14 novembro 2007
13 novembro 2007
Morangos com Açúcar - uma série (des)educativa? (II)
A série juvenil Morangos com Açúcar tem vindo a alcançar um enorme sucesso e atrai público das mais diversas idades e das mais diversas formações. Ao contrário de muita gente que vê a série e não assume vê-la por vergonha, eu assumo que sou telespectadora desta série desde o seu início. Não com muita regularidade mas com aquela que me é possível.
A série tem muitas falhas, inconvenientes e mensagens mal passadas. Contudo, também passa cenas reais e de reflexão e esta série actual é, a meu ver, a mais bem conseguida. As séries anteriores retratadas num colégio privado apresentavam situações de aplicação na realidade, contudo a nova série apresentasse do meu ponto de vista como mais interessante dado decorrer numa escola pública, com famílias maioritariamente de classe baixa e média/baixa e de baixo estatuto social.
Deparamo-nos com uma realidade que acontece em muitas escolas públicas nomeadamente das escolas das urbes. As instalações não são das melhores, salas cheias de alunos enquanto nas privadas nos deparamos com melhores instalações e turmas menos lotadas. Ou seja, há toda uma apropriação do espaço por parte dos indivíduos que nos indiciam relativamente à sua pertença social.
Depois a sua apropriação do tempo que se concentra sobretudo entre a escola e a casa, alguns casos articulando com a prática de andebol por parte dos rapazes e a claque por parte das raparigas. Hábitos e modos de vida que indicam a sua pertença familiar e social como sendo de classe e estatuo baixo/médio. O próprio desporto desta série, o andebol, é um desporto considerado praticado por indivíduos de classe e estatuo baixo/médio. Por seu turno, as pessoas que assistem são de uma classe baixa mas também de uma classe média.
Toda esta apropriação do tempo e do espaço nos dão determindas características do estilo de vida dos indivíduos.
A própria linguagem dos indivíduos que usam uma linguagem muito corrente e, sobretudo, o calão.
Nesta série deparamo-nos também com alguns indivíduos com um estilo dread, funk próprio de indivíduos rebeldes e revoltados com a sua vida e que expressam, não raro, pelo seu vestuário uma forma alternativa de vida, uma forma de se expressarem e de me marcarem a sua posição no espaço social distinguindo-se dos outros e assumindo-se como pertencentes a um grupo (geralmente uma subcultura) com comportamentos e modos de vida próprios. Geralmente descarregam a sua fúria e fazem valer o seu novo papel social, assumindo-se como protagonistas do cenário social, batendo e humilhando os alunos mais novos que são aqueles que se submetem às suas vontades. São indivíduos muitas vezes oriundos de famílias problemáticas nas quais eles não recebem o mínimo de carinho e atenção, nas quais sentem que não lhes é dado valor e atenção, levando-os a alcançar o protagonismo através de formas desviantes.
Geralmente, são maus alunos dada a sua rebeldia e desinteresse pelos estudos que advém, muitas vezes, de estarem inseridos num lar onde estão perante uma desestruturação familiar: laços familiares cortados, ausência de um dos progenitores, pais demasiado benevolentes na educação dos filhos, entre outros pontos.
Aqui ainda nos deparamos com famílias onde houve ruptura familiar que, por tal, vive com graves dificuldades financeiras para sustentar filhos na escola. Tal também leva a inconformismo e revolta por parte dos jovens quando cada vez mais inseridos numa sociedade consumista.
Ainda retrata casos de crianças orfãs que vivem em lares e frequentam a escola muitas vezes censuradas pelos colegas por isso. Jovens carentes, que nunca souberam o que era afecto maternal e paternal. Uns vivem o ressentimento de forma mais pacata, outros revoltam-se através do vestuário e pelos seus comportamentos desviantes.
Por outro lado, estamos perante uma família de classe social alta e elevado estatuto social, mais concretamente mãe dentista e pai cirurgião. Deparamo-nos aqui com uma grande ausência dos progenitores na educação do filho visto andarem sempre ocupados e somente interessados na sua actividade profissional. Dinheiro e bens não faltam mas o jovem é carente de atenção. Não obstante, muitos destes jovens muitas vezes optarem pelo desvio como forma de obter atenção, mas por acaso nesta série isto não se aplica.
Não raro, estes indivíduos assumirem comportamentos desviantes como o início precoce no consumo de estupefacientes que podem decorrer de diversos factores. Factores de índole individual como a curiosidade, a necessidade de pertença ou de filiação a um grupo, a procura do risco ou uma forma de auto-afirmação, necessidade de evasão ou euforia. Depois factores familiares como a ausência de progenitores ou a demissão de algum na educação dos filhos, o exemplo de algum dos progenitores que também bebe ou fuma, ausência de equilíbrio nas relações familiares. E ainda factores de carácter social como a influência da cultura do meio social em que o indivíduo está sujeito, a própria escola vivida como aborrecida e desligada dos problemas da vida real e as desigualdades sociais de oportunidades.
Se esta série não caír no ridículo como já aconteceu em fases de séries anteriores poderá ter um significado importante na transmissão de valores.
12 novembro 2007
XXIªs Jornadas Culturais de Vila das Aves
16 de Novembro de 2007
Palestra “50 anos do Tratado de Roma»
Debate «O Tratado Reformador: Presente e Futuro da Europa»
21h00 - Cerimónia de abertura.
23h30 - Cerimónia de encerramento.
Palestra “50 anos do Tratado de Roma»
09h30 / 12h30 – Drª. Paula Dionísio Centro de Informação Europeia Jacques Delors, palestra para o público escolar.
Debate «O Tratado Reformador: Presente e Futuro da Europa»
21h00 - Cerimónia de abertura.
21h30 - Debate com a presença da Profª. Drª. Elisa Ferreira e o Prof. Dr. Vital Moreira com moderação de Manuel Carvalho (director-adjunto do jornal Público).
23h30 - Cerimónia de encerramento.
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Sociologia Política
11 novembro 2007
[...]
Pois que nada dure, ou que, durando,
Valha, neste confuso mundo obramos,
E o mesmo útil para nós perdermos
Connosco, cedo, cedo,
O prazer do momento anteponhamos
À absurda cura do futuro, cuja
Certeza única é o mal presente
Com que o seu bem compramos
Amanhã não existe. Meu somente
É o momento, eu só quem existe
Neste instante, que pode ser o derradeiro
Ser de quem finjo ser?
Fernando Pessoa (Ricardo Reis 16/03/1933)
10 novembro 2007
Pouca Assistência no Estádio do Aves
Segundo os dados OFICIAIS da Liga, o Aves é uma das equipas com pior média de assistências da Liga Vitalis. Vejam as estatísticas:
1ª JORNADA: Aves - Olhanense, 748 espectadores
3ª JORNADA: Aves - Estoril, 678 espectadores
5ª JORNADA: Aves - Varzim, 546 espectadores
7ª JORNADA: Aves - Feirense, 788 espectadores
9ª JORNADA: Aves - Portimonense, 676 espectadores

Via: Desportivo das Aves
Números bem longe dos da época passada...
09 novembro 2007
PSD Porto: Marco António Costa apresenta candidatura
O actual vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Marco António Costa, apresentou hoje na sede do PSD/Porto a sua candidatura à Comissão Política Distrital. Marco António já ocupou este cargo entre 2002 e 2006 e desempenhou dignamente o seu trabalho, sempre perto dos apoiantes do PSD de muitas terras do nosso distrito.
Assim, Marco António articulará o cargo da vice-presidência da Câmara de Gaia com o cargo de líder do PSD/Porto.
Recorde-se ainda que este social-democrata foi também secretário de Estado da Segurança Social do Governo de Santana Lopes.
Recebo com enorme alegria o regresso de Marco António Costa à liderança do PSD do meu distrito pois ele já deu provas de um excelente trabalho e estou certa de que continuará a fazer.
Relativamente à Câmara de Gaia suscita-me uma interrogação: com o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, a articular o cargo da mesma com a presidência do PSD e, por seu turno, Marco António Costa a articular a vice-presidência com a liderança do PSD/Porto, terão eles a capacidade suficiente para governar tão eficazmente como até agora a Câmara de Gaia? Ou sairão o PSD Nacional e o PSD Porto prejudicados?
A ver vamos... Como admiradora que sou de ambos e crente na sua capacidade política-governativa espero que liderem eficientemente ambos os compromissos.
A Centralidade do Trabalho

O trabalho como factor de produção, actividade socialmente útil, essencial à socialização, expressão de qualificações, fonte de direitos sociais e de cidadania, direito universal e espaço de valorização, factor de alienação económica e ideológica, condição de acesso a padrões de consumo e estilos de vida, actividade humana que se adapta às novas preocupações ambientais e ecológicas.
Nestas nove dimensões assenta a análise de Carvalho da Silva à centralidade do trabalho, tema da sua tese de doutoramento em Sociologia, agora convertida em livro, sob o título "Trabalho e sindicalismo em tempo de globalização - reflexões e propostas".
Carvalho da Silva não é uma pessoa pela qual eu nutra muita simpatia mas não posso negar a pertinência da sua tese de doutoramento. E estou em crer de que este livro tem muito para nos mostrar e ensinar. Aconselho vivamente a sua leitura e espero mesmo eu lê-lo.
08 novembro 2007
07 novembro 2007
Norte: Envelhecimento da População e Desertificação
Uma região com um território despovoado e envelhecido. E marcado por fortes assimetrias entre o litoral e o interior. Foi este o diagnóstico traçado, ontem, pela professora Teresa Sá Marques, na síntese final do debate promovido pelo Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e subordinada ao tema "A Região Norte de Portugal: dinâmicas de mudança social e recentes processos de desenvolvimento".
Escutaram-se notas de pessimismo sobre a região "Somos das regiões com piores indicadores ao nível europeu", disse a investigadora do departamento de Geografia da FLUP que, socorrendo-se do estudo realizado, fez um paralelismo entre a década de 80 e os tempos actuais: "Vive-se melhor do que há 20 anos, mas as dinâmicas não foram suficientes. Numa sociedade marcada pela globalização, quem ficar para trás fica ainda mais atrasado", concluiu.
Mais sobre o assunto no JN.
Nação e Identidade
A memória de uma nação é a base da sua identidade. É por isso que considero que, sem uma historiografia rica, viva e polémica, o debate sobre as características nacionais é uma imbecilidade.
Maria Filomena Mónica
Um Estudo Curioso!
Este post foi eliminado dada a incompreensão e insensibilidade de alguns dos comentadores para o tema. Ao Anónimo que encarou este assunto de forma natural as minhas sinceras desculpas ao ver eliminadas as suas ideias.
As ofensas pessoais, seja a mim seja a qualquer comentador deste blog, não são aqui permitidas.
Para quem queira abordar o tema de forma honesta e sem ofensas, pode fazê-lo em: Temas da Actualidade (I) - A homossexualidade publicado aqui.
Agradeço a compreensão e peço desculpas aqueles que desiludi.
04 novembro 2007
É lamentável...

Mais empenhadas parecem estar a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e a Câmara Municipal do Porto garantindo pôr à disposição os meios financeiros que as suas capacidades assim permitirem.
A ponte Maria Pia é um momumento marcante nas cidades de Porto e Gaia. Seria de todo lamentável que ela não venha a ter obras de reabilitação e volte a ter uma funcionalidade para os que lá querem passar.
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Sociologia do Desenvolvimento,
Sociologia Urbana
"Qual é a melhor idade para aprender a ler?"
Perguntas sem sentido, pois conheço crianças de quatro anos aptas para a alfabetização e jovens de dez anos sem condições para aprender a ler e a escrever. (...) A melhor idade é a idade de cada qual.
O processo de letramento é um processo de inclusão. Aprender a ler é desejo e esforço. A linguagem é produção social. E não pode ser ensinada como se todos fossem um só. A linguagem é aprendida socialmente, nas interacções verbais, como nos avisam Baktin e Freire. Ao ensinar a ler como se todos fossem um só, a escola não promove o uso da leitura e da escrita como meio de comunicar e de assumir cidadania.
"Os nossos alunos, em sua grande maioria, repudiam a escola, querem fugir dela. Nossa escola sufoca, não desenvolve a cidadania, mas nós acreditamos numa outra escola, e vamos lutar para que ela exista".
Professor José Pacheco, EntreMargens
Falta de Educação Cívica nas Estradas
O número de atropelamentos em Portugal regista um número deveras significativo. De quem é a maior culpa: condutores ou peões? Eu diria de ambos. Embora eu seja mioritariamnente peão, também sou condutora e assisto a graves erros de conduta cívica e mesmo desleixo por parte das pessoas na estrada. Denoto que, de facto, os peões não são muito respeitados nas estradas por parte dos condutores, excesso de velocidade por parte dos condutores e mesmo falta de civismo leva a muitos atropelamentos nas nossas estradas. Por seu turno, os condutores também têm as suas óbvias razões de queixa. Os peões por vezes acham-se os "donos" da estrada e atiram-se inadvertidamente para a frente dos carros não tendo os condutotes hipótese de abrandar atempadamente a velocidade do veículo.
Falta civismo na estrada aos portugueses e é necessária uma aposta forte na sua formação cívica. Porque não apostar na Educação Cívica nas escolas? Sei que há poucos anos foi implementado no 2º e 3º Ciclo a disciplina de Formação Cívica, desconheço o seu conteúdo temático mas espero que tenha incidência nesta área.
Porque não nas Aulas de Código (quando tiramos a carta) apostar mais na educação cívica? O manual deveria incluir este tema e ter uma forte incidência por parte dos instrutores. Mas como é óbvio tal terá de partir da Direcção Geral de Viação.
O que muitas vezes acontece é que os portugueses são legitimadores do erro. Em vez de verem no mesmo uma forma de mudar de atitude, de alterar comportamentos na estrada continuam a legitimá-los.
Veja-se um caso que me foi contado pela minha mãe há algum tempo. Estava ela no talho e à sua frente estava um agente da GNR que não pagou nada do que levou. A minha mãe disse em tom de brincadeira à dona do talho "Hoje não se paga nada? Também levo tudo sem pagar?" A senhora do talho respondeu-me "Sabe como é, nós andamos na estrada e não sabemos se precisaremos deles.." Ou seja, se cometer erros prejudicias na estrada e levar com uma multazinha, "no problem", o agente da GNR safa a multa porque levou a carne toda de graça!
O mesmo sucede com a minha tia que às vezes traz umas coisitas sem pagar. Porque será? - O meu tio é agente da PSP em Santo Tirso! Já há alguns anos que o meu tio não é polícia de rua mas quando o era também aparecia muitas vezes a casa com uns presuntos e umas garrafinhas de wisky. Que maravilha!
É este o comportamento que tem de ser alterado. Não é andar aí a cometer erros graves na estrada pondo em risco a sua vida e a dos outros e depois tudo se resolve com uma oferenda. Não pode ser... É essencial apostar na prevenção apostando na educação cívica nas estradas.
03 novembro 2007
Sobre o Ranking das Escolas
O ranking é construído com base em números, as notas obtidas pelos alunos nos exames nacionais. Não contam no ranking a dedicação de professores e funcionários, a capacidade para mostrar às crianças o mundo real(...), a imaginação deve ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia. No ranking não entra o esforço para integrar minorias étnicas ou lançar pontes para os que vivem sem condições.
O ranking não nos diz quais são as melhores escolas do país; mostra-nos as escolas onde os alunos obtêm melhores notas.
Gostava de ter visto alguém do Governo falar disto antes que se instalasse a ideia de que o privado é que é bom. Mas não vi. Porque neste país o que está a dar é empurrar quem tenha um mínimo de condições financeiras para o sector privado, na educação como na saúde. E isso, a médio prazo, terá duas consequências: abandalhar o sitema público e criar um fosso social que só envergonha um país que quer ser do primeiro mundo.
Luís Francisco, Semanário Sexta
02 novembro 2007
Acontece a quem canta de galo!
FC Porto 1 - 1 FC Belenenses
Depois de oito vitórias em oito jogos, eis que a equipa da Invicta perde os primeiros pontos. Mais empates e derrotas virão, espero!
Temas da actualidade (IV) - O Terrorismo
Hoje em dia quando se fala em "terrorismo" todos nos lembramos de Árabes, Muçulmanos, "Burcas", Iraque, Afeganistão, “Bin Laden” e outras coisas mais que nos entraram pela casa dentro durante dias e dias a fio quando aconteceram os atentados terroristas de dia 11 de Setembro de 2001. Terroristas, hoje em dia, são para toda a gente os Muçulmanos e os Árabes, aqueles “fanáticos religiosos” que lêem o "Corão" e não comem carne de porco. Neste Século todos sabem, até as crianças, quem é Bin Laden ou a "Al Qaeda", e imediatamente associamos estes nomes a terrorismo. Aqui bem perto há uma outra "força terrorista" a que a Europa já se habituou a ouvir falar, e a temer, a "ETA" que usa o "terrorismo" como forma de lutar pela independência de um território que está sob a autoridade estatal de Espanha e França. A "ETA" coloca inúmeras bombas, mata e fere muita gente, é muito conhecida e temida na Europa, porém, quem conseguiu alcançar a fama mundial foi a "Al Qaeda", e o seu líder Bin Laden.
Mas pensemos, usemos a nossa memória para rever os acontecimentos históricos em cerca de 4000 anos de História da Humanidade: será que os terrorismos nascem pelas mãos da “ETA”, pelas mãos da “Al Qaeda” ou pelas mãos das organizações que lutam desde a segunda metade do Século XX pela liberdade, autonomia e independência da Palestina? Não me parece que nenhuma destas respostas esteja certa porque os terrorismos nascem muito antes com o nascimento das sociedades humanas organizadas. Ou será que estas mesmas sociedades organizadas nascem devido a um acontecimento terrorista?
Não faz sentido para a "alma" deste texto esclarecer aqui e agora de que forma nascem as sociedades organizadas que, mais tarde em “Westfália”, durante o Século XVII, dão origem aos "Estados" modernos que conhecemos hoje. Há um grande número de teorias para explicar o nascimento das sociedades organizadas de Homens, umas delas não é mais do que puro e simplesmente "terrorismo, à moda de alguns Séculos A/C, sem "homens bomba" ou ataques a torres. Esta teoria afirma que as primeiras sociedades humanas foram criadas quando grupos de "odes guerreiras" se instalaram próximos de "povoados de camponeses pacíficos". Estes últimos foram subjugados pela força das armas e, fundamentalmente, pelo medo.
Alguns Séculos mais tarde, aquando das conquistas Romanas na Europa, o que podemos chamar aos próprios Romanos que usavam o seu imenso exército, as "Legiões", para controlar todas e quaisquer populações que habitassem os territórios que estes pretendiam. Da mesma época podemos também pensar no inverso, ou seja, o que considerariam os Romanos, do alto da sua "civilização", que consideravam superior a todas as outras, dos ataques de que eram alvo por parte dos povos conquistados. Também os Romanos viviam com a preocupação constante de serem atacados pelos povos "bárbaros" que emboscavam, assaltavam e violentavam os cidadãos e as cidades Romanas.
Apesar de ainda hoje serem considerados, e considerarem-se como os defensores e difundidores da moral e bons costumes, também os católicos, neste particular a Santa Sé, através da "Inquisição" usou e abusou do terrorismo, senão vejamos: o que podemos chamar à carnificina e ao clima de terror levado a cabo pela Igreja Católica na "Idade Média", quando alegadamente pretendia solucionar o problema dos hereges, e que culminou com milhares de mortes na fogueira, sentenças de morte passadas pelo Tribunal do Santo Ofício a pretexto de heresia e práticas de bruxaria ou pactos com o demónio? As acusações eram simples e as penas executadas de forma rápida, sem qualquer tipo de prova ou certeza, mais ou menos absoluta, (na maioria dos casos) de que os factos de que as pessoas eram acusadas tinham algum fundo de verdade. A Europa vivia num clima de terror profundo e permanente durante anos a fio as pessoas sentiam que podiam ser acusadas, mesmo injustamente, julgadas e mortas numa questão de dias. O que podemos chamar a isto que não Terrorismo?!
Não faz sentido para a "alma" deste texto esclarecer aqui e agora de que forma nascem as sociedades organizadas que, mais tarde em “Westfália”, durante o Século XVII, dão origem aos "Estados" modernos que conhecemos hoje. Há um grande número de teorias para explicar o nascimento das sociedades organizadas de Homens, umas delas não é mais do que puro e simplesmente "terrorismo, à moda de alguns Séculos A/C, sem "homens bomba" ou ataques a torres. Esta teoria afirma que as primeiras sociedades humanas foram criadas quando grupos de "odes guerreiras" se instalaram próximos de "povoados de camponeses pacíficos". Estes últimos foram subjugados pela força das armas e, fundamentalmente, pelo medo.
Alguns Séculos mais tarde, aquando das conquistas Romanas na Europa, o que podemos chamar aos próprios Romanos que usavam o seu imenso exército, as "Legiões", para controlar todas e quaisquer populações que habitassem os territórios que estes pretendiam. Da mesma época podemos também pensar no inverso, ou seja, o que considerariam os Romanos, do alto da sua "civilização", que consideravam superior a todas as outras, dos ataques de que eram alvo por parte dos povos conquistados. Também os Romanos viviam com a preocupação constante de serem atacados pelos povos "bárbaros" que emboscavam, assaltavam e violentavam os cidadãos e as cidades Romanas.
Apesar de ainda hoje serem considerados, e considerarem-se como os defensores e difundidores da moral e bons costumes, também os católicos, neste particular a Santa Sé, através da "Inquisição" usou e abusou do terrorismo, senão vejamos: o que podemos chamar à carnificina e ao clima de terror levado a cabo pela Igreja Católica na "Idade Média", quando alegadamente pretendia solucionar o problema dos hereges, e que culminou com milhares de mortes na fogueira, sentenças de morte passadas pelo Tribunal do Santo Ofício a pretexto de heresia e práticas de bruxaria ou pactos com o demónio? As acusações eram simples e as penas executadas de forma rápida, sem qualquer tipo de prova ou certeza, mais ou menos absoluta, (na maioria dos casos) de que os factos de que as pessoas eram acusadas tinham algum fundo de verdade. A Europa vivia num clima de terror profundo e permanente durante anos a fio as pessoas sentiam que podiam ser acusadas, mesmo injustamente, julgadas e mortas numa questão de dias. O que podemos chamar a isto que não Terrorismo?!
Avançando mais uma vês no tempo, nos anos e nos Séculos vamos encontrar sem qualquer dificuldade outras formas de Terrorismo: na época dos Descobrimentos, para falar somente de alguns factos, o que era o próprio processo de colonização se não mais uma forma de terror? Os colonizadores usavam o seu poder de conhecimento de técnicas de guerra mais avançadas (como as armas de fogo) para aterrorizar as populações nativas e as poder submeter, em muitos dos casos à escravatura, ou então a um processo de colonização, muitas das vezes violento e sempre sob o lema do terror. Ainda durante este período não podemos esquecer a pirataria, fenómeno criado, muitas vezes pela mão de Estados, que usavam os piratas para aterrorizar os viajantes, quer por mar quer por terra. É um facto histórico inegável que se vivia um clima de terror enorme, principalmente nos mares, devido à pirataria. Isto, segundo me parece, é uma forma de terrorismo.
Se dermos um grande salto cronológico e viajarmos rapidamente até ao Século XX vamos encontrar outra forma de terrorismo, desta vez levado a cabo por dois Estados, os dois maiores colossos militares da segunda metade do Século XX. Os EUA e a URSS (que entretanto já não existe) aterrorizaram-se um ao outro, e ao resto do mundo, durante mais de três décadas. A “Guerra-Fria” não foi mais do que um “equilíbrio do terror”, o que por mais de uma vez fez com que o conflito armado, na sua máxima força não acontecesse foi o MAD (Mutual Assurance Destruction, na sua tradução para português Destruição Mutua Assegurada). Este dois países tinham mais poder nuclear cada um deles, do aquele que era necessário para destruir completamente o planeta e foi tal facto, e consciência mútua do poder do outro, que evitou por mais do que uma vez o conflito aberto e directo. Entretanto o mundo vivia, e talvez ainda viva, em clima de terror permanente, dependendo do bom censo e consciência do poder de destruição que os países nuclearmente armados têm que ter.
O Século XXI dispensa qualquer tipo de relato descritivo sobre o que foi, ou é o fenómeno terrorista. Não me parece justificado estar a descrever acontecimentos terroristas no Século XXI, uma vez que todos sabemos como, quando e onde aconteceram. O que me parece lógico, e de útil de referir, até como conclusão é a seguinte questão: quem está a ganhar a guerra contra o terrorismo, os terroristas ou os contra terroristas? Do meu ponto de vista os terroristas levam claramente a vantagem, até porque: não têm necessidade de novos ataques sanguinários frequentemente para marcarem posição, serve perfeitamente fazer ameaças, mesmo sem as concretizar. Os terroristas têm no “bluff” um aliado fortíssimo, basta um comunicado, uma suposta tentativa, um aviso e o mundo pára com medo, com terror de novo atentado. Hoje o mundo vive em constante terror de um atentado, de cartas bomba, de qualquer ameaça que foi feita mais do que uma vez, mas que nunca foi concretizada. Paralisam-se aeroportos ou cidades perante a mais pequena suspeita de atentado, e isto é um sinal fortíssimo de que por mais tanques, porta-aviões, armamento super moderno e soldados que tenhamos, o terrorismo está a ganhar esta guerra em pleno Século XXI, como acontece desde os primórdios da civilização.
Por: Rui Pedro Melo, licenciado em Relações Internacionais
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Terrorismo
01 novembro 2007
Ainda sobre o Dia de Todos os Santos
JN: Os católicos de hoje sentem o Dia dos Mortos?
JN: É uma estratégia nova para contornar fenómenos emergentes como a cremação?
JN: A morte aproxima as pessoas da religião...
Ora aqui está..o que interessa é a esmola. Ajuda a purificar a alma dos que partiram...
Ao meu avó ajudei-o muito em vivo que foi quando ele precisou mais de mim. Agora rezo-lhe, quando passo pelo cemitério. Não é necessário o Dia de Todos os Santos para fazê-lo, muito menos esmolas...
JN: É uma estratégia nova para contornar fenómenos emergentes como a cremação?
JN: A morte aproxima as pessoas da religião...
Aqui devo concordar com as palavras proferidas. As pessoas ligam-se mais à religião em momentos de desespero, como a morte. Solicitam a ajuda divina e agarram-se à religião como uma forma mais conformista de encarar o sofrimento e a perda de alguém próximo.
Hoje é Dia de Todos os Santos
Para quem não conhece Vila da Aves no dia de hoje, seria cómico passarem por cá pela manhã e assitirem à missa que se realiza no cemitério local.
Apenas a partir do ano 2000 (ano que faleceu o meu avó materno) que eu comecei a ir à missa do Dia de Todos os Santos, antes nunca eu lá tinha ido. Nos dois últimos anos como não estava cá não me foi possível ir. Este ano lá estive outra vez e vi mais do mesmo. É mais confortável ir à missa à igreja, sentadinha e sossegadinha, ao invés de estar ali no cemitério uma imensidão de tempo ao sol ou à chuva. Temos um cemitério grande e bastante povoado por este dia. São inúmeras as pessoas de toda a vila e arredores que lá se deslocam para ir assistir à missa, pessoas de todos os estratos e classes sociais. Mas neste dia quase que se tornam indistinguíveis.
Em Vila das Aves, na missa de Todos os Santos parece-me que estamos perante um desfile de moda. As pessoas chegam ao cúmulo de comprarem roupa para este dia, irem ao cabeleireiro na véspera só para irem todas arranjadas para a missa de Todos os Santos. Não vejo qual é a diferença desta missa para aquela que se realiza todas as semanas na igreja, mas pronto. É certo, que os indivíduos se vestem consoante o contexto no qual vão estar inseridos, mas o que se passa no Dia de Todos os Santos é de extremo exagero. As mulheres todas dondocas, com a último casaco e saia da moda, maquilhagem em excesso que com um sopro lá se ía o pó todo da cara, outras não tanto assim mas não menos clássicas. As jovens de mini-saia e/ou decotes pensando que vão para ali para atraír os moços (o me primo, gajo compremetido lá foi deitando o olho a algumas). Os homens de fatinho e gravata é uma constante. Até os mocinhos da minha idade deixam de lado a calcinha de ganga e lá vão de fatinho de cerimónia.
A minha mãe ainda me dizia "Então, tu vais para o cemitério assistir à missa ou para ver como as pessoas vão vestidas?" Eu respondia: as duas coisas. Isto não é sinal de coscuvilhice, é sim aquilo que nós sociólogos chamamos "olhar sociológico". Uma análise e nada mais! Dizem que os sociólogos são os cuscos da sociedade, como queiram...
O luxo reveste-se não só na roupa como nas sepulturas. Rios de dinheiro se gastam na ordenamentação das campas, flores de todas as cores e tipos, arranjos luxuosos ao preço de ouro. Para a ostentação há sempre dinheiro, depois para as necessidades básicas nada de "guito".
Viva o luxo ostentado em Vila das Aves. Há dinheiro para roupas, cabeleireiro, sepulturas luxuosas e para comprar uma velinha para iluminar as almas dos falecidos não há. Pior, contribuir com uma moedinha para a Liga Portuguesa Contra o Cancro com pessoas junto às portas dos cemitérios também parece ninguém se mostrar disposto. As causas sociais não interessam, ajudar os doentes não interessa. O que interessa é a ostentação e luxo no cemitério, interessa é gastar dinheiro com a aparência visual. Já para não falar no dinheiro que as pessoas dão no ofertório da missa, que faziam muito mais jeito aos pobres e doentes do que à Igreja Católica. Hoje a minha avó quase ficou doente quando reparou que a menina do cesto passou sem ela ver e ela não pode amavelmente deixar o seu contributo. A minha tia disse-lhe: "Deixe lá, você em vez de dar dinheiro ao padre dê aos seus netos que eles precisam." A minha avó começou logo a resmungar. Enfim... Quando fiz anos nada me deu dizendo "Não tenho trocado para te dar" (trocado???). A mim não, mas para a Igreja tem.
Já para não falar nas lágrimas, que quase criam um lago, de muitas pessoas que para lá vão chorar. Caricato é saber que em vivos ninguém lhes dava o devido valor, agora depois de mortos há quem por eles chore lágrimas. Haja paciência...
Este ano não fui para lá fazer a minha análise sociológica do costume. Não me encontro no estado anímico mais propício para tal. Mas deu para perceber que a mesmice continua.
Devem estar a questionar: e tu Helena como foste vestida? Pois é, fui numa de "meter nojo". Calça de ganga elástica com botas por cima das calças, até ao joelho. Se o Sr. Melo (pai de um amigo meu) me tivesse visto dizia: "Ó menina, só te falta o chicote e o cavalo." Fui com o que me apeteceu vestir na altura. A minha tia quando me viu até me olhou de cima a baixo como quem diz: "Vais assim vestida?" Como ela certamente muita gente. Fui à missa pela alma do meu avó e não para uma cerimónia de gala ou um desfile...
O Socióloga Avense na Imprensa Local
Pegando nas palavras do nosso presidente, João Freitas, o futebol não está a atrair os jovens. E aqui nas Aves isso é uma realidade assente. Vou ao estádio assiduamente desde os meus 12 anos de idade e sempre assisti a esta triste realidade. Ainda hoje é o dia que vou ao estádio e quase que podia contar pelos dedos o número de jovens que vejo à minha volta. (...)
A gestão do futebol devia ser repensada de modo a atraír mais público aos estádios.
Ao EntreMargens o meu muito obrigada pela referência.
31 outubro 2007
Salazar o homem...

Durante 35 anos, Maria da Conceição Rita privou com António de Oliveira Salazar. Nenhum laço familiar os unia, mas com apenas seis anos, Micas, como Salazar carinhosamente a chamava, foi viver para a residência do «Senhor Doutor», por intermédio da sua familiar (por afinidade) Maria de Jesus Freire, a governanta de Salazar. Na primeira pessoa, a pupila de Salazar conta-nos os gostos gastronómicos do seu «protector», descreve o seu quotidiano até agora desconhecido, evoca as fábulas que o Presidente do Conselho lhe contava ao adormecer, recorda tanto as lições de tabuada e História como as raras confissões políticas que ele lhe fazia em passeios nocturnos pelos jardins de São Bento, explica a forma como a economia doméstica de São Bento era dirigida.
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Sociologia Política
As Leis (injustas) da Segurança Social
Como é do conhecimento geral, muitas foram as alterações impostas pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social do Governo de José Sócrates. A actual reforma que visa garantir a sustentabilidade das gerações futuras tem provocado situações altamente injustas para os contribuintes actuais. Pessoas com um grande número de anos de carreira contributiva têm visto a sua pensão reduzida a baixos números pelo facto de não possuirem a idade de reforma.
Hoje em destaque no Jornal de Notícias fala-se que a Segurança Social sai da zona de "alto risco".
A Segurança Social portuguesa vai sair do grupo de países de "alto risco", o que quer dizer que a União Europeia volta a acreditar na sustentabilidade do nosso sistema de pensões.
Até 2010, os efeitos das reformas ainda não se fazem sentir nos gastos em percentagem do PIB, mas a partir da década seguinte - acredita o Executivo de Sócrates e o Comité de Política Económica da UE - haverá efeitos práticos das reformas introduzidas pelos ministros da Segurança Social, Vieira da Silva, e das Finanças, Teixeira dos Santos. Logo em 2020 haverá uma poupança de 1,5 pontos percentuais do PIB e dez anos depois a diminuição da despesa já será na ordem 2,6 pontos percentuais. As reformas produzem efeitos de longo prazo e em 2050 o Estado prevê gastar menos 4,8 pontos percentuais da riqueza produzida pelo país em pagamento de pensões.
Com esta validação das novas projecções, o Executivo acredita estar a "dar uma resposta adequada aos desafios colocados pelo envelhecimento da população e a assegurar às actuais e futuras gerações a sustentabilidade do Estado Social".
JN
Às gerações futuras acredito que a Segurança Social possa vir a assegurar a sua sustentabilidade. Agora às actuais não me parece que isso tenha sucedido.
Como sabemos a Segurança Social portuguesa necessitava de uma verdadeira reforma, há muito que se falava que por volta de 2015 poderiamos assistir à insustentabilidade da nossa Segurança Social. Por tal, as reformas eram necessárias e pecam por tardias. Mas também pecam por uma enorme injustiça. Esponho aqui um caso real da pensão de reforma de dois indivíduos e vejam tremenda injustiça.
Indivíduo A: 22 anos de carreira contributiva; 65 anos de idade; pensão num valor que ronda os 280€
Indivíduo B: 42 anos de carreira contributiva; 55 anos de idade; pensão num valor que ronda os 217€
Acham justo que uma pessoa que contribuiu com 42 anos de descontos para a Segurança Social venha a receber somente uma pensão de 217€? Quase metade do salário mínimo nacional? Para onde foi o dinheiro que contribuiu durante tantos anos? Só porque não tem a tal idade...
30 outubro 2007
28 outubro 2007
Contradições...
Então a Universidade do Minho não estava a atravessar uma crise financeira? Há dinheiro para campos de golfe e não há para pagar aos docentes?
Não percebo...
27 outubro 2007
Porto Feliz
Um grupo de quinze personalidades do Porto endereçou uma carta ao Primeiro-Ministro José Sócrates e a Correia de Campos, Ministro da saúde, com o objectivo de estes ponderarem o regresso do programa de combate à toxicodependência Porto Feliz.
Os signatários pedem a José Sócrates e a Correia de Campos que "assumam a responsabilidade política pela solução desta questão, mantendo em vigor o protocolo de colaboração com a Câmara do Porto".
Esta iniciativa da Câmara Municipal do Porto tinha, segundo os responsáveis, surtido efeitos positivos. Rui Rio já veio mais que uma vez apelar para o Governo apoiar este projecto e continuar com a sua acção.
Devo admitir que desconheço em grande parte os contornos do programa, mas as entidades apelantes assumem que o dito programa ajudou muitos toxicodependentes a saírem da rua a viverem livres de drogas.
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio (PSD), anunciou em Julho o fim do programa Porto Feliz, acusando o PS e o Governo de "matar" um projecto de combate à toxicodependência de "reconhecido sucesso".
"O PS sempre combateu o Porto Feliz. Não aceitava o êxito do programa. Fez sempre guerra ao Porto Feliz", disse Rui Rio, em conferência de imprensa, acusando o Ministério da Saúde de teimosia ao longo de um ano de negociações.
Ler mais em: O Público
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Sociologia da Toxicodependência,
Sociologia Política
26 outubro 2007
O fim do Fair-Play?
O F.C. Porto anunciou ontem que não voltará a colocar a bola fora para que os jogadores adversários sejam assistidos. Os dragões vão deixar as paragens ao critério dos árbitros e anunciaram esperar tratamento diferente por parte dos oponentes.
Via: Mais Futebol
Mas não é só o F. C. Porto que se coloca nesta posição, a maioria dos jogadores, treinadores e mesmo alguns árbitros concordam com essa mesma posição.
Esperemos para ver a decisão dos responsáveis máximos.
Portugal e a Globalização
No Índice de Globalização apresentado hoje, o nosso país ocupa a 31ª posição no ranking Mundial.
A esta altura José Sócrates deve estar a sorrir. O Plano Tecnológico tem dado frutos.
O tema da globalização apresentasse como algo controverso e susceptível das mais diversas opiniões, ou seja, há aqueles que são apologistas da mesma por um lado, e depois temos aqueles que vêem apenas inconvenientes e problemas na globalização por outro lado.
Optimismo e Cérebro relacionados
A capacidade de cada ser humano para olhar a vida com optimismo depende do uso que aquele faz do cérebro. Segundo um estudo efectuado por investigadores americanos, publicado na edição desta semana da revista "Nature", o nível de optimismo dos indivíduos depende da actividade de duas zonas do cérebro, que pode ser também causa da depressão.
As conclusões do estudo podem ser úteis na compreensão dos mecanismos que influenciam as situações de depressão. Os investigadores acreditam que "os sintomas depressivos se associam ao pessimismo e à dificuldade em criar imagens detalhadas do futuro".
Os autores do estudo referem também que os indivíduos optimistas têm mais facilidade em adaptar-se a certas situações. "O optimismo está relacionado com a saúde mental e física e adapta-se porque conduz-nos aos nossos objectivos", defendeu Tali Sharot.
Este trabalho pode contribuir para o tratamento de casos de depressão e transtorno bipolar.
Fonte: Jornal de Notícias
25 outubro 2007
Ainda sobre o Racismo e a Xenofobia
Carlos Silva (meu professor na Universidade do Minho, nomeadamente nas disciplinas de Teoria Sociológica I e Sociologia da Solidariedade e Exclusão Social) é um excelente sociólogo da investigação, sobretudo muito trabalho tem feito nestas áreas de discriminação e exclusão social. Os grupos étnicos e culturais minoritários como os ciganos e os imigrantes africanos têm sido um dos seus campos de batalha. Por um lado, os ciganos uma boa parte dos quais vive em extrema precariedade e são remetidos a um certo ostracismo devido ao seu auto-fechamento. Por outro lado, os imigrantes africanos tidos como indivíduos mais vulneráveis.
Penso que muito aprendemos com o Professor Carlos Silva no que a esta temática respeita, mais teriamos aprendido se o tempo o tivesse permitido. Talvez seja dos melhores investigadores portugueses nesta área.
Recomendo, entre muitos outros, estes dois textos do professor Carlos Silva:
- Manuel Carlos Silva, "Racismo e Conflito Interétnico: elementos para uma investigação", Revista Crítica de Ciências Socias, nº 56, Fevereiro 2000
- Manuel Carlos Silva e Maria Goretti Pinto, Conflitos Interétnicos Latentes: um Estudo de Caso no Concelho de Barcelos", Sociedade e Cultura 6, Cadernos do Noroeste, Série Sociologia, Vol. 22, 2004
De salientar que no concelho de Barcelos o professor encontrou práticas de discriminação muito acentuadas relativamente a estas minorias, como ele refere também no Jornal de Notícias de hoje.
I love my friends!
Não acho que uma pessoa deva revelar pormenores da sua vida pessoal num blogue mas, por vezes, uma pessoa sente uma vontade de desabafar perante o mundo. E hoje apetece-me fazê-lo para dizer que tenho os melhores amigos do mundo. Ninguém tem melhores amigos do que eu. Amo-os com todo o meu coração.
Uma pessoa apercebesse de tal nos bons momentos e sobretudo nos maus momentos. Por tal, eu só posso agradecer por ter excelentes amigos, sem eles a minha vida não teria qualquer sentido. Vivo por eles e vivo para eles. E são eles que me fazem ter força para ainda continuar a viver. Tomara muita gente ter amigos como eu tenho: que me dão valor, que estão comigo sempre que preciso deles, que me encorajam sempre a lutar por viver cada dia da melhor maneira, que se preocupam comigo todos os dias mesmo sendo eu uma problemática e uma chata do pior, sempre a inventar problemas, que me enumeram uma série de qualidades em mim que eu muitas vezes não vejo, que me elogiam e me dão mais valor do que própria dou a mim mesma. Enfim, os meus amigos valem mais que ouro e a todos só quero dizer que vocês têm imenso valor para mim.
Hoje especialmente quero agradecer a amizade do Daniel, da Sara e da Luciana . Hoje o Daniel e a Sara foram as pessoas que mais me tocaram, que mais me fizeram ver que muito tenho a mudar para o meu próprio bem, repetindo-me coisas pelo milésima vez. E prometo-vos, prometo mesmo, que daqui para a frente tudo farei para vos dar ouvidos e seguir os vossos conselhos, pois estou certa de que eles representam o melhor para mim. A Luciana, enfim, é a mãe!
A vocês e a todos os outros que considero excelentes amigos (e eles sabem quem são) só tenho a agradecer a vossa sempre presente amizade que nem sempre mereço e nem sempre vos sei dar o devido valor.
Adoro-vos a todos!
24 outubro 2007
Moto GP 2008

Depois de nos últimos anos Estoril ter recebido os grandes nomes do Motociclismo em Setembro, desta feita o Grande Prémio de Portugal em 2008 será em Abril.
Assim, a competição de Moto GP para 2008 promete. Depois de uma série de cinco anos consecutivos de campeonatos conquistados pelo italiano Valentino Rossi, eis que nos últimos dois anos ele viu o título fugir-lhe. O ano passado para o norte-americano Nicky Hayden e este ano para o australiano Casey Stoner.
Deste modo, o ano de 2008 promete muita emoção para a competição. Stoner de certeza tudo fará para renovar o título, Hayden espera repetir a graça de ganhar mais um campeonato, e Rossi já sabemos que dará luta para fazer regressar a si o título que já lhe escapa há dois anos. E, obviamente, não poderemos esquecer nomes como Alex Barros, Dani Pedrosa, Loris Capirrosi, Colin Edwards e Marco Melandri que farão de tudo para complicar a vida aos acima citados.
Até lá ainda falta uma prova e depois os motociclistas vão de férias. E depois virão as emoções de 2008!
Deste modo, o ano de 2008 promete muita emoção para a competição. Stoner de certeza tudo fará para renovar o título, Hayden espera repetir a graça de ganhar mais um campeonato, e Rossi já sabemos que dará luta para fazer regressar a si o título que já lhe escapa há dois anos. E, obviamente, não poderemos esquecer nomes como Alex Barros, Dani Pedrosa, Loris Capirrosi, Colin Edwards e Marco Melandri que farão de tudo para complicar a vida aos acima citados.
Até lá ainda falta uma prova e depois os motociclistas vão de férias. E depois virão as emoções de 2008!
Calendário para 2008:
9 Março: GP Qatar
30 Março: GP Espanha
13 Abril: GP Portugal
4 Maio: GP China
18 Maio: GP França
1 Junho: GP Itália
8 Junho: GP Catalunha
22 Junho: GP Grã-Bretanha
28 Junho: GP Holanda
13 Julho: Alemanha
20 Julho: GP Estados Unidos
17 Agosto: GP República Checa
31 Agosto: GP São Marino
14 Setembro: GP Indianápolis
28 Setembro: GP Japão
5 Outubro: GP Austrália
19 Outubro: GP Malásia
26 Outubro: GP Comunidade Valenciana
30 Março: GP Espanha
13 Abril: GP Portugal
4 Maio: GP China
18 Maio: GP França
1 Junho: GP Itália
8 Junho: GP Catalunha
22 Junho: GP Grã-Bretanha
28 Junho: GP Holanda
13 Julho: Alemanha
20 Julho: GP Estados Unidos
17 Agosto: GP República Checa
31 Agosto: GP São Marino
14 Setembro: GP Indianápolis
28 Setembro: GP Japão
5 Outubro: GP Austrália
19 Outubro: GP Malásia
26 Outubro: GP Comunidade Valenciana
Via: A Bola
...
Não estou deprimido, não me sobra tempo para depressões, sou apenas um homem diante do seu espelho interior, que não gosta do que vê. O que poderia ter feito? O que deveria ter feito? Esta permanente tortura que a gente disfarça. A ideia recorrente que aquilo, quer dizer que a única coisa que a vida nos dá é um certo conhecimento dela que chega tarde demais, sempre tarde demais.
António Lobo Antunes, Revista Visão
23 outubro 2007
Diário de um Sociólogo
O blog Diário de um Sociólogo, de Carlos Serra, está entre os 10 mais para a escolha do "melhor weblog em português" do concurso BOBs2007.
Peço a todos que passem pelo blog e caso acreditem no valor do mesmo votem nele! Lá encontrarão mais informações acerca deste mesmo concurso.
22 outubro 2007
Quaresma nomeado para a Bola de Ouro

Quaresma faz parte da lista de 50 nomeados para a Bola de Ouro, troféu instituído pela revista francesa France Football e que, a partir de este ano, pretende eleger o melhor jogador do Mundo. Até esta edição, cuja vencedor será conhecido no início de Dezembro, a iniciativa elegia apenas o melhor a actuar nos campeonatos da Europa. Alargado o leque de escolha, ainda que a maioria dos nomeados continue a representar clubes europeus, a presença do jogador portista torna-se ainda mais significativa, sendo igualmente de registar o facto de Quaresma ser o único atleta a actuar na Bwin Liga nomeado pelo corpo redactorial da publicação francesa. Incluído na lista dos possíveis vencedores, Quaresma terá agora de esperar pelo resultado a retirar da votação de 96 jornalistas, representando os cinco continentes.
Fonte: O Jogo
Quaresma, sendo para mim o jogador de futebol que mais admiro, desejo-lhe a maior sorte! Por mim era ele a conquistar este troféu! Go gipsy, I'm with you!
21 outubro 2007
Sobre o Tratado Europeu...
"O desastre de Lisboa ficará na história porque aqui se assinou um tratado que consagrou a não democracia como regime europeu e consolidou a burocracia e a Nomenclatura europeias".
António Barreto, PÚBLICO, 21-10-2007
Estádios de futebol vazios: uma triste realidade
A falta de público é uma realidade. Actualmente o futebol não está a conseguir atraír os jovens. Hoje em dia, existe cada vez mais um conjunto de fontes de entretenimento e que até são mais cómodas.
João Freitas, Presidente do Desportivo das Aves, em entrevista ao EntreMargens
Porque é que lá fora, com transmissão televisiva ou não, os estádios estão cheios e em Portugal não? As razões são várias: nuns casos, os estádios estão desajustados em relação aos clubes. O estádio do Braga, que é um dos mais bonitos estádios do mundo e certamente o mais bonito de Portugal, é enorme para um clube assim. Depois, há muitos clubes que ainda não conseguiram dar o salto para clubes nacionais, mesmo os que se aproximam disso. E também não são verdadeiramente clubes locais, porque isso imporia uma ligação às comunidades a que pertencem que também não existe. Logo, é preciso dar o salto. E esse salto implica grande visão, grandes estratégias, grandes lideranças. Que faltam, é claro.
Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista a O Jogo de 20 de Outubro de 2007
No que respeita ao estádio do Desportivo das Aves isso ocorre muitas vezes: pouco público no estádio. Sobretudo esta época isso notasse vincadamente. A época passada estavamos longe de ser o clube com menos adeptos no estádio. Em jogos com o Sporting, Porto e Benfica o estádio encheu mas infelizmente por adeptos que não vinham apoiar o Aves. Contudo, poder-se-á afirmar que noutros jogos tivemos boas assitências, mais que muitos clubes de tradição na I Liga. Todavia, é de lamentar que esta época com a descida, e certamente com as más exibições da equipa, o número de adeptos deixa muito a desejar.
Pegando nas palavras do nosso presidente, João Freitas, o futebol não está a atrair os jovens. E aqui nas Aves isso é uma realidade assente. Vou ao estádio assiduamente desde os meus 12 anos de idade e sempre assisti a esta triste realidade. Ainda hoje é o dia que vou ao estádio e quase que podia contar pelos dedos o número de jovens que vejo à minha volta. Deparo-me sobretudo com pessoas da idade dos meus pais, da idade dos meus avós. E lá está a Helena no meio dos "cotas".
E quem diz falta de jovens, diz falta de público feminino. Mais uma vez quase conseguiria contar pelos dedos o número de mulheres que vão estádio. Raramente me lembro de ver alguma mulher sentada a meu lado, olho à minha volta e só vejo homens.
A gestão do futebol devia ser repensada de modo a atraír mais público aos estádios, nomedamente mais jovens e mais mulheres. Por um lado, pelas razões que o Professor Marcelo enumera, por outro, eu acrescentaria: preços de bilhetes demasiado caros tendo em vista o poder de compra da maioria dos portugueses; o espectáculo de futebol muitas vezes estragado pelos constantes erros da arbitragem; a mentalidade podre dos adeptos portugueses qua vão muitas vezes ao estádio mais para insultar a equipa adversária do que para apoiar e incentivar a sua própria equipa; os dirigentes portugueses sempre envolvidos em corrupções logo propiciam uma má gestão de futebol, e mais uma vez a mentalidade do povo português que legitima essa mesma corrupção com vista a alcançar os objectivos de forma imediata.
O Socióloga Avense na blogosfera local
No blog do jornal avense EntreMargens é feita referência a um artigo aqui publicado neste blog.
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Sociologia da Comunicação
19 outubro 2007
Não sei se ria, se chore...
Eng. Castro Fernandes – "…continuarmos a celebrar Santo Tirso como um grande concelho, um concelho de futuro, um concelho de unidade.”
JSD – Por partes: Concelho de futuro? Estamos na 306ª posição dos 308 concelhos do país, temos o dobro da taxa média de desemprego a nível nacional, já não temos maternidade, as Urgências passaram a básicas, a população está cada vez mais envelhecida… Concelho de unidade? A Trofa fugiu, Vilarinho quer fugir e para que o concelho de Terras do Ave exista já faltou mais.
Vale a pena ler o artigo completo no blog da JSD de Santo Tirso!
O problema das listas de espera e a negligência médica
Hoje ao assistir ao Jornal da Tarde vi mais uma vez ser focado o já conhecido grande problema das listas de espera nos hospitais para consultas de especialidade e para cirurgias.
Há pessoas que chegam a estar à espera cerca de 5 anos para uma consulta de especialidade o que, a meu ver, é um extremo exagero. A organização hospitalar tem de ser repensada. Os sucessivos Ministros da Saúde vão dizendo se preocupar com o tema mas na verdade praticamente nada tem sido feito. Entretanto, várias pessoas vão morrendo, acabando muitas por serem chamadas para consultam quando já jazem em paz.
No que concerne à espera para cirurgias o tempo médio de espera vai em 2 anos. Muito tempo para quem necessita de uma intervenção cirúrgica urgente. Já agora, sabem quanto tempo estive eu à espera para ser chamada para uma cirurgia ao nariz? Nada mais nada menos do que quatro anos e meio. Pois é, isto é uma autêntica vergonha. Mas depois faltei à cirurgia por receio do resultado final de uma equipa médica incompetente que prolifera no hospital de Santo Tirso.
Pois, não podemos esquecer que Portugal é dos países da Europa com maior negligência médica. E relativamente às intervenções cirúrgicas ao nariz no hospital de Santo Tirso tenho conhecimento de umas histórias engraçadas. Uma colega minha de liceu foi submetida a uma cirurgia ao nariz cuja operação teve um resultado final desastroso: o nariz que dava o tamanho para aí de cinco, inchaço e hematomas, enfim...cirurgia mal feita. Recentemente a mãe de um amigo meu foi submetida à mesma cirurgia e posteriormente ficou a sangrar ferquentemente do nariz. O Otorrino disse que era perfeitamente normal. A senhora achando estranho recorreu à sua médica de família que verificou que o otorrino lhe havia receitado um medicamento que era altamente incompatível com o outro que estava a tomar. Por pouco a senhora não "bateu a bota".
Quem tem dinheiro e tem estatuto social é atendido de um dia para o outro, é operado de um dia para o outro num qualquer hospital privado. E eu questiono: os médicos de hospitais públicos não estudam o mesmo que os médicos de hospitais privados? Os médicos não estudam o mesmo para quer atendam ou operem um engenheiro, um professsor, um agente da autoridade ou quer atendam um operário, uma padeiro, ou trolha? Então porque razão se é mais bem atendido quando se vai a um hospital privado ou quando se tem um grau académico ou se é economica e socialmente privilegiado?
Diz-se que em Portugal os médicos são mais bem formados porque são obrigados a fazer uma especialidade. Mas onde está o seu profissionalismo? Porque tem o nosso país uma alta taxa de negligência médica?
É por estas e por outras que eu sou obrigada a dizer "Detesto médicos".
Nota: Detesto ainda mais os "profissionais" de Direito
17 outubro 2007
Dia Internacional da Erradicação da Pobreza
Pobreza absoluta: privação de recursos mínimos cuja falta põe m risco a sobrevivência física das pessoas.
Corresponde a menos de 1 dólar por dia = pobreza extrema
Pobreza relativa: carência de recursos que coloca indivíduos e famílias abaixo dos níveis de vida minimamente aceitáveis em determinada sociedade ou comunidade.
É medida em função de um nível de rendimento médio de um país.
Cerca de 45 mil portugueses deverão aderir hoje à iniciativa mundial "Levanta-te" contra a pobreza para assinalar o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, uma das metas traçadas pela ONU nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Uma em cada seis pessoas no mundo vive em condições de pobreza extrema, não tem acesso a medicamentos nem à educação básica, indicam dados internacionais. Em Portugal, um em cada cinco vive em situação de pobreza.
Estes milhões de vozes recordaram aos líderes mundiais que a cada dia que passa 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema, que o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e que os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, assumidos pelos governos nas Nações Unidas de reduzir para metade a pobreza extrema até 2015, estão em risco.
Fonte: O Público
O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) visa a avaliação dos progressos globais dos países em matéria de desenvolvimento. O IDH é calculado com base três indicadores:
- Produto Interno Bruto (PIB pc/ppc)
- Saúde (esperança de vida à nascença)
- Educação (alfabetização de adultos e escolarização bruta)
O IPH (Índice de Pobreza Humana) reflecte a distribuição do progresso e mede a acumulação de privações ainda existente. Subdivide-se em IPH-1 e IPH-2.
Em suma: os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
14 outubro 2007
O controlo sobre a comunicação social
Quem ultimamente lê o jornal Entre Margens é ponto assente que rara será a notícia ou comentário que não fale na Câmara de Santo Tirso, designadamente no seu presidente Castro Fernandes, a determinada momento até nos dá a sensação de estarmos a ler um qualquer boletim camarário.
Há quem diga que o Jornal de Santo Tirso está totalmente dominado e controlado, que este jornal vive do subsídio-dependência da Câmara de Santo Tirso,
Agora pergunto:
Será o único jornal do concelho nesta situação?
Sabem que quando um jornal não tem autonomia financeira para sobreviver, por norma recorrem o subsídio-dependência das Câmaras Municipais, logo ficam reféns das suas orientações políticas e propaganda, ou seja, começam a veicular a “voz do dono” terminando assim a sua isenção e independência, muito embora os seus directores procurem mistificar e apregoar práticas de pluralismo, isenção e independência...
Agora pergunto:
Será o único jornal do concelho nesta situação?
Sabem que quando um jornal não tem autonomia financeira para sobreviver, por norma recorrem o subsídio-dependência das Câmaras Municipais, logo ficam reféns das suas orientações políticas e propaganda, ou seja, começam a veicular a “voz do dono” terminando assim a sua isenção e independência, muito embora os seus directores procurem mistificar e apregoar práticas de pluralismo, isenção e independência...
Via: O Cão Raivoso de Vila das Aves
Concordo na íntegra com o Sr. Beja Trindade. Castro Fernandes controla o jornal Santo Thyrso e parece que até já começa a controlar o EntreMargens (o que antes não sucedia).
Estaremos nós perante uma ditadura em Santo Tirso?
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Pobres tardes de Domingo...
Hoje, como em tantas outras tardes de Domingo, lá me deixei ficar por casa. Depois de almoço até há bem pouco tempo estive eu a responder a alguns anúncios de emprego do JN (acontece a quem ainda está desempregado), mais uns quantos em sites da internet.
De seguida, liguei a televisão a ver de dava alguma coisita de jeito, mas é óbvio que raramente dá alguma coisa de jeito aos domingos à tarde. PIOR, foi quando ao passar pela TVI me deparei com a festa de aniversário de 2 anos do EuroMilhões. Que a TVI faz festinhas a propósito de tudo e mais alguma coisa já todos tinhamos percebido, agora festinha de aniversário do EuroMilhões desafia a minha consciência...
Desliguei a televisão. Liguei a aparelhagem e estou a ouvir o CD dos Silence Four ("Silence Becomes It"). Já antiguinho mas ainda muito bom! E sabe sempre bem ouvir a voz do David Fonseca!... Com a música bem alta para não ouvir a televisão do quarto da minha mãe que está a ver a festinha do EuroMilhões! :)
13 outubro 2007
Se eu mandasse...
...nenhum jogador do Benfica era convocado para a selecção.
Lesionam-se ao serviço da Selecção e depois o Benfica é que sai prejudicado. Hoje foi com Nuno Gomes no aquecimento, em outros jogos aconteceu com outros jogadores benfiquistas.
...para a selecção de Portugal eram somente convocados jogadores portugueses e nada de estrangeiros (leia-se Deco).
...os cabrões (leia-se Maniche e Jorge Ribeiro) estavam completamente proibídos de serem chamados à Selecção.
Uma música...
Passo por ti
Tu nem me ves
Só mais um dia.. amanha talvez
Mas eu so posso imaginar
O que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
Se eu te pudesse ter
Secretamente á espera de um gesto, de um sinal
Secretamente tentando saber se dás por mim, afinal
Secretamente á procura de um toque, de um olhar
Secretamente tentando saber..
Se algum dia os nossos mundos se irão cruzar
Qual o caminho
Que irá dar, a esse teu mundo
Onde eu queria entrar.
E tantas vezes, eu ja sorri
So por lembrar-me
So por pensar em ti
E eu so posso imaginar
O que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
Se eu te pudesse ter..
Secretamente á espera de um gesto, de um sinal
Secretamente tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente à procura de um toque, de um olhar
Secretamente tentando saber
Se algum dia os nossos mundos se irão cruzar...!
Secretamente, Rita Guerra
Tu nem me ves
Só mais um dia.. amanha talvez
E fico à espera
De ver em ti
O sentimento.. que trago dentro de mim
De ver em ti
O sentimento.. que trago dentro de mim
Mas eu so posso imaginar
O que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
Se eu te pudesse ter
Secretamente á espera de um gesto, de um sinal
Secretamente tentando saber se dás por mim, afinal
Secretamente á procura de um toque, de um olhar
Secretamente tentando saber..
Se algum dia os nossos mundos se irão cruzar
Qual o caminho
Que irá dar, a esse teu mundo
Onde eu queria entrar.
E tantas vezes, eu ja sorri
So por lembrar-me
So por pensar em ti
E eu so posso imaginar
O que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
Se eu te pudesse ter..
Secretamente á espera de um gesto, de um sinal
Secretamente tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente à procura de um toque, de um olhar
Secretamente tentando saber
Se algum dia os nossos mundos se irão cruzar...!
Secretamente, Rita Guerra
12 outubro 2007
Temas da actualidade (III) - A obesidade
A obesidade é uma situação que resulta do desiquilíbrio energético entre as calorias que se ingerem e as que se gastam com o metabolismo basal do organismo e a actividade física de cada dia.
Em Maio deste ano foi criada a Plataforma contra a Obesidade estando a funcionar com carácter efectivo desde Julho. Os seus dois grandes objectivos são:
- avaliar o impacto da obesidade
- avaliar o excesso de peso em Portugal
Técnica usada: um grande inquérito a nível nacional com uma amostragem que pretende cobrir todo o território.
Objectivos:
- saber qual a percentagem de obesos e que grau de obesidade há entre as crianças
- fazer uma vigilância mantendo actualizados os levantamentos de prevalência da obesidade
- acção sistemática ao nível dos serviços de saúde, treinando os profissionais de saúde por forma a serem capazes de dar as melhores respostas às pessoas que têm excesso de peso ou são obesas. Os profissionais de saúde em Portugal não têm ainda um treino satisfatório na área da nutrição e na abordagem à obesidade. Há pouco treino nesta área nas faculdades de Medicina e nas escolas de Saúde.
As crianças portuguesas têm sido a principal preocupação no que ao excesso de peso e obesidade diz respeito, ganhando contornos deveras preocupantes. Portugal é o segundo país com mais casos de excesso de peso e obesidade em idade infantil. Um terço das crianças portuguesas têm peso a mais. Aqui, a intervenção junto dos poderes locais é uma aposta dado que são eles que têm como tarefa fornecer a alimentação a muitas crianças do ensino pré-escolar e do básico.
Infelizmente o nosso sistema de saúde funciona mais para corrigir situações de doença e não funciona ao nível da prevenção, da manutenção da saúde, da vigilância. Neste contexto, em que os sistemas públicos de saúde respondem quase unicamente pelas situações de doença, os testes genéticos acabam remetidos para a prática privada, entre os clínicos e nutricionistas que tomam a iniciativa de os pedir, e os laboratórios - a pedido dos doentes que podem pagar.
Fonte: Notícias Magazine de 7 de Outubro de 2007
Os hábitos alimentares dos portugueses têm-se alterado de forma signifivativa nas últimas décadas, levando ao aumento do consumo diário de muitos e novos produtos alimentares.
Tal resultou claramente das grandes mudanças sociais, económicas e mesmo demográficas ocorridas no país desde a década de 70. O livro Portugal Social do sociólogo António Barreto explica muitas destas alterações nos hábitos dos portugueses.
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