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10 dezembro 2009

Violência na Escola

O caso da jovem de 14 anos do Montijo, que nos últimos dias se tem falado, vítima de bullying é um dos muitos casos de violência na Escola.
Longe vão os tempos de Escola dos nossos pais e avós em que eles próprios eram vítimas de uma certa (não diria violência) severa autoridade por parte dos professores. Na sociedade actual, temos vindo a assistir ao inverso. Nunca é demais recordar a entrevista que dei ao blogue Ágora em Abril do ano passado, pouco tempo depois do caso Carolina Michaelis, acerca da educação e do meio Escolar em Portugal. (
http://a-agora.blogspot.com/2008/04/acerca-da-educao.html)

Contudo, a violência aluno-aluno, denominada de bullying, não sendo tema central nesta entrevista apresenta-se agora como pertinente para falarmos do caso da menina do Montijo. O bullying acontece em meio escolar sobretudo quando temos em contacto grupos étnicos diferentes, quando alguém quer fazer valer uma certa superioridade rácica, ou seja, contra as minorias raciais e étnicas. Não raro assistirmos a estas situações de bullyng nomeadamente em escolas onde encontramos alunos de bairros sociais oriundos de famílias com laços desestruturados. De salientar ainda que estes casos são mais propícios em meio urbano. Todavia, não podemos generalizar e não são somente por estes motivos que acontecem casos de bullyng nas escolas, podendo também acontecer sobre indivíduos com personalidade frágil cujos colegas se aproveitam dessa fragilidade para gozar com esses indivíduos.
O bullyng é um tema que merece discussão atenta, talvez um dia volte a ele mais pormenorizadamente.

No que concerne ao caso da aluna do Montijo não sei muito bem em que pressupostos terá assentado tal violência exercida sobre ela. Mas vejamos que essa violência não foi somente física mas também psicológica. Pelo pouco que vi da notícia apercebi-me da mãe da jovem revelar da exposição que fizeram da filha na rede social "hi5".
Aí está um dos vários motivos pelos quais não sou adepta das redes sociais virtuais, não só pela perda do contacto social presencial mas também por esta exposição que o indivíduo faz da sua vida pessoal ou, neste caso em concreto, alguém faz uso dos dados pessoais de outrém e os expõe na internet.
Nessa mesma entrevista que dei sobre Educação eu avançava "A indisciplina na escola é de todos os tempos e, infelizmente, acontece com relativa frequência. Os estudos realizados não nos mostram variações na prevalência de casos de indisciplina ou mesmo violência escolar. As diferenças encontram-se na forma como as situações se manifestam e, actualmente, aparecem associadas às novas tecnologias o fenómeno de violência em contexto escolar. Através dos telemóveis, da Internet deparamo-nos com constantes insultos e ameaças de violência. O que está no centro da vida dos jovens são as telecomunicações e a Internet: há interacção, oferece-lhes recursos."

19 junho 2008

As ruas de Vila das Aves

Concordo com ele. Muitas estradas e passeios desta vila encontram-se num estado lastimável. É incomodativo para quem anda de carro como também para quem anda a pé. Estradas aos solavancos, com buracos. Passeios também eles com buracos, mal pavimentados. Se para quem anda de carro há um desgaste de pneus e dos amortecedores, para quem anda a pé há a despesa de solas e capas de saltos nos sapatos.
Ainda ontem ao andar de bicicleta pelas ruas da vila o cenário também não se apresentou nada aprazível.
De salientar ainda o aspecto que apresenta aos nossos olhos e aos olhos de quem nos visita.

Uma vila com esta dimensão populacional, com o desenvolvimento económico e social que já leva, é inadmissível continuarmos assim.

17 fevereiro 2008

PSD reclama intervenção na feira de Vila das Aves

É um clima de grande insatisfação o que se vive no mercado de Vila das Aves. Quem o diz é a Comissão Política Concelhia do PSD de Santo Tirso que esteve no último sábado, 9 de Fevereiro, no referido mercado. “No contacto com os comerciantes, quer os que ocupam as lojas com carácter permanente, quer os que semanalmente utilizam aquele espaço, ficou claro, o enorme clima de insatisfação e descontentamento pelas péssimas condições e pelo avançado estado de degradação deste equipamento”.
Nota o PSD que “nalgumas das lojas ocupadas com carácter permanente e que são fundamentais para manter vivo aquele espaço, os índices de humidade e infiltrações são insustentáveis”. Mas em termos globais a situação não é melhor: “as condições físicas deste espaço, além de pouco apelativas, denotam níveis de degradação e desconforto que contribuem para o seu esvaziamento e constituem factores de repulsão, quer para os potenciais clientes, quer para os comerciantes”.
Em comunicado de imprensa, o PSD de Santo Tirso diz que o piso do recinto de feira se encontra em "péssimo estado de conservação, assim como os passeios que dão acesso ao mesmo e todos os arruamentos adjacentes".
Alega o partido que o "mercado de Vila das Aves, é um polo importante, quer para aqueles que ali exercem a sua actividade e daí retiram o sustento para as suas famílias, quer para os milhares de clientes que o frequentam, sendo que muitos são das freguesias de São Tomé de Negrelos, Rebordões, da zona do Vale e mesmo de outros concelhos". Teme, por isso o PSD que a viabilidade do mercado esteja comprometida caso não seja feita a curto prazo uma intervenção que permita a sua requalificação.
Os mesmos responsáveis políticos dizem-se conscientes de que a gestão do mercado/feira é da responsabilidade da Junta de Freguesia, sublinhando, porém, que "a diferença entre as despesas e as receitas não permite à Junta assumir responsabilidades na sua requalificação nem tão pouco na sua manutenção".
"São muitas as potencialidades deste espaço, e por isso apela à Câmara Municipal de Santo Tirso para que com carácter urgente desencadeia as necessárias diligências a fim de evitar a “morte” do Mercado/feira da Vila das Aves, conclui o PSD.

[EntreMargens]

12 fevereiro 2008

Ponte da estação em Santo Tirso em estado de insegurança



Para os peões, os 212 metros da ponte sobre o rio Ave que liga a estação da caminhos de ferro de Santo Tirso ao centro da cidade desaguam assim, nos terrenos de uma quinta. Em 1998, ano da construção da nova estação e respectiva travessia, ficou esquecida a contiguidade à Rua Dr. Oliveira Salazar, que conduz à urbe, sendo os transeuntes obrigados a descer o passeio para prosseguir a marcha. Caso contrário, arriscam-se a cair - literalmente, porque a cota da rua é superior - em terrenos alheios, cujo acesso é vedado apenas por uma rede. Continuando, verifica-se que outra parte do muro que divide rua e quinta ruiu, permanecendo parcialmente desprotegida. Ao JN, a Autarquia tirsense garantiu que vai iniciar a reconstrução da parede no prazo de quinze dias, por forma a minimizar os perigos para quem lá passa.
Não há passeio e parte do muro de protecção ruiu.

Notícia e foto do Jornal de Notícias

Só agora é que a Autarquia tirsense se deparou com a insegurança naquela ponte?

10 janeiro 2008

José Sócrates decidiu (II)

Construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa será em Alcochete.

29 novembro 2007

Sobre o Aeroporto...

A discussão sobre a escolha do local para a construção de o novo aeroporto internacional de Portugal está a comprovar a justeza de um popular ditado «Cada cabeça, cada sentença». No caso, mais propriamente, cada estudo, cada novo local.

Compreendo que estamos perante uma decisão que implica enormes investimentos com fortes repercussões para o presente e, sobretudo, para o futuro do país e da sua população. É por isso louvável e de registar a atitude positiva que o surgimento de todos estes estudos representa por parte da dita sociedade civil. (Será mais rigoroso dizer, por parte de instituições e associações dessa sociedade civil). Até será de lamentar é por que razão essas mesmas entidades não se têm feito sentir noutras ocasiões e sobre outros assuntos não menos importantes e transcendentes para a vida nacional.

O rigor científico em grande parte nasce do confronto das componentes de alguma subjectividade que cada estudo comporta. Estamos perante um objecto de estudo que terá de articular factores técnicos, ambientais, sociais, financeiros, económicos. Ressalta daqui a importância (e a dificuldade) de um estudo comparativo o mais objectivo e independente possível.

Portugal é um país de difíceis decisões. Portugal é um lugar do Mundo, onde é forte a implicação de cada cabeça em cada sentença. E quase todos os cidadãos deste país ficam zangados quando a sentença não é a da sua cabeça.

Paquete Oliveira, Sociólogo
Jornal de Notícias

28 novembro 2007

Rua D. Pedro V - Braga


Totalmente verdade. Em cinco anos a morar em Braga e passando frequentemente nesta rua, tanto a pé como de autocarro, muitas vezes me deparei com um caos do trânsito, sobretudo em hora de ponta. Nos dias de intensa chuva o caos ainda se tornava maior, e para quem anda nos TUB (Transportes Urbanos de Braga) a impaciência era constante.
Recordo-me de há precisamente um ano, num dia de chuva intensa, saír da Universidade ao fim da tarde e apanhar o autocarro para a Avenida Central e o caos foi imenso na dita Rua D. Pedro V. Foi imenso o tempo que o autocarro lá esteve parado, já para não falar nas manobras por cima de passeios, juntíssimo aos carros lá estacionados e mesmo junto a peões. Com esta situação infernal demorei uma hora da Universidade do Minho até à Avenida Central, percurso que a pé se faz em cerca de meia hora.

De facto, os dois sentidos de circulação nesta rua tem de ser repensado, assim como a permissão de estacionamento. Cabe à Câmara Municipal de Braga resolver este problema.

27 novembro 2007

Chafariz em Degradação

Nos últimos dois meses tenho estado todos os dias no centro da vila, por tal, tenho estado minimamente atenta ao que por ali se vai passando. Por vezes, passo junto aquela fonte ou chafariz (como lhe queiram chamar) que fica junto à Torre das Fontaínhas e tenho consequentemente reparado no estado de degradação que o mesmo se encontra.
A água que vai caíndo é limpa, sem dúvida. Contudo, o mesmo não se poderá dizer do mármore que está cada vez mais sujo, aquele espécie de riacho por onde corre a água que, não raro, se encontra com lixo, verdete, tornado aquilo num lugar em nada aprazível. A madeira dos bancos que lá se encontram estão já num estado de podridão, assim como as passagens de madeira no chão enfrente ao mesmo chafariz.
É, de facto, lamentável que se encontre nesta situação degradante algo que poderia dar brilho e cor aquele espaço. Ainda me lembro de em tempos de escola ir até lá com os meus amigos, onde passavamos algum tempo a conversar.

Certamente que a reabilitação daquele espaço compete à gestão autárquica, mas terá já a Junta de Freguesia de Vila das Aves feito chegar a informação à Câmara Municipal?
É urgente a reabilitação do espaço, sobretudo a madeira do solo, antes que alguém lá passe e se magoe enterrando lá os pés.
Todavia, não poderemos desconsiderar o importante facto de se encontar no centro da vila onde dá péssimo aspecto. Sobretudo tendo em linha de conta que lá próximo se encontram importantes infra-estruturas marcantes da nossa vila onde frequentemente recebem pessoas fora da vila, fora mesmo do próprio concelho, como sejam o Centro Cultural, a Escola da Ponte e até mesmo a Junta de Freguesia.
Não poderemos correr o risco de que se torne em mais um espaço deixado ao abandono e entregue aos consumidores de drogas.

É importante que vejamos o que está mal e o denunciemos, por uma Vila das Aves cada vez melhor!

25 novembro 2007

Portugal e a Galiza

A Galiza e, em particular, Vigo estão a crescer rapidamente e temo que a minha cidade, o Porto, bem como o Norte de Portugal, não esteja a saber acompanhar esse crescimento galego, correndo o sério risco de vir a ser ultrapassada dentro de pouco tempo por Vigo.

Vigo está a assumir (ou tenta assumir) claramente o controle do Norte da Península Ibérica, pelo menos o Norte de Portugal e a Galiza. A cidade de Vigo está a converter-se numa metrópole, densamente povoada, cosmopolita, afirmativa, elevada auto-estima incentivada pelos seus meios de comunicação social, urbanisticamente bem planeada e interessante (já foi uma cidade feia), economicamente pujante, enquanto as cidades do Norte de Portugal próximas, Viana do Castelo ou Braga, sofrem transformações urbanas à dimensão dos 7 anões da Branca de Neve.

Texto integral em: CyberCultura e Democracia Online


O Francisco tem razão. O Norte de Portugal corre o risco de ficar subjulgado e em inferioridade relativamente à Galiza que tem apresentado indíces mais elevados de crescimento económico e de desenvolvimento. Não raro, apresentar mais alternativas e oferta de produtos e serviços a preços mais atraentes que Portugal. É todo um conjunto de variáveis a que a região norte de Portugal tem de atender para não ser ainda mais ultrapassada pela Galiza.

13 novembro 2007

Morangos com Açúcar - uma série (des)educativa? (II)

A série juvenil Morangos com Açúcar tem vindo a alcançar um enorme sucesso e atrai público das mais diversas idades e das mais diversas formações. Ao contrário de muita gente que vê a série e não assume vê-la por vergonha, eu assumo que sou telespectadora desta série desde o seu início. Não com muita regularidade mas com aquela que me é possível.

A série tem muitas falhas, inconvenientes e mensagens mal passadas. Contudo, também passa cenas reais e de reflexão e esta série actual é, a meu ver, a mais bem conseguida. As séries anteriores retratadas num colégio privado apresentavam situações de aplicação na realidade, contudo a nova série apresentasse do meu ponto de vista como mais interessante dado decorrer numa escola pública, com famílias maioritariamente de classe baixa e média/baixa e de baixo estatuto social.

Deparamo-nos com uma realidade que acontece em muitas escolas públicas nomeadamente das escolas das urbes. As instalações não são das melhores, salas cheias de alunos enquanto nas privadas nos deparamos com melhores instalações e turmas menos lotadas. Ou seja, há toda uma apropriação do espaço por parte dos indivíduos que nos indiciam relativamente à sua pertença social.
Depois a sua apropriação do tempo que se concentra sobretudo entre a escola e a casa, alguns casos articulando com a prática de andebol por parte dos rapazes e a claque por parte das raparigas. Hábitos e modos de vida que indicam a sua pertença familiar e social como sendo de classe e estatuo baixo/médio. O próprio desporto desta série, o andebol, é um desporto considerado praticado por indivíduos de classe e estatuo baixo/médio. Por seu turno, as pessoas que assistem são de uma classe baixa mas também de uma classe média.
Toda esta apropriação do tempo e do espaço nos dão determindas características do estilo de vida dos indivíduos.
A própria linguagem dos indivíduos que usam uma linguagem muito corrente e, sobretudo, o calão.

Nesta série deparamo-nos também com alguns indivíduos com um estilo dread, funk próprio de indivíduos rebeldes e revoltados com a sua vida e que expressam, não raro, pelo seu vestuário uma forma alternativa de vida, uma forma de se expressarem e de me marcarem a sua posição no espaço social distinguindo-se dos outros e assumindo-se como pertencentes a um grupo (geralmente uma subcultura) com comportamentos e modos de vida próprios. Geralmente descarregam a sua fúria e fazem valer o seu novo papel social, assumindo-se como protagonistas do cenário social, batendo e humilhando os alunos mais novos que são aqueles que se submetem às suas vontades. São indivíduos muitas vezes oriundos de famílias problemáticas nas quais eles não recebem o mínimo de carinho e atenção, nas quais sentem que não lhes é dado valor e atenção, levando-os a alcançar o protagonismo através de formas desviantes.
Geralmente, são maus alunos dada a sua rebeldia e desinteresse pelos estudos que advém, muitas vezes, de estarem inseridos num lar onde estão perante uma desestruturação familiar: laços familiares cortados, ausência de um dos progenitores, pais demasiado benevolentes na educação dos filhos, entre outros pontos.
Aqui ainda nos deparamos com famílias onde houve ruptura familiar que, por tal, vive com graves dificuldades financeiras para sustentar filhos na escola. Tal também leva a inconformismo e revolta por parte dos jovens quando cada vez mais inseridos numa sociedade consumista.
Ainda retrata casos de crianças orfãs que vivem em lares e frequentam a escola muitas vezes censuradas pelos colegas por isso. Jovens carentes, que nunca souberam o que era afecto maternal e paternal. Uns vivem o ressentimento de forma mais pacata, outros revoltam-se através do vestuário e pelos seus comportamentos desviantes.

Por outro lado, estamos perante uma família de classe social alta e elevado estatuto social, mais concretamente mãe dentista e pai cirurgião. Deparamo-nos aqui com uma grande ausência dos progenitores na educação do filho visto andarem sempre ocupados e somente interessados na sua actividade profissional. Dinheiro e bens não faltam mas o jovem é carente de atenção. Não obstante, muitos destes jovens muitas vezes optarem pelo desvio como forma de obter atenção, mas por acaso nesta série isto não se aplica.

Não raro, estes indivíduos assumirem comportamentos desviantes como o início precoce no consumo de estupefacientes que podem decorrer de diversos factores. Factores de índole individual como a curiosidade, a necessidade de pertença ou de filiação a um grupo, a procura do risco ou uma forma de auto-afirmação, necessidade de evasão ou euforia. Depois factores familiares como a ausência de progenitores ou a demissão de algum na educação dos filhos, o exemplo de algum dos progenitores que também bebe ou fuma, ausência de equilíbrio nas relações familiares. E ainda factores de carácter social como a influência da cultura do meio social em que o indivíduo está sujeito, a própria escola vivida como aborrecida e desligada dos problemas da vida real e as desigualdades sociais de oportunidades.

Se esta série não caír no ridículo como já aconteceu em fases de séries anteriores poderá ter um significado importante na transmissão de valores.

04 novembro 2007

É lamentável...





Mais empenhadas parecem estar a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e a Câmara Municipal do Porto garantindo pôr à disposição os meios financeiros que as suas capacidades assim permitirem.


A ponte Maria Pia é um momumento marcante nas cidades de Porto e Gaia. Seria de todo lamentável que ela não venha a ter obras de reabilitação e volte a ter uma funcionalidade para os que lá querem passar.

12 outubro 2007

A política do lixo

Hoje mais uma vez falo decepcionada com a política local que se faz neste concelho concretamente no que ao ambiente diz respeito. Deparei-me com uma situaçao que me acontece frequente e suponho que acontecerá a muitos habitantes desta vila e, todavia, deste concelho. Assim, hoje de manhã saí de casa a beber um iogurte que no espaço de dois minutos se foi. Era suposto colocar a embalagem num caixote do lixo. Mas onde estava esse caixote do lixo? Em lado nenhum. Deste modo, no caminho que percorri de minha casa até ao centro de saúde de Negrelos, que são cerca de vinte minutos a pé, não encontrei um único caixote do lixo. Acontece-me isto muitas vezes e então o que faço na maioria das vezes é colocar o lixo na minha mala até chegar a casa ou a algum sítio onde o possa depositar. Mas infelizmente nem toda a gente se preocupa com o ambiente e mesmo com a higiene e limpeza urbana. E, por vezes, enerva estar sempre a colocar lixo na malae algum torna-se mesmo impossível. E assim vamos assistindo a uma descontrolada e desnecessária poluição e lixeira urbana em cada canto destas terras.
Depois assistimos a muitas queixas nas Juntas de Freguesias tidas como culpadas por não fazerem a limpeza das suas ruas. Mas se a Câmara Municipal se preocupase em colocar mais recipientes do lixo distribuidos em número suficiente e eficiente pelas ruas, talvez não fosse tão necessário andar a varrer as ruas e muito menos assistiriamos a ruas de aspecto desagradável.


Urge uma política local que tenha mais em atenção o ambiente e suas repercussões sobre o planeamento urbanístico e qualidade de vida das suas populações.

01 outubro 2007

Fechou!


A 30 de Setembro de 2007 deu-se o encerramento da Bracalândia em Braga.
Aquele que é considerado o maior parque de diversões do país, e um símbolo da cidade bracarense, vai ser tranferido para Penafiel.

29 setembro 2007

Santo Tirso membro da Fundação Serralves

Tendo em conta a "intensa acção cultural" desenvolvida pela Câmra de Santo Tirso, a Fundação de Serralves convidou o município a tornar-se membro fundador daquela importante instituição portuense.

No convite dirigido ao município, António Gomes Pinho, presidente da administração, destaca a actividade cultural do município principalmente nos domínios das artes plásticas e da música. No mesmo documento, aponta depois como objectivo da adesão de Santo Tirso "o desenvolvimento de um programa de cooperação que permita rentabilizar o património existente e apoiar novas iniciativas de valorização do concelho no contexto regional, nacional e internacional".

Castro Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso destaca "a valorização e promoção de eventos como o Festival Internacional de Guitarra, o Simpósio Internacional de Escultura e A Poesia está na Rua. Para além disso, fala ainda de um "maior aproveitamento, no contexto pedagógico, das infra-estruturas culturais existentes no concelho como o Museu Municipal Abade Pedrosa, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea, a Biblioteca Municipal, O Centro Cultural de Vila das Aves, a Estação Arqueológica e o Centro Interpretativo de Monte de Padrão (a inaugurar em breve) entre outras.

Contudo, esta adesão envolve custos e a Câmara tirsense terá de desenbolçar 100 mil euros de joia.


Fonte: Jornal EntreMargens

16 setembro 2007

CTT de Santo Tirso em risco de fechar?

Os CTT de Santo Tirso fazem hoje notícia no Jornal de Notícias ao dar como possível o seu encerramento dadas as dificuldades por que tem passado.
Já várias foram as pessoas que se quiexaram de por inúmeras vezes lá chegarem e os CTT Correios assumirem falta de dinheiro para pagar as pensões.

O PSD local já fez ver o seu parecer. E o executivo camarário, não tomará uma atitude perante a possível perda de um serviço de extrema importância para a população da cidade de Santo Tirso?

09 setembro 2007

Bracarenses querem regresso do eléctrico à cidade

Pedro Morgado, do Avenida Central, Braga, está a levar a cabo uma petição que visa fazer regressar os carros eléctricos à cidade dos arcebispos.


Os interessados podem assinar a petição em:

http://www.petitiononline.com/braga/petition.html

07 setembro 2007

Porque não há TUST em Vila das Aves?

Por várias vezes me ponho a pensar que os TUST (Transportes Urbanos de Santo Tirso) têm um funcionamento muito limitado, abrangendo apenas um escasso número de freguesias. Não sei dizer concretamente quais as ditas freguesias que estes autocarros urbanos percorrem, mas estou em crer que trespassam a cidade e se dirigem apenas às freguesias mais próximas da cidade.
A meu ver, deveria haver uma maior aposta deste transporte de forma a fazê-lo chegar às várias freguesias do concelho de Santo Tirso. Seria uma forma de proporcionar o desenvolvimento local facilitando a acessibilidade à cidade, assim como dentro das próprias freguesia.

Veja-se o exemplo de Vila das Aves, é uma vila de grande dimensão territorial e populacional e os transportes públicos de que usufrui não cobre todo território nem ficam próximos de grande parte da população. O comboio suburbano do Porto fica numa ponta da vila ficando inacessível a muitos habitantes que queiram se deslocar à cidade de Santo Tirso ou mesmo a outras. A camioneta com destino a Santo Tirso tem um número reduzido de paragens em Vila das Aves, não abrangendo grande parte do território avense, logo como consequência deveras negativa, verificamos que não chega a grande parte da população avense que necessita do seu serviço. Já para não falar no autocarro que liga Vila das Aves a Guimarães que tem somente (se não me engano) três paragens em Vila das Aves.
Um transporte urbano em Vila das Aves é, a meu ver, urgente. Precisamos de um transporte que ligue os mais diversos pontos da vila, fazendo com que os seus utentes tenham como deslocar-se para qualquer sitío, para que seja mais acessível chegar a locais como: à estação de comboio, à feira, ao centro de saúde, aos supermercados, às escolas, ao estádio, e mesmo às paragens de camioneta que ligam a outras terras e à própria cidade concelho. Veja-se que de camioneta Vila das Aves - Santo Tirso paga-se, de momento, 1.57€ enquanto nos TUST possivelmente se paga menos, já para não falar que muitas pessoas ainda têm que andar muito a pé para se deslocarem para as poucas paragens da camioneta.

Fazer chegar os TUST a Vila das Aves implicaria uma grande mobilização da sua população o que me parece, a curto/médio prazo, impossível dado o comodismo destas pessoas e dado que nunca ouvi ninguém falar do assunto,logo não me parece que a ideia já tenha surgido.
Uma vila com a nossa dimensão necessita de um tranporte urbano ao alcance das mais diversas pessoas, ao alcance dos mais diversos pontos da vila.

29 agosto 2007

Falta luz pública na minha rua

Ontem quando saía de casa do meu tio em direcção à minha, que fica na rua a seguir, deparei-me com algo que vem sucedendo muitas vezes e há muito tempo: falha de luz pública na minha rua e na rua de casa do meu tio, deixando um grande espaço na mais completa escuridão. Como nunca nada se fez, e para tentar não deixar passar isto por mais tempo, cheguei a casa e enviei um e-mail para a Câmara Municipal de Santo Tirso que penso que seja a instituição credenciada e indicada para fazer chegar este tipo de informação à EDP. Assim:

«Boa noite!

Venho por este meio alertar os agentes responsáveis pela iluminação pública de que esta noite as seguintes ruas: Rua de S. Lourenço (na qual habito) e Rua do Rio Ave encontram-se sem iluminação pública.Já não é a primeira vez que tal sucede, aliás foram inúmeras as vezes que a minha rua e a Rua do Rio Ave, mais concrentamente a intersecção que faz com a Rua de S. Lourenço, ficam sem iluminação, tornando esta zona bastante escura. Ora isto apresenta graves inconvenientes: as poucas pessoas que por aqui passam à noite e as que cá habitam ficam mais sujeitas a situações de roubo e/ou agressão e sem meio de defesa pois, com a escuridão e ausência de pessoas e veículos na rua, dificilmente alguém sairá em seu auxílio.E se é pouco o trânsito a estas horas ele não é, de todo, nulo. Ruas estreitas, com aquela curva perigosa na Rua do Rio Ave, pode provocar graves acidentes de viação e até envolver peões que não estavam visíveis.Solicito assim a rápida e eficaz resolução deste problema para que esta ocorrência não mais suceda.

Grata pela atenção,

Helena Antunes»

Hoje responderam-me:

«Exma Helena Antunes,

O seu email foi encaminhado para o serviços respectivo-DOM. De qualquer forma pode ligar o 800506506 (EDP) e comunicar a anomalia. A EDP tem 10 dias úteis para reparar a iluminação pública.

Com os melhores cumprimentos.

GAP»

Espero bem que o problema seja resolvido rapida e eficazmente, para não ter de ser eu a ligar para a EDP, pois a meu ver cabe-me ligar para a EDP quando falta a electricidade em minha casa. Nas ruas públicas julgo ser da competeência do executivo camarário estar atento a este tipo de situações e fazer com que estas anomalias sejam prontamente solucionadas.
Hoje a minha rua continua sem iluminação...