, a prioridade vai para aqueles que foram crianças, que cresceram neste concelho. Atrair massa crítica, potencial humano capaz de se transformar em desenvolvimento. Na minha experiência autárquica aprendi, em pouco tempo, que desenvolvimento se faz com aposta em pessoas e em relações profícuas.
Por fim, a prioridade irá para todos aqueles que pretendem ver as suas crianças nascer e crescer neste concelho. Atrair juventude em idade activa.
É um erro pensarmos que apostar nas crianças é só construir mais parques infantis. Apostar nas crianças é sobretudo dar condições de emprego, de qualidade de vida, de fixação aos pais, aos casais jovens em início de vida. Um concelho que vê fugir uma parte significativa da sua população activa para concelhos vizinhos (cerca de 1500 pessoas em 6 anos), que assiste à fuga da mão de obra qualificada, que não atrai por via do emprego nem da educação, que perde mão de obra para trabalho precário fora do país, que perde a sua maternidade, não é um concelho de futuro. Um concelho sem crianças, sem jovens, é um concelho sem condições para tratar convenientemente da sua terceira idade.
Não tenho dúvidas que se os nossos indicadores fossem outros, o poder central não nos retiraria estruturas que promovem, pela proximidade, a nossa qualidade de vida. Quem aposta num concelho que está na liderança do desemprego, do 306º lugar do desenvolvimento municipal, na penúltima posição da Área Metropolitana do Porto em qualidade de vida, na cauda das taxas de cobertura de creches e jardins de infância no Vale do Ave, que perdeu a Universidade, que perde os investimentos geradores de emprego para concelhos vizinhos, que perde população, onde a habitação é cara e diminuta e onde saneamento e abastecimento de água ainda são bandeira do poder?
Depois, a prioridade vai para aqueles que foram crianças, que cresceram neste concelho. Atrair massa crítica, potencial humano capaz de se transformar em desenvolvimento. Na minha experiência autárquica aprendi, em pouco tempo, que desenvolvimento se faz com aposta em pessoas e em relações profícuas.
Por fim, a prioridade irá para todos aqueles que pretendem ver as suas crianças nascer e crescer neste concelho. Atrair juventude em idade activa.
É um erro pensarmos que apostar nas crianças é só construir mais parques infantis. Apostar nas crianças é sobretudo dar condições de emprego, de qualidade de vida, de fixação aos pais, aos casais jovens em início de vida. Um concelho que vê fugir uma parte significativa da sua população activa para concelhos vizinhos (cerca de 1500 pessoas em 6 anos), que assiste à fuga da mão de obra qualificada, que não atrai por via do emprego nem da educação, que perde mão de obra para trabalho precário fora do país, que perde a sua maternidade, não é um concelho de futuro. Um concelho sem crianças, sem jovens, é um concelho sem condições para tratar convenientemente da sua terceira idade.
Não tenho dúvidas que se os nossos indicadores fossem outros, o poder central não nos retiraria estruturas que promovem, pela proximidade, a nossa qualidade de vida. Quem aposta num concelho que está na liderança do desemprego, do 306º lugar do desenvolvimento municipal, na penúltima posição da Área Metropolitana do Porto em qualidade de vida, na cauda das taxas de cobertura de creches e jardins de infância no Vale do Ave, que perdeu a Universidade, que perde os investimentos geradores de emprego para concelhos vizinhos, que perde população, onde a habitação é cara e diminuta e onde saneamento e abastecimento de água ainda são bandeira do poder?
...é importante que as estruturas partidárias se mantenham vivas ao longo destes anos entre eleições. E neste particular, apenas a CDU e o PSD se assumem como verdadeira oposição, divergindo naturalmente nos pressupostos e nas soluções. Quem esteve com a população no encerramento da maternidade? Quem protestou contra o encerramento das Finanças em Vila das Aves? Quem se insurgiu contra o estado da Ponte da Quebrada, em Santa Cristina? Quem tem pugnado por novas taxas de IMI? Quem tem protestado contra o silenciamento, na imprensa, das vozes da oposição?
Aquilo que me preocupa, e deve preocupar os tirsenses, os democratas, é o estado da imprensa em Santo Tirso. Nunca, na história deste concelho, se assistiu a tão marcada dependência do poder. Um concelho sem vozes incómodas, que assim apela à passividade, torna-se um concelho sem alma, sem chama.
Aquilo que me preocupa, e deve preocupar os tirsenses, os democratas, é o estado da imprensa em Santo Tirso. Nunca, na história deste concelho, se assistiu a tão marcada dependência do poder. Um concelho sem vozes incómodas, que assim apela à passividade, torna-se um concelho sem alma, sem chama.
Estas foram algumas das respostas dadas pelo candidato do PSD à Câmara de Santo Tirso, João Abreu, em entrevista ao SantoTirso.eu.
Muito interessante, aconselho a sua leitura na íntegra em: http://www.santotirso.eu/index.php?option=com_content&task=view&id=1212&Itemid=291
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07 junho 2008
06 junho 2008
O frenesim em torno da Selecção
O ALARIDO EM TORNO DA SELECÇÃO nacional de futebol chega a ser indecoroso. No último domingo, então, o caso foi ameaçador: as três principais estações de televisão consagraram horas e horas à viagem dos futebolistas entre Viseu e Neuchâtel... Gilberto Madaíl, esse homem fatal, sempre insaciado de banalidades, assertoou uma série de dislates, com o ar grave de quem vai influir nos destinos da Pátria. Scolari, místico, iluminado por todas as Imaculadas, às quais costuma rezar com transporte e fervor, declarou a sua eterna gratidão a um povo tão ligado àquele grupo de "heróis", e tão estremecido quando a Bandeira é içada e A Portuguesa entoada com as estrofes trocadas.
Alienação muito bem montada e insuportavelmente apoiada pelas televisões, pelas rádios e pelos jornais. Esta ambição do aparato impede a mais módica posição crítica daqueles que, apreciando o jogo (o meu caso), não entram na peripécia irracional e não se intimidam com a algazarra. Acaso haveria razão para a euforia, se a selecção tivesse chegado ao fim do Euro como ganhadora.
Conhecemos, através das televisões, um povo verdadeiramente feliz, gritando, apopléctico, a responsabilidade cumprida de cidadania e civilidade. Um povo enérgico, expondo, como elevado título, a radiosa coragem de estar no desemprego, de ser imigrante por carência absoluta de trabalho e de esperança no País onde nasceu - e que cauciona, com júbilo, a desgraça como virtude.
Sem discordar em nada do excerto supracitado, todavia é-nos possível ver este acontecimento com determinados pontos positivos. Senão vejamos:
- Este envolvimento em torno da Selecção é um momento de catarse social: os indivíduos transformam-se, "são outros"e, ao mesmo tempo, há todo um aliviar de tensões e frustações acumuladas.
- Este aliviar de tensões funciona, não raro, como uma terapia social em que os indivíduos se "curam" dos problemas do diário quotidiano. São rituais/momentos, como diria Georges Balandier, em que a estrutura rígida de organização de papéis é virada ao contrário. É uma "válvula de escape", uma catarse para os conflitos subterrâneos e explosivos que nos fremetam.
- Tudo isto faz com que se crie uma efervescência social espantável, propiciando uma coesão social magnífica em que todos estão envoltos na Selecção, em que a força e união de todos por um objectivo comum é o orgulho do país!
Força Portugal!
12 abril 2008
04 abril 2008
30 março 2008
O que perdeu e o que ganhou Vila das Aves?
Com o aproximar da comemoração do 53º aniversário da elevação a vila de Vila das Aves, o jornal local, EntreMargens, apresenta um excelente suplemento onde destaca ganhos e perdas da nossa freguesia.
Um bem-haja ao EntreMargens pela ideia e pelas referências. No que concerne às perdas, penso que todos nós avenses devemos repensar nas mesmas e porque não pensar e lutar pelo regresso de algumas. No que respeita aos ganhos, por mais tardios que alguns investimentos tenham chegado, devemos valorizar o que tenhos, assim como mante-los.
Assim, de encontro ao divulgado pelo EntreMargens, Vila das Aves perdeu:
- Sala de Cinema
- Secção de Finanças
- Termas do Amieiro Galego
- Empresa de Fiação e Tecidos do Rio Vizela
- Bar San Miguel
- Rádio Aves
A Sala de Cinema e a Rádio Aves foram perdas enormes para esta vila em constante crescimento. E, a meu ver, os avenses se mais dinâmicos, empenhados, reivindicativos e participados no destino da vila, poderiam lutar pela regresso do cinema e da rádio para Vila das Aves. Foram perdas a nível de cultura e comunicação, respectivamente, assinaláveis.
As Termas, um assunto mais que debatido, foram também uma perda irreverssível para a nossa vila.
O Bar San Miguel dinamizador da noite e pólo atractivo de muita população das mais diversas freguesias e concelhos, teve há algum tempo o seu ponto final.
No que à Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela diz respeito, é lamentável o estado de degradação com que a mesma se vai deparando. Um espaço enorme como aquele merecia uma reabilitação e um novo uso.
O que Vila das Aves ganhou:
- Nova Sede da Junta de Freguesia
- Centro Cultural
- Lar para Idosos
- Posto de GNR
- Extensão de Saúde
- Escola Secundária e Gimno-desportivos
Uns mais recentes que outros mas, sem dúvida, foram ganhos importantes para o crescimento e desenvolvimento de Vila das Aves!
O que espera ganhar:
- Espaços Verdes e de Lazer
- Ligação Paradela-Cense
- Um novo Mercado
Piscinas, campo de ténis, jardins e afins, pometidos para o terreno da Quinta do Verdeal continuam por cumprir.
A Ligação de Paradela a Cense a mesma coisa.
O estado de degradação do recinto da feira devia ser mais que elucidativo para se avançar para um novo recinto de feira e porque não a criação de um espaço de mercado diário para servir as nossa população e as populações vizinhas.
Deixo um desafio aos leitores, sobretudo aos avenses, para reflectirmos sobre tudo isto!
17 março 2008
Sobre o preço da água pública em Santo Tirso...
Por considerar que o preço de ligação à rede pública de água em Santo Tirso é "demasiado elevado", a concelhia do PSD reitera a necessidade de haver uma renegociação do tarifário e comparticipação da Câmara junto das famílias mais carenciadas. Nessa medida, repudiam o facto de a Autarquia ameaçar multar os munícipes que não liguem as suas casas à rede de abastecimento de água. Custos de ligação de cerca de 680 euros, diz o PSD, "são completamente incomportáveis para as centenas de famílias que trabalham no sector têxtil e cujos vencimentos não ultrapassam, na maior parte dos casos, o salário mínimo nacional". Apoiado nesta argumentação, o PSD já havia apresentado, em 2006, uma moção à Assembleia Municipal na qual propunha que a Câmara renegociasse o preço das ligações com a Indáqua, empresa à qual concessionou o serviço de abastecimento de água. O JN contactou a Câmara, mas não obteve qualquer resposta.
Fonte: Jornal de Notícias
01 março 2008
Estudo a Vila das Aves
Quando em 2001 se conheceram os dados do Censos então levado a cabo no país, o número de habitantes de Vila das Aves não deixou de surpreender os agentes locais. Tendo em conta o número de eleitores e o crescimento, nomeadamente a nível da habitação, registado na freguesia, parecia quase consensual que o número de habitantes nunca seria inferior a 10 mil. No entanto, os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não foram além dos oito mil e 492 habitantes. Embora se tenha registado um crescimento em relação ao último Censos, estando dentro das expectativas do INE, o certo é que o número de habitantes nunca convenceu os autarcas e população em geral continuando-se a atribuir a Vila das Aves a existência entre 10 a 12 mil habitantes.
Não é este o único propósito do estudo de caracterização demográfica, económica e social de Vila das Aves que a Junta local resolveu levar a cabo. Mas tendo em conta as palavras do autarca local, Carlos Valente, e da socióloga e coordenadora deste estudo, Helena Antunes, haverá pelo menos a preocupação de saber, afinal de contas, quantos são os avenses. "De facto pretendemos clarificar o número [apontado] pelo Censos de 2001 porque temos a ideia de que este não nos deu o número real dos habitantes de Vila das Aves e pretendemos agora cativar e pedir a colaboração das famílias para termos um número mais ou menos aproximado da verdadeira composição demográfica da freguesia", referiu ao Entre Margens Helena Antunes.
No final da semana passada começaram a ser colocados em cafés e outros locais os avisos alertando as pessoas para este estudo. Esta semana começam a ser realizados os primeiros inquéritos. Esta primeira fase de inquérito deverá demorar entre três a quatro meses e, para já, contará com quatro pessoas na rua, seguindo-se o período de tratamento de toda a informação recolhida. Os dados são para serem apresentados ainda este ano.
A nível demográfico, e segundo explicações da coordenadora do projecto, é feito um inquérito às famílias em que é pedida a composição do agregado familiar e "dados relaivamente ao mesmo, basicamente, nome, data de nascimento, profissão, habilitações escolares, número de eleitor". Mas o objectivo primeiro é o de "ter o número total da população constituinte de Vila das Aves". Ainda que, admita, exista o receio de o não conseguir. "Sabemos que vamos ter famílias que nos fecharão a porta, que não estarão receptivas para a nossa equipa de rua, mas vamos ter a preocupação de ter pessoas a fazer os inquéritos com simpatia, disponibilidade, atenção".
Ao nível da caracterização económica, acrescenta Helena Antunes "interessa-nos saber as empresas e serviços que temos em Vila das Aves". Por sua vez, a caracterização social "diz respeito a todas as entidades sem fins lucrativos" existentes na freguesia.
[EntreMargens]
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26 fevereiro 2008
19 fevereiro 2008
As cheias e o desordenamento do território
Porque razão certas zonas do país são mais propícias à situações de cheias mesmo tendo níveis idênticos de ocorrência de precipitação?
«É errado dizer que o que passou não foi um problema do território, mas de falta de limpeza» diz o vice-presidente da QUERCUS.
O ministro Francisco Nunes Correia responsabilizou hoje as autarquias pelas cheias e complicações no trânsito registadas na sequência das fortes chuvas, considerando que o ordenamento do território já não representa um sério problema em Portugal. [Diário Digital]
Afinal o problema deve-se às alterações climáticas que enuncia o ministro Francisco Nunes ou deve-se ao problema do ordenamento do território que evoca a QUERCUS?
17 fevereiro 2008
Desemprego: uma catástrofe em Santo Tirso
Ponto assente Santo Tirso está deprimido. O drama é transversal a todo o Vale do Ave, mas uma taxa de desemprego de cerca de 16% - o dobro da média nacional, que foi, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, de 8% em 2007 - põe o concelho no topo dos números mais negros: uma em cada seis pessoas não tem trabalho. A sangria gerada pela decadência de uma mono-indústria têxtil explicará parte de um flagelo com dupla face: se, por um lado, a região é fértil em mão-de-obra desqualificada, os jovens licenciados também não encontram emprego qualificado. Consequências da ausência de políticas locais que facilitem a fixação de empresas, acusam os partidos da Oposição. E não só. PSD e PCP são unânimes em considerar que faltam apoios governamentais às pequenas empresas que a autarquia, liderada pelo socialista Castro Fernandes, não tem sabido reivindicar junto do poder central.
"O combate ao desemprego faz-se muito nos municípios, quem oferecer melhores condições terá mais possibilidades de atrair investimento", considera o líder da concelhia "laranja", Alírio Canceles, que denuncia a "ausência de políticas fiscais" camarárias de incentivo. O autarca responde que a Taxa Municipal de Urbanização "pode ser reduzida até 50% para a criação de empreendimentos empresariais".
"Santo Tirso tem de saber aproveitar a sua localização estratégica para atrair investimentos e gerar intercâmbio económico entre o Vale do Ave e a Área Metropolitana do Porto", acrescenta o comunista Jaime Toga.
Dos mais de cinco mil tirsenses desempregados, quase três mil têm apenas o 4.º ano do Ensino Básico. Com a aposta feita em formação e salários baixos, uma indústria têxtil desfasada da competitividade de um mercado globalizado tem engordado as estatísticas.
A "Pinheiro da Rocha" é o exemplo mais fresco da devastação que começou nos anos 90 do século passado. A empresa familiar deixou 150 sem emprego em Janeiro. A JMA, que deslocalizou a produção para a Índia e o Paquistão, prossegue com redução de operários. Só em 2007 saíram cerca de 400.
Ainda assim, Castro Fernandes diz-se "optimista". Acredita que a situação é "ultrapassável" e garante que tem promessas de "novos investimentos" por parte do Governo.
[Jornal de Notícias]
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12 fevereiro 2008
Ponte da estação em Santo Tirso em estado de insegurança

Para os peões, os 212 metros da ponte sobre o rio Ave que liga a estação da caminhos de ferro de Santo Tirso ao centro da cidade desaguam assim, nos terrenos de uma quinta. Em 1998, ano da construção da nova estação e respectiva travessia, ficou esquecida a contiguidade à Rua Dr. Oliveira Salazar, que conduz à urbe, sendo os transeuntes obrigados a descer o passeio para prosseguir a marcha. Caso contrário, arriscam-se a cair - literalmente, porque a cota da rua é superior - em terrenos alheios, cujo acesso é vedado apenas por uma rede. Continuando, verifica-se que outra parte do muro que divide rua e quinta ruiu, permanecendo parcialmente desprotegida. Ao JN, a Autarquia tirsense garantiu que vai iniciar a reconstrução da parede no prazo de quinze dias, por forma a minimizar os perigos para quem lá passa.
Não há passeio e parte do muro de protecção ruiu.
Notícia e foto do Jornal de Notícias
Só agora é que a Autarquia tirsense se deparou com a insegurança naquela ponte?
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11 fevereiro 2008
A gestão das Escolas
Nas escolas, como em qualquer instituição, a autoridade difusa, camuflada de colegial, tem dado maus resultados. O afastamento das comunidades e das autarquias, relativamente às suas escolas, tem tido, há décadas, consequências nefastas, nomeadamente a do desinteresse dos pais pelo destino das escolas dos seus filhos. Existe já alguma evidência de que os pais se interessam mais pelas escolas privadas do que pelas públicas, onde são, em geral, mal recebidos. Finalmente, as escolas sem autonomia ou com autonomia aparente, como é hoje o caso, transformam-se em repartições dominadas pela burocracia do ministério obcecada com a regulamentação e a uniformização.
HÁ VINTE ANOS, ou mais, que se dão pequenos passos na direcção da autonomia e da “devolução às comunidades” das escolas. Há décadas que se tenta envolver os pais na gestão das escolas, com ineficientes dispositivos que quase nunca resultaram. Há muito tempo também que os ministros, muitos deles pelo menos, se queixam de centralismo excessivo e confessam, geralmente em privado, que gostariam de entregar as escolas básicas e secundárias às autarquias, mas “não podem”. As desculpas para estas fraquezas são numerosas, expressas muitas vezes pelos próprios. As autarquias não querem mais responsabilidades. Os pais não se interessam. Os professores são contra. A tradição portuguesa não é essa.
A ENTREGA DAS ESCOLAS às autarquias, com responsabilidade e competências, teria ainda a formidável consequência de retirar a maior parte do trabalho ao ministério, reservando-lhe as suas funções nobres, que cada vez exerce menos: inspeccionar, avaliar, prever, assegurar os direitos fundamentais e cuidar da coerência nacional. Já se pensou no que poderia ser um ministério da educação sem nomeação de professores, sem definição de horários, sem autoridade sobre os técnicos de apoio, sem concursos de aquisição de bens, sem capacidade para aprovar, dia sim dia sim, regulamentos pedagógicos e normas de execução? Já se imaginou na utilidade de um Ministério que se dedicasse a pensar, a apoiar e a inspeccionar, em vez de administrar, recrutar, fazer obras e ditar regras de comportamento? Após tantas décadas de miséria educativa e de caos escolar, com os péssimos resultados que se conhecem, merecíamos melhor. Nós todos e também os professores, os alunos e os pais.
António Barreto
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06 fevereiro 2008
Movimentos sociais, Violência e Media
Os movimentos sociais têm dificuldade em conseguir mediatização e são "obrigados" a adoptar estratégias como a violência para se tornarem notícia, disse hoje à Lusa Isabel Cabo, autora do estudo "Novos movimentos sociais e os media".
A partir deste estudo, que faz parte da sua tese de mestrado e será publicado na próxima semana, Isabel Cabo afirma existir uma "relação assimétrica [entre movimentos sociais e media] em que os movimentos estão dependentes dos media para conseguir espaço na agenda mediática".
"Para se imporem, muitas vezes estes movimentos sociais vêem-se 'obrigados' a recorrer a determinadas estratégias, como o recurso à violência ou a distúrbios, para atingir um grau de noticiabilidade" que de outra maneira não conseguiriam, diz a autora.
A partir deste estudo, que faz parte da sua tese de mestrado e será publicado na próxima semana, Isabel Cabo afirma existir uma "relação assimétrica [entre movimentos sociais e media] em que os movimentos estão dependentes dos media para conseguir espaço na agenda mediática".
"Para se imporem, muitas vezes estes movimentos sociais vêem-se 'obrigados' a recorrer a determinadas estratégias, como o recurso à violência ou a distúrbios, para atingir um grau de noticiabilidade" que de outra maneira não conseguiriam, diz a autora.
Texto integral aqui.
30 janeiro 2008
Tráfico de seres humanos: um grave problema social
É uma notícia avançada pelo Diário Digital e considero importantíssimo ler na íntegra. Este grave problema social afecta milhões de pessoas em todo o mundo, sobretudo crianças, e Portugal não é excepção.
...obrigados a prostituir-se, mendigar, cometer delitos ou que foram vítimas de redes internacionais que os utilizaram em trabalho infantil, adopções ilegais ou tráfico de órgãos.
De acordo com o «Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2007», publicado em Junho passado pelo Governo dos Estados Unidos, Portugal «serve de destino e trânsito para o tráfico de seres humanos» e integra o segundo grupo do ranking de países que não cumprem os requisitos mínimos recomendados para o combate a este flagelo, embora se «esforce para erradicá-lo».
Vamos continuar parados face a este flagelo social? Ou seremos capazes de atenuar este fenómeno com vista à sua posterior erradicação?
29 janeiro 2008
Pessimismo na sociedade portuguesa (II)
- 89% dos portugueses consideram que a situação do nosso país é má;
- 94% dos portugueses estão insatisfeitos com o mercado de trabalho;
- apenas 10% revela alguma satisfação a nível de bem-estar social;
- a sociedade portuguesa revela um enorme pessimismo face aos anos futuros: só 16% acredita numa melhoria económica e 15% acredita num aumento da situação financeira do agregado familiar;
- os maiores problemas com que se deparam os portugueses são o desemprego, a inflacção e situação económica do país; e os problemas no sistema de saúde.
Fonte: JN
11 janeiro 2008
Santo Tirso vive uma "calamidade social"
O deputado do PSD Agostinho Branquinho responsabilizou hoje (2ª feira) o PS pelo que classificou como "calamidade social" no concelho de Santo Tirso, com 15 por cento de desemprego."
Estamos numa situação de calamidade social. É a taxa de desemprego mais elevada no distrito do Porto", disse Agostinho Branquinho, no final de uma visita ao concelho de Santo Tirso dos deputados do PSD eleitos pelo círculo do Porto.
O deputado responsabilizou o Governo do PS e o executivo camarário de Santo Tirso, também de maioria socialista, pela situação em que se encontra o concelho, classificado em "terceiro lugar a contar do fim" no Indicador de Desenvolvimento Municipal (IDM), publicado em 2006 pelo Guia de Portugal."
Em 308 concelhos, Santo Tirso ocupa o lugar 306. Isto deve-se a uma gestão autárquica que está de mangas caídas", afirmou Branquinho, salientando que o IDM "foi feito por uma entidade independente", a Municípia.
Agostinho Branquinho acusou o Governo de falar apenas em "projectos megalómanos, como o novo aeroporto e o TGV", quando o problema da economia portuguesa é a falta de estímulos às Pequenas e Médias Empresas (PME) e de políticas activas de emprego."
O problema do país, infelizmente, não é esse [projectos megalómanos]. É o das PME", disse, responsabilizando o Governo pela "situação de depressão económica" que, em sua opinião, o país está a viver.
O deputado acusou também o Governo de não ter cumprido a promessa de reforço dos centros de saúde do concelho de Santo Tirso, depois de ter encerrado a maternidade e as "urgências" nocturnas no hospital local.
Agostinho Branquinho referiu que o PSD vai apresentar na Assembleia da República requerimentos ao Governo para a construção em Santo Tirso de três extensões de saúde e de duas variantes de acesso à sede do concelho.
LUSA [Via Fórum do PSD de Santo Tirso]
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