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11 abril 2008
26 dezembro 2007
Da sustentabilidade da Segurança Social...
Paulo Pereira de Almeida
Dado o medo de assistirmos a uma insustentabilidade da Segurança Social a médio prazo, dado que hoje não estamos a criar a nossa sustentabilidade futura mas sim a sustentabilidade da geração actual, cada vez mais as pessoas apostam em instituições privadas (ou particulares como prefere chamar Paulo Pereira de Almeida) para garantirem a sua pensão futura, como sejam os PPR (Plano de Poupança Reforma).
Público. Privado. Qual o mais seguro e que dá mais garantias?
23 dezembro 2007
Incentivo à Reinserção Familiar de Idosos
As respostas sociais para a terceira idade estão a passar cada vez menos por lares e mais pelo apoio domiciliário e pela integração em famílias de acolhimento. Neste momento existem em Portugal continental cerca de 900 idosos inseridos em quase 600 famílias de acolhimento, de acordo com dados fornecidos ao DN pelo Instituto da Segurança Social. Quase todos se encontram na zona norte.
Pela "prestação de serviços" ao Estado, as famílias que acolhem idosos recebem 412 euros mensais da Segurança Social, subsídio esse que pode chegar aos 614 euros quando está em causa o acolhimento de pessoas em situação de grande dependência.
Embora reconhecendo a falta de equipamentos sociais para a terceira idade, numa população em acelerado envelhecimento, o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, considera que "nem todas as soluções para os idosos se encontram nos lares" e que "o verdadeiro problema não é a velhice, mas sim a dependência".
A solução das famílias de acolhimento é determinada pela "inexistência ou insuficiência de respostas sociais eficazes que assegurem o apoio adequado à manutenção no seu domicílio da pessoa idosa ou pessoa adulta com deficiência" e a "ausência da respectiva família ou quando esta não reúna condições mínimas para assegurar o seu acompanhamento".
Fonte: Diário de Notícias
31 outubro 2007
As Leis (injustas) da Segurança Social
Como é do conhecimento geral, muitas foram as alterações impostas pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social do Governo de José Sócrates. A actual reforma que visa garantir a sustentabilidade das gerações futuras tem provocado situações altamente injustas para os contribuintes actuais. Pessoas com um grande número de anos de carreira contributiva têm visto a sua pensão reduzida a baixos números pelo facto de não possuirem a idade de reforma.
Hoje em destaque no Jornal de Notícias fala-se que a Segurança Social sai da zona de "alto risco".
A Segurança Social portuguesa vai sair do grupo de países de "alto risco", o que quer dizer que a União Europeia volta a acreditar na sustentabilidade do nosso sistema de pensões.
Até 2010, os efeitos das reformas ainda não se fazem sentir nos gastos em percentagem do PIB, mas a partir da década seguinte - acredita o Executivo de Sócrates e o Comité de Política Económica da UE - haverá efeitos práticos das reformas introduzidas pelos ministros da Segurança Social, Vieira da Silva, e das Finanças, Teixeira dos Santos. Logo em 2020 haverá uma poupança de 1,5 pontos percentuais do PIB e dez anos depois a diminuição da despesa já será na ordem 2,6 pontos percentuais. As reformas produzem efeitos de longo prazo e em 2050 o Estado prevê gastar menos 4,8 pontos percentuais da riqueza produzida pelo país em pagamento de pensões.
Com esta validação das novas projecções, o Executivo acredita estar a "dar uma resposta adequada aos desafios colocados pelo envelhecimento da população e a assegurar às actuais e futuras gerações a sustentabilidade do Estado Social".
JN
Às gerações futuras acredito que a Segurança Social possa vir a assegurar a sua sustentabilidade. Agora às actuais não me parece que isso tenha sucedido.
Como sabemos a Segurança Social portuguesa necessitava de uma verdadeira reforma, há muito que se falava que por volta de 2015 poderiamos assistir à insustentabilidade da nossa Segurança Social. Por tal, as reformas eram necessárias e pecam por tardias. Mas também pecam por uma enorme injustiça. Esponho aqui um caso real da pensão de reforma de dois indivíduos e vejam tremenda injustiça.
Indivíduo A: 22 anos de carreira contributiva; 65 anos de idade; pensão num valor que ronda os 280€
Indivíduo B: 42 anos de carreira contributiva; 55 anos de idade; pensão num valor que ronda os 217€
Acham justo que uma pessoa que contribuiu com 42 anos de descontos para a Segurança Social venha a receber somente uma pensão de 217€? Quase metade do salário mínimo nacional? Para onde foi o dinheiro que contribuiu durante tantos anos? Só porque não tem a tal idade...
25 setembro 2007
Contradições...
Nova Lei de Bases (Anos 2000) da Segurança Social
Objectivos:
- Garantir a concretização do direito à Segurança Social
- Promover a melhoria das condições e dos níveis de protecção social e o reforço da respectiva equidade
- Proteger os trabalhadores e as suas famílias na situações de falta ou diminuição para a capacidade de trabalho, de desemprego e de morte
- Proteger as pessoas que se encontram em situação de falta ou diminuição dos meios de subsistência
- Proteger as famílias através da compensação de encargos familiares
- Proteger a eficácia dos regimes prestacionais e a qualidade da sua gestão, bem como a eficiência e a sustentabilidade financeira do sistema
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