14 dezembro 2007

[saudades]




Para não dizerem que as "Jotas" não fazem nada...

[...]

O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada -
Cansaço assim mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente -,
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo ou nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah! com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

13 dezembro 2007

O Crime como Fenómeno Urbano

Os recentes casos de crime no Grande Porto que aqui denunciei levaram-me a pensar nas teorias da Escola de Chigaco no que respeita ao crime. Até que ponto a percepção do meio urbano por parte dos teóricos da Escola de Chicago se enquadra nos tipos de crime do Porto em particular, e dos meios urbanos de um modo geral?
- O crescimento económico e pressão demográfica presentes nos grandes núcleos urbanos;
- A constante vaga de imigrantes que põe em contacto pessoas com modos de vida diferentes;
- A complexidade dos processos de mobilidade e estratificação social nas cidades que põe em contacto indivíduos de diferentes estratos sociais e não estando a mobilidade social ao alcance de todos os indivíduos, ou seja, desigualdade de oportunidades;
- A diversidade de culturas;
- A predominância das relações sociais secundárias em deterimento das relações sociais primárias, que leva a uma quebra da solidariedade e coesão social.

Para Robert Park o comportamento humano é modelado pelas condições presentes no meio físico e social. O crime não é algo determinado pelas pessoas, mas determinado pelo grupo e meio envolvente.

Segundo Ernest Burgess o crime e o desvio resultam, sobretudo, da expansão e diferenciação dos processos de socialização dos indivíduos e grupos que habitam a cidade, causadas por via da pressão da mobilidade social.

Louis Wirth parece-me apresentar mais aspectos condicentes com o que se tem passado no Porto: contactos humanos superficiais e efémeros; indivíduos com personalidades frias, anónimas e calculistas; a competição e concorrência geradoras de diferenciação social; a mobilidade crescente que fragiliza a função controladora das regras, normas e mesmo dos valores. Diz Wirth que a cidade apenas consegue integrar e controlar uma pequena parte dos indivíduos.

Pode deduzir-se facilmente que o quadro organizacional, chamado para essas funções altamente diferenciadas, não assegura por si só a coerência e a integridade das personalidades que ele tem por função controlar. Pode esperar-se nestas condições, que a desorganização da personalidade, a depressão mental, o suicídio, a delinquência, o crime, a corrupção e a desordem sejam mais expressivas na cidade que na comunidade rural.
Louis Wirth

Tratado Europeu assinado hoje

O Primeiro-Ministro português e também Presidente da União Europeia, José Sócrates, acredita que a assinatura de hoje do Tratado de Lisboa ficará para a história como algo "em que se abriram novos caminhos de esperança no ideal europeu".

Por seu turno, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, considera que a assinatura do Tratado vem marcar o "nascimento de uma nova Europa" alargada a 27 Estados e pronta para enfrentar os desafios da globalização.

O Presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert-Pöttering considera ser "um maravilhoso presente para a União Europeia", 50 anos depois do Tratado de Roma.


Agora compete aos Estados-Membros a ratificação do documento por via parlamentar ou por referendo. A data prevista para entrar em vigor é 1 de Janeiro de 2009.

Teatro Aviscena estreia "O Incorruptível"

No próximo Sábado, dia 15 de Dezembro, o grupo de teatro de Vila das Aves apresenta a peça O Incorruptível. A peça terá lugar no Centro Cultural de Vila das Aves pelas 21:30h. A entrada é livre.

Com texto do dramaturgo Hélder Costa e encenação de Ismael Silva, "O Incorruptível" é "uma farsa sobre o passado, o presente e futuro do quotidiano da classe política", através da história de um político que não consegue ser corrompido.
De acordo com a sinopse do espectáculo, "O Incorruptível" dá-nos a conhecer "as aspirações frustradas e as dificuldades que um político encontra" pois não "consegue singrar na carreira" pelo facto de "não conseguir ser corrompido". A isto, juntam-se ainda "os problemas com a esposa que pretende sempre mais" e a "subserviência ao presidente do partido".
Os meandros da política são, deste modo, apresentados de "uma forma exgeradamente satirizada" fazendo da peça "O Incorruptível" "um espectáculo para entreter e reflectir".

Fonte: EntreMargens


Inicialmente designado por Avicena, o grupo de teatro teve a sua génese na Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de Vila das Aves, por iniciativa dos alunos do 9º ano que levaram a cabo a apresentação do "Auto da Barca do Inferno". O sucesso deste primeiro espectáculo, dentro e fora do meio escolar, constituiu a rampa de lançamento do Aviscena que se constituiu como associação em 2001. [EntreMargens]
Poderei dizer mais concretamente que foram os alunos da turma do 9º D os pioneiros, essa magnífica turma...A MINHA TURMA! Juntamente com a professora de Português e nossa Directora de Turma, Paula Costa (uma professora e amiga excepcional connosco) alunos da minha turma e de outra turma do 9ª ano (que já não me recordo qual) levaram a cabo a representação da peça "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, texto dramático que estudamos no 9º ano.
Foi uma representação de enorme sucesso, ainda me recordo do auditório do Patronato da Paróquia de Vila das Aves estar praticamente cheio a assistir a esta peça que foi uma êxito!
Um dos nossos colegas ainda lá continua, o Jorge Costa. Sempre teve muitíssimo jeito para a representação o Jorge. Parabéns Jorge e continua!

Fábrica que vira Galeria de Arte

Até ao próximo sábado, uma antiga fábrica na zona de Couros, em Guimarães, funciona como galeria de arte. Trata-se de um novo projecto do Laboratório das Artes, uma associação de jovens artistas com sede em Guimarães...

O novo projecto, num complexo de fábricas de curtumes, ao lado do Centro Cultural de Vila Flor, visa abrir espaço para novos público na área da arte contemporânea, com muito espaço para experimentalismo.

O nome não podia ser outro, olhando-se para o cenário que, à parte a linguagem artística, abre caminho a divagações sociológicas em torno da decadência de uma certa indústria de Guimarães. Ainda por lá estão os restos - os armários (e alguns integram as instalações artísticas), o elevador sem elevador, os buracos no tecto (são reais, não obras de arte) e outros.

O "Projecto Fábrica" inclui, até Dezembro, conferências, tertúlias, música, exposições, entre outras expressões artísticas que pretendem dar vida a um espaço histórico da cidade. "Pretende-se que neste espaço os artistas possam apresentar novos tipos de linguagens, cruzando várias disciplinas tais como as artes visuais, performance e instalação", salienta o Laboratório.

Ler mais aqui.

E porque não Vila das Aves seguir este exemplo? Com a quantidade de fábricas fechadas e abandonadas que temos, reabilitadas poderiam dar um proveitoso uso para várias funções.
Temos grandes infra-estruturas abandonadas que dá pena olhar, como sejam a Fábrica da Fiatece e a Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela. Ainda esta semana falava da primeira com uma senhora que mora perto da mesma e me contava o estado de degradação para que caminhava. Eu dizia-lhe que era pena, poderia-se proceder a uma reabilitação da mesma e dar-lhe um novo uso, porque não uma pequena empresa minimamente lucrativa.
A fábrica do Rio Vizela também tem caído num estado de degradação constante. Inserida num terreno enorme, com algum espaço de jardim, poderia ser bem aproveitada.

Ideias (e investidores) precisam-se!

Ainda sobre a Cimeira UE - África

Felizmente para nós os líderes africanos cresceram! Ou pelo menos alguns deles! Ou se calhar só mesmo uns dois ou três. Mas mesmo assim quero-me referir aqui a esses homens visionário... que se apareceberam que a História se re-escreve a cada dia... a história passada está lá atrás... o que interessa agora... o que interessou neste fim-de-semana foi essa história como movimento social, económico,político e até cultural.... Essa "história movimento".

Outros líderes africanos continuam parados naquela "história passado". Pararam no tempo e continuam a achar que a UE representa os interesses das potências colonizadoras... esquecendo que essas potências colonizadoras se tornaram ex-colonizadoras há pelo menos trinta anos... E para vergonha da nossa história patriótica, Portugal foi o último país a abrir mão do "seu" mundo ultramarino!

Nesse mundo milhões vivem ostracizados por governos despóticos. Por governos que violam a cada dia e com mais veemência os Direitos Humanos. Estes e muitos outros factos estão certos e preocupam-nos. No entanto, a "história passado" mostra-nos que não há nenhum "bom" cavaleiro andante capaz de do dia para a noite transformar governos despóticos, nepóticos em governos democráticos [como os nossos amigos americanos fizeram crer ao mundo quando invadiraram o Afeganistão e depois o Iraque]... Essa mundaça tem de partir de baixo, tem de partir de dentro.

Deixemos África entregue aos africanos - sem paternalismos! Que mostraram nesta cimeira - salvo raras excepções - que são capazes de levar o continente para a frente. Para isso a UE [e o mundo ocidental] tem de perceber que o "mundo africano" não é o "mundo ocidental", África é um outro mundo que funciona com o seu próprio ritmo! Ritmo esse que lhes permite tomar más decisões é certo [mas a UE também cresceu a errar!], mas outras boas e importantes decisões. Entre estas destaca-se o não redondinho que o líder senegalês deu à UE [personificando ele a voz da maioria dos governos africanos] em relação aos APE... O actual sistema de acordos bilaterais não funciona, mas África tem uma palavra a dizer sobre esses acordos... Não pretende levar nenhuma lição desses sabedores senhores que, conjuntamente, com a OMC desenharam e projectaram os ditos acordos sem ter perguntando à UA o que pensava sobre o assunto.

Bárbara Cunha, em Por um Mundo Melhor

12 dezembro 2007

Maddie, um problema sociológico???

Hoje fui a Braga fazer mais uma visitinha para matar saudades da cidade que me acolheu durante quase cinco anos.
Como seria de esperar fui conhecer a tão falada Fnac de Braga. Para quem ainda não foi aviso que não é assim tão fenomenal como fazem crer. É como as outras, ponto.
Bem, mas isto para dizer que me deparei com algo que deixou estupefacta a mim e a uma minha amiga também socióloga. Como é nosso vício lá nos deslocamos directas à secção de Sociologia quando nos deparamos com o seguinte livro em grande destaque:

E nós interrogamo-nos, perplexas, o que estaria este livro a fazer a li. Não tem o mínimo de nexo. Quem terá feito aquela atribuição? É certo que não conhecemos o conteúdo do livro. Todavia, o caso Maddie não pode ainda ser considerado um problema social, muito menos será um problema sociológico. Não nos parece que o possamos ligar à Sociologia. Talvez nós estejamos enganadas.....

Até os Comemos, Carago!

Infeliz sorte a nossa, a V Eliminatória da Taça de Portugal ditou que o Desportivo das Aves terá de se deslocar ao Dragão para enfrentar o FC Porto. Quando soube disse: "Já fomos...já fomos..."

Mas surpresas acontecem, e mesmo o Aves estando a atravessar um mau momento no Campeonato, nada o impede de ir ganhar ao Dragão!



ATÉ OS COMEMOS!


11 dezembro 2007

Já Temos Reforços!

O Desportivo das Aves garantiu o empréstimo de três jovens do plantel do Benfica. Yu Dabao, Miguel Vítor e Romeu Ribeiro vão integrar o plantel da equipa da Liga Vitalis em Janeiro, na reabertura de mercado.
A confirmação foi dada pelo presidente do emblema da Vila das Aves, que se mostrou satisfeito com a concretização de um interesse antigo. «Já no início da época tínhamos manifestado a intenção de contar com eles, mas na altura o treinador do Benfica não o permitiu», revelou João Freitas à Agência Lusa.
De acordo com o dirigente, os três jogadores devem estar à disposição do técnico Henrique Nunes a partir de 2 de Janeiro.

Fonte: Mais Futebol

10 dezembro 2007

Violência e Crime no Porto

Nos últimos meses já se contam em seis os assassínios no Grande Porto, nomeadamente a empresários da noite. O Porto está perigoso e violento.
No passado Domingo, em Vila Nova de Gaia ocorreu mais um crime deste tipo vindo o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Gaia acusar o Governo pelo número excessivo de crimes que têm ocorrido nestas cidades denunciando um sinal de fraqueza da autoridade estatal.

O Director Nacional da Polícia Judiciária vem hoje comentar o sucedido anunciando estarem a trabalhar intensamente na área e de que os crimes violentos no Porto vão parar.

O criminologista, Moita Flores, considera que tais crimes já estão a ultrapassar "todos os limites" e apela a uma repressão "muito forte".
Moita Flores defendeu a constituição de equipas mistas da PSP e da Polícia Judiciária (PJ) "para uma acção de repressão muito forte" que ponha termo à sequência de homicídios. "Isto já está a ultrapassar todos os limites", frisou Moita Flores, realçando "o nível de profissionalismo muito elevado" destes homicidas.
O criminalista sublinhou que se está em presença de um tipo de criminalidade "novo" em Portugal. Moita Flores só vê uma ténue analogia destes crimes com os perpetrados pelas FP25 e alguns outros no quadro da exploração e tráfico de mulheres.
Segundo o criminologista, a investigação policial não deve limitar-se à averiguação dos homicídios mas também, e sobretudo, a toda a movimentação das organizações criminosas que os suportam.
Moita Flores recordou declarações proferidas, hoje mesmo, pelo director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, que disse esperar a resolução destes casos "para breve".
"Espero bem que sim, mas as detenções têm de ser bem sustentadas em provas", alertou Moita Flores. "É preferível que se demore um pouco mais, mas que se arranje boas provas para, de uma vez por tudo, começar a partir isto", acrescentou o criminalista.

O que é preciso para diminuir o número de crimes deste tipo? Será o que o grande criminalista, Moita Flores, enuncia?
A meu ver, muito mais está em causa...

09 dezembro 2007

A Violência Encoberta nas Escolas

Falo de uma violência muito mais perigosa porque mais subtil, mais pela calada, mais insidiosa.

Uma violência mais "normal".

E não há nada pior do que a normalização, do que a banalização da violência.

Violência é não saberem viver em comunidade, é o safanão, o pontapé e a bofetada como resposta habitual, o palavrão (dos pesados!) como linguagem única, a ameaça constante, o nenhum interesse pelo que se passa dentro da sala, a provocação gratuita ("bata-me, vá lá, não me diga que não é capaz de me bater? Ai que medinho que eu tenho de si!", isto ouvi eu de um aluno quando a pobre da professora apenas lhe perguntou por que tinha chegado tarde.)

Violência é a demissão dos pais do seu papel de educadores - e depois queixam-se nas reuniões de que "os professores não ensinam nada".

Porque, evidentemente, a culpa de tudo é sempre dos professores - que não ensinam, que não trabalham, que não sabem nada, que fazem greves, qualquer dia - querem lá ver? - até fumam!

Os seus filhos são todos uns anjos de asas brancas e uns génios incompreendidos.

Cada vez os pais têm menos tempo para os filhos e, por isso, cada vez mais os filhos são educados pelos colegas e pela televisão (pelos jogos, pelos filmes, etc.). Não têm regras, não conhecem limites, simples palavras como "obrigada", "desculpe", "se faz favor" são-lhes mais estranhas do que um discurso em Chinês - e há quem chame a isto liberdade.

Mas a isto chama-se violência. Aquela que não conta para os estudos "científicos", mas aquela da qual um dia, de repente, rompe a violência a sério.

E então em estilo filme americano.

Com tiros, naifadas e o mais que houver.

Alice Vieira no JN


Muito interessante este texto de Alice Vieira e que retrata o contexto escolar e, não raro, familiar actual.

08 dezembro 2007

Cimeira UE-África: Apelo aos Direitos Humanos


Mais do que ficar pelas ideias seria, todavia, de extrema importância passar aos actos. Toda a gente merece ser respeitada e merece que lhe sejam dadas condições dignas de vida, toda a gente merece usufruir dos Direitos Humanos.
Na abertura desta Cimeira que decorre em Lisboa, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, afirmou que esta é uma cimeira "entre iguais". Portanto, respeitemos de igual forma todos os povos.

Um olhar sobre o Douro...

Ribeira - Porto

Um Exemplo de Vida

Chama-se Nuno Meireles, tem 31 anos, reside em Freixo de Cima, Amarante. Sofre de paralisia cerebral e tinha o sonho de, um dia, escrever um livro. Hoje, o sonho tornar-se-á realidade, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, em Amarante, onde o futuro engenheiro informático apresenta "A vida e eu", o livro escrito ao longo dos últimos 18 meses.

Fê-lo com os pés, num vulgar computador. É assim que ele trabalha e estuda. Com os pés, dado que a paralisia não lhe deixa coordenar os movimentos com as mãos. "É um dom que Deus me deu", sentencia o jovem escritor. Nuno é, hoje, um estudante finalista de Engenharia Informática que no seu percurso escolar "sente pena" daquelas pessoas que, em vez de o tentarem compreender e aceitar, tudo fizeram para o humilhar ou discriminar.

Ler mais em: Jornal de Notícias

Renova ou Não Renova Contrato, Mister Scolari?

Depois de dizer que possivelmente não renovaria contrato após o Euro 2008...


07 dezembro 2007

Telemóveis = Cancro: relação directa?

As radiações das ondas emitidas pelos telemóveis aumentam o risco de cancro das glândulas salivares, segundo um estudo de investigadores israelitas divulgado hoje pela AFP e publicado na edição de Dezembro da American Journal of Epidemiology.

Notícia: O Público

Braga Solidária

Hoje recebi esta informação por e-mail que me parece importante divulgar:

"Venho por este meio informar de que a entidade Atlas, que se situa na Rua Santa Margarida, no edifício do jornal Diário do Minho, 3º andar direito, sala 3, está a oferecer cabazes de Natal para estrangeiros carenciados. Se estás nesta situação ou conheces alguém, transmite esta informação pois há pessoas que estão a precisar desta ajuda.

Basta dirigirem-se lá e inscreverem-se até o dia 13 de Dezembro, e poderão ser seleccionados e receberem um cabaz de Natal em casa."


O Jornal de Notícias de hoje revela: Concelho de Braga é o 4º do país com mais voluntariado

Alain Touraine em Portugal

A Criminologia Científica de Lombroso

Cesare Lombroso tentou relacionar determinadas características físicas à psicopatologia criminal, assim como a tendência inata de indivíduos sociopatas e com comportamento criminal.

"Estigmas físicos" do criminoso nato: forma ou dimensão «anormal» da calota craniana e da face; fartas sobrancelhas; molares proeminentes; orelhas grandes e deformadas; dessimetria corporal; grande envergadura de braços, mãos e pés.

"Estigmas psíquicos" do criminoso nato: sensibilidade a dor diminuida; crueldade, leviandade, aversão ao trabalho, instabilidade, vaidade, tendências a supertições e precocidade sexual; os criminosos formavam um tipo antropológico unitário; o verdadeiro criminoso é nato.


Mudam-se os tempos, mudam-se os criminosos.

Ou será que, as bases de dados genéticos para investigação criminal poderão conduzir a um lombrosionismo do século XXI?

06 dezembro 2007

Benfica apresenta: "Mística"


Base de Dados de ADN (II)

Em Junho eu falava aqui que a proposta do actual Governo para a criação de uma base de dados genéticos de âmbito civil não seria a curto /médio prazo tornada real. A base de ADN seria usada somente para fins do âmbito criminal.

O Jornal de Notícias de 22 de Junho avançava:

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida admite a criação de uma base de perfis de ADN na área criminal, mas discorda que seja criada outra idêntica para fins de identificação civil. O Conselho considera que «a segurança da vida colectiva pode justificar a criação da base de perfis de ADN para investigação criminal desde que a sua constituição e recolha, manutenção e gestão de dados, estejam sujeitas a princípios rigorosos de transparência e independência.


Hoje leio que foi aprovada em Assembleia de República a criação de base de dados de ADN para fins civis e criminais.

04 dezembro 2007

Temas da Actualidade (V) - A baixa Natalidade em Portugal

A baixa natalidade que se regista em Portugal tem sido um importante alvo dos nossos políticos, nomeadamente do próprio Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Ontem foi tema central no Prós e Contras que contou como participantes principais o Ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, um demógrafo, Mário Bandeira, a socióloga Anália Torres, e uma deputada do que tem vindo a realizar um estudo na área. De conclusões deste debate ressalvo algumas considerações roubadas ao Francisco no seu blogue CyberCultura e Democracia Online.

A principal questão colocada e que serviu de fio condutor do debate foi a diferença entre os filhos que os casais portugueses têm e aqueles que gostariam de ter. Segundo o ministro, as medidas de incentivo à natalidade, em particular o abono pré-natal e a "cobertura do pré-escolar" até aos 3 anos, devem procurar reduzir este fosso ou este diferencial, de modo a possibilitar aos casais terem efectivamente os filhos que desejam ter. Os outros intervenientes destacaram muitas causas que explicam a baixa natalidade dos portugueses, mas afinal quase todas as razões referidas prendem-se com questões de ordem económica, social ou mesmo de mentalidade e de valores, às quais o Professor de Ginecologia, Agostinho Santos, acrescentou e muito bem o problema preocupante da infertilidade (masculina e feminina) e o facto das mulheres preferirem ter filhos mais tarde, muito após o seu período de elevada fertilidade (27 anos), que agrava a qualidade de vida dos seus filhos, muitas vezes correndo o risco de sofrerem anomalias genéticas, devido à idade tardia das mães.


Parece-me ainda pertinente deixar algumas considerações sobre natalidade e fecundidade.

Natalidade: nascimentos analisados em relação à população total
Fecundidade: nascimentos analisados em relação às mulheres em idade fértil

Taxa bruta de natalidade: número médio de nascimentos por cada ano vivido durante o período de observação pelos indivíduos que constituem a população observada.

TBN= N/P

Taxa global de fecundidade geral: número médio de nados-vivos por mulher em idade fértil numa dada população, num determinado ano.
Taxa global - todas as idades férteis
Fecundidade geral - não distingue o estado civil

TGFG= N/M 15-49

Homenagem a Francisco Sá Carneiro

A evocação de Francisco Sá Carneiro (vítima da queda do avião em que seguia, em Camarate, a 4 de Dezembro de 1980) faz parte da agenda do líder do PSD, Luís Filipe Menezes. Mas, além da romagem ao cemitério, da missão e do colóquio, programados para hoje, que actualidade tem o pensamento do fundador do partido? O JN falou com Pedro Roseta, seguidor e estudioso da vida e obra de Sá Carneiro. Ficou um retrato de um "personalista" que recusou todas as formas de ruptura, preferindo "o caminho reformista para a transformação da sociedade". Um reformismo que se afasta da prática de José Sócrates, no sentido em que seria "mais respeitador das pessoas e das instituições, como a Igreja Católica". Convicto de que o fundador do PSD, que teria 73 anos, já estaria retirado da vida política, "porque ele tinha a ética de saber sair", admite que tivesse chegado a ser presidente da República. APC

Ler mais aqui.

A Linguagem Sociológica

A Sociologia e os Sociólogos orgulham-se de ter uma linguagem muito própria e que encanta muita gente.
Todavia, o devido uso da linguagem sociológica e a sua devida interpretação não está ao alcance de todos. Aliás, creio que só um número resoluto de pessoas é capaz de dela fazer um uso correcto e uma interpretação credível. Penso que nem todos os formados em Sociologia o são capaz de fazer, quanto mais os outros.
À conta disto já me tenho rido na blogosfera com o uso inapropriado de terminologia sociológica, ou seja, referem termos sociólogicos a algo que não se aplica. O que também tem sucedido é uma má interpretação de alguns assuntos que vou escrevendo onde predominam vários termos sociológicos, isto é, termos os quais não são correctamente interpretados pelos leitores.
De facto, a interpretação da terminologia sociológica não está ao alcance de qualquer um e mais vale não sair por aí a fazer falsas interpretações para não caírem no ridículo.

Viva a Sociologia!

Procura-se Sucessor

A Direcção do Aves está, desde a tarde de ontem, à procura de um sucessor para José Gomes, depois de ambas as partes terem rescindido o contrato que as unia. O dia, no entanto, começou como tantos outros, com o ainda técnico da equipa a orientar a sessão matinal, a primeira após a derrota em Vizela. Foi já depois do almoço que a saída de José Gomes ficou acertada em reunião, confirmando um cenário anunciado há algum tempo, dada a cinzenta carreira da equipa na Liga Vitalis, onde ocupa a posição imediatamente acima da linha de água, com nove pontos. Foi essa "frieza dos números" que originou a decisão tomada, como explicou a O JOGO o presidente João Freitas. Todavia, este não poupa nos elogios a José Gomes. "Mais tarde ou mais cedo vai triunfar no futebol português", disse. "Não houve correspondência entre a qualidade do trabalho desenvolvida e os resultados", explica José Gomes, lamentando a "falta de eficácia ofensiva da equipa" e esperando a oportunidade, que não teve, de se despedir do plantel . Vitinha, até agora adjunto, assume o comando técnico provisório.

O Jogo

Maldita dor de cotovelo!

"Há por aí muitas pessoas que falam da Sida, dos cancros... Porque é que não falam da dor da cotovelo? É uma dor muito forte e que ataca muita gente."

Por: Bruno Ribeiro

03 dezembro 2007

VI Congresso Português de Sociologia

VI CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA
Mundos Sociais: saberes e práticas


25 a 28 de Junho de 2008
Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Av. de Berna, 26 C


As pré-inscrições decorrerão entre 4 e 31 de Dezembro de 2007.
Veja todas as informações no sítio da Associação Portuguesa de Sociologia.

01 dezembro 2007

Quem joga melhor nem sempre ganha!

Benfica 0 - 1 Porto

Injustamente, o Benfica perdeu hoje no seu reduto diante do grande rival FC Porto. Nada que nos faça baixar os braços na luta pelo título. No fim do campeonato irão fazer-se as contas.

Como de costume, o meu jogador de futebol preferido (Ricardo Quaresma) marcou ao meu clube, o Benfica.
Será isto um bom presságio?!

Dia Mundial de Luta Contra a SIDA

Sida = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
  • Doença causada por um vírus, Vírus da Imunodeficiência Humana ( VIH )

Como se transmite o VIH?

  • Contacto directo com o sangue de uma pessoa infectada;
  • Relações sexuais sem protecção ( sem preservativo);
  • Mãe infectada para o filho;
  • Partilha de seringas;

Como evitar ser contaminado pelo VIH?

  • Usar sempre preservativo em todo o tipo de relações sexuais.
  • Usar sempre seringas e agulhas novas.
  • Não partilhe objectos pessoais que possam estar em contacto com o sangue.

A SIDA não se transmite:

  • Aperto de mão
  • Espirro
  • Talheres
  • Picadas de insectos
  • Beijo
  • Abraço
  • Casa-de-banho
  • Roupa


Não existe qualquer risco de contágio no convívio quotidiano com pessoas seropositivas.


Uma pessoa seropositiva não precisa alterar radicalmente o seu estilo de vida pelo facto de estar infectado e, muito menos, não precisa de se isolar dos outros. Antes pelo contrário, o apoio e o carinho da pessoas com quem convive podem tornar-se especialmente importantes nesta fase da vida. O VIH não se transmite através do contacto diário com as outras pessoas.


A SIDA não é uma doença que afecta apenas grupos de risco . Todos somos potenciais alvos de VIH e, por isso mesmo, todos temos o dever de nos envolvermos nesta realidade. É fundamental saber como evitar o contágio.


SIDA é uma realidade que nos toca a todos!

30 novembro 2007

Greves

Aniversário da morte de Fernando Pessoa


Fernando Pessoa morreu há precisamente 72 anos, a 30 de Novembro de 1935. Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 e viria a falecer em 1935 no hospital, onde lhe foi diagnosticada uma cólica hepática.

Passou uma parte da sua vida, mais concretamente a infância e a adolescência em Durban, África do Sul. O domínio da língua inglesa levou-o a escrever também poesia em inglês.

Em vida publicou uma única obra: A Mensagem .


Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso a razão.
Fernando Pessoa, Cancioneiro

Um dia talvez compreendam que cumpri, como nenhum outro, o meu dever nato de intérprete de uma parte do nosso século; e quando o compreendam, hão-de escrever que na minha época fui incompreendido...
Bernardo Soares

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não ambição minha,
É a minha maneira de estar sozinho.
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

Trago dentro do meu coração
Como num cofre que se não pode fechar de cheio
Todos os lugares onde estive.
Álvaro de Campos, Passagem das Horas

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Ricardo Reis, Presença

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Fernando Pessoa, A Mensagem

PSD vai a Votos

Amanhã entre as 18h e as 23h terão lugar na sede do PSD de Santo Tirso, eleições para os seguintes orgãos:

- Mesa da Assembleia e Comissão Política de Secção
- Comissão Política Distrital
- Delegados para a Assembleia Distrital

Tanto a nível da Concelhia (Santo Tirso) como a nível da Distrital (Porto) são ambos projectos de continuidade. A única lista à Comissão Política de Secção é liderada pelo actual presidente, Alírio Canceles, que antecipa eleições com vista a preparar as autárquicas de 2009 com mais tempo.
Por seu turno, também a Comissão Política Distrital apresenta um projecto de continuidade. Também como lista única, Marco António Costa apresenta-se como o candidato à Comissão Política Distrital sucedendo Agostinho Branquinho que, por sua vez, havia dado continuidade ao trabalho encetado por Marco António entre 2002 e 2006. O mesmo Agostinho Branquinho é agora candidato a presidente da Mesa de Assembleia Distrital e Rafael Moreira do Concelho de Jurisdição Distrital.

Esperemos que o clássico Benfica-Porto de amanhã não seja impeditivo de os militantes do PSD de Santo Tirso se deslocarem à urna!

29 novembro 2007

Sobre o Aeroporto...

A discussão sobre a escolha do local para a construção de o novo aeroporto internacional de Portugal está a comprovar a justeza de um popular ditado «Cada cabeça, cada sentença». No caso, mais propriamente, cada estudo, cada novo local.

Compreendo que estamos perante uma decisão que implica enormes investimentos com fortes repercussões para o presente e, sobretudo, para o futuro do país e da sua população. É por isso louvável e de registar a atitude positiva que o surgimento de todos estes estudos representa por parte da dita sociedade civil. (Será mais rigoroso dizer, por parte de instituições e associações dessa sociedade civil). Até será de lamentar é por que razão essas mesmas entidades não se têm feito sentir noutras ocasiões e sobre outros assuntos não menos importantes e transcendentes para a vida nacional.

O rigor científico em grande parte nasce do confronto das componentes de alguma subjectividade que cada estudo comporta. Estamos perante um objecto de estudo que terá de articular factores técnicos, ambientais, sociais, financeiros, económicos. Ressalta daqui a importância (e a dificuldade) de um estudo comparativo o mais objectivo e independente possível.

Portugal é um país de difíceis decisões. Portugal é um lugar do Mundo, onde é forte a implicação de cada cabeça em cada sentença. E quase todos os cidadãos deste país ficam zangados quando a sentença não é a da sua cabeça.

Paquete Oliveira, Sociólogo
Jornal de Notícias

"Os meus tóxicos"

Hoje apeteceu-me escrever um post dedicado aos "meus tóxicos". Ora quem são os "meus tóxicos"? Fiz o meu estágio curricular na instituição de reabilitação de toxicodependentes Projecto Homem (Braga), mais concretamente na fase de Reinserção Social, última fase do programa. Por isso, já estão a ver quem são os "meus tóxicos": são os utentes.
Os cinco meses lá passados fez com que se criasse uma relação de proximidade entre mim e eles. Eu estava com eles nos grupos de auto-ajuda onde exercia também um pouco a função de terapeuta; falava muito com eles fora dos grupos; ía até à cozinha tomar chá com eles; já para não falar na sueca onde eles disputavam uns com os outros a ver quem jogava com a Helena, a estagiária. Que saudades tenho das conversas que com eles tinha, que saudades dos jogos de sueca!
Muitas histórias me contavam eles da época de consumos: os meios que arranjavam para conseguir dinheiro para a droga; a instabilidade laboral e familiar; alguns que tiveram experiência prisional me diziam aquilo que faziam na prisão e o que os tinha para lá levado. Enfim, uma série de histórias...
Eles aprenderam muito comigo, eu aprendi muito mais com eles.

No fim do meu estágio, a avaliação que os terapeutas da Reinserção Social fizeram do meu desempenho, relativamente à forma como me relacionei com eles, foi muito boa. Não foi uma relação de demasiada distância, do tipo "Ah, são uns drogados, não me vou misturar com eles", nem uma relação de muita proximidade do género "Somos todos muito amigos". Elogiaram o meu papel de estagiária em que sempre soube manter tanto proximidade como distanciamento nas situações e proporções correctas.
Dos "meus tóxicos" ainda me lembro das palavras que proferiam quando os obrigava a ir limpar, cozinhar e cumprir horários para essas tarefas. Diziam eles "Fogo, não facilitas. És pior que os terapeutas. Bem que nos podias ajudar." Mas tinha de ser assim, quem lida com este tipo de indivíduos sabe como são pessoas manipuladoras, por tal não podemos dispor-lhes tudo nem facilitar nem um bocadinho.
Todavia, andavam sempre a paparicar a Helena estagiária, aconselhavam-se com ela (muitas vezes, vinham mais directamente ter comigo do que com os próprios terapeutas), houve empatia. Essa empatia foi muito importante para a minha investigação visto que, uma vez que a minha principal técnica de investigação foi a entrevista semi-directiva, foi-me mais fácil conseguir disponibilidade deles na recolha de informação. Ficaram todos contentes quando os entrevistei!
Quando me vim embora a tristeza foi mútua. Diziam eles "A Reinserção não vai ser a mesma coisa sem ti..." A minha vida sem eles também não foi a mesma coisa...

Passados 9 meses que cessou o meu estágio curricular ainda mantenho o contacto com muitos deles. Com alguns falo por messenger, outros por telemóvel, por vezes vou mesmo estando com eles.
Contudo, é lamentável como, por parte da sociedade, são vistos como desestabilizadores da ordem pública, vive com medo deles, discriminando-os. O comportamento deles (de consumo) não é, obviamente, legitimavél, no entanto, devemos tratá-los com alguma dignidade. Recordo aqui um episódio: houve um dia em que saí com eles, fomos jantar e tomar um café. Um grupo grande onde se incluiam maioritariamente homens, mulheres somente duas: eu e uma utente. À entrada de um shopping encontro uma amiga minha que me vê com eles e não os conhecendo questiona-me: "Quem são eles, Helena?" Eu respondi: "São utentes do Projecto Homem, vim jantar com eles e agora vamos tomar café." Ela: " Os teus pais deixaram-te vir com eles?" Eu: "Sim." E ela: "Não tens medo de anda com eles?" E eu: "Claro que não. Eles gostam mais de mim do que de heroína!" Tentei ironizar um bocado a situação para com a minha amiga.

Só quem se relaciona com estes indivíduos e experencia uma vivência próxima pode, na verdade, falar mais concretamente deles.
Não os tenho como meus amigos porque, de facto, não sou do grupo de amigos deles. Mas tenho-lhes um carinho especial e eles sabem que podem contar com a Helena. Ainda é hoje o dia que falam comigo para me contarem como está a correr o processo deles e para pedir o meu parecer.
E aqui estarei!

28 novembro 2007

5ª Frase da Página 161

O Dr. Etcétera do blogue Fontes do Ídolo lançou-me um desafio: transcrever a 5ª frase da página 161 do livro que estou a ler. Posteriormente tenho de lançar o desafio a cinco blogues.


Queria sentir o cheiro da terra, ouvir o rumor das árvores, pisar as pedras dos caminhos.

Bilhete de Identidade
Maria Filomena Mónica


Lanço o desafio: à Heidi Martins do A Louca da Casa, ao Beja Trindade do Cão Raivoso de Vila das Aves, ao Francisco Sousa do CyberCultura e Democracia Online, ao Carlos Serra do Diário de um Sociólogo, e à Bárbara Cunha do Por um Mundo Melhor.

Rua D. Pedro V - Braga


Totalmente verdade. Em cinco anos a morar em Braga e passando frequentemente nesta rua, tanto a pé como de autocarro, muitas vezes me deparei com um caos do trânsito, sobretudo em hora de ponta. Nos dias de intensa chuva o caos ainda se tornava maior, e para quem anda nos TUB (Transportes Urbanos de Braga) a impaciência era constante.
Recordo-me de há precisamente um ano, num dia de chuva intensa, saír da Universidade ao fim da tarde e apanhar o autocarro para a Avenida Central e o caos foi imenso na dita Rua D. Pedro V. Foi imenso o tempo que o autocarro lá esteve parado, já para não falar nas manobras por cima de passeios, juntíssimo aos carros lá estacionados e mesmo junto a peões. Com esta situação infernal demorei uma hora da Universidade do Minho até à Avenida Central, percurso que a pé se faz em cerca de meia hora.

De facto, os dois sentidos de circulação nesta rua tem de ser repensado, assim como a permissão de estacionamento. Cabe à Câmara Municipal de Braga resolver este problema.

Sobre o Consumo de Drogas

A cannabis é a substância ilícita mais consumida em Portugal mas é a cocaína, muitas vezes associada à heroína, que surge como a principal droga nos consumos considerados problemáticos. Esta é uma das conclusões genéricas dos dados do ano passado, ontem divulgados, na Assembleia da República, pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Além disso, resulta também do documento, verifica-se uma tendência para a redução da incidência de infecção com VIH/sida entre os toxicodependentes.

Ler mais no: JN

Esta análise relativa ao ano de 2006 não difere muito do ano de 2005. Neste a substância ilícita mais consumida era o haxixe, o resto mantêm-se.
Vejamos o que dizia o Instituto de Droga e Toxicodependência no ralatório de 2005 e que consta no meu relatório de estágio:

"No que concerne aos consumos, o haxixe é a substância ilícita mais consumida em Portugal, destacando-se com prevalências de consumo muito superiores às das outras substâncias nos estudos nacionais e assumindo o papel de substância principal nos processos de contra-ordenação por consumo de drogas.
É no entanto a heroína, muitas vezes associada à cocaína, que surge como a principal droga nos contextos dos consumos problemáticos, como se constata nos estudos e indicadores relacionados com a procura de tratamentos e mortes.
A cocaína tem vindo a ganhar maior visibilidade nos últimos anos, quer nos resultados dos estudos em populações escolares quer nos contextos da procura de tratamentos e mortes."


Substâncias como o haxixe, a cannabis e, sobretudo, o ecstasy são aquelas que são mais consumidas por jovens adolescentes, em idade escolar. Nos estudos mais recentes em populações escolares, constata-se ainda um acréscimo das prevalências de consumo de LSD e de cogumelos alucinogénios.
Nas populações adultas a heroína é a substância mais consumida, assim como muitas vezes a mesma associada à cocaína. Cada vez mais temos estado perante policonsumos, não somente na mistura de substância ilícitas como também na mistura de substâncias ilícitas com substâncias lícitas. O álcool aparece como uma das substâncias mais consumidas ao longo da vida e leva, não raro, ao consumo de substâncias ilícitas.

Coisas de Sócrates!

Aquilo que não puderes controlar, não ordenes.

Sócrates, filósofo grego

27 novembro 2007

Chafariz em Degradação

Nos últimos dois meses tenho estado todos os dias no centro da vila, por tal, tenho estado minimamente atenta ao que por ali se vai passando. Por vezes, passo junto aquela fonte ou chafariz (como lhe queiram chamar) que fica junto à Torre das Fontaínhas e tenho consequentemente reparado no estado de degradação que o mesmo se encontra.
A água que vai caíndo é limpa, sem dúvida. Contudo, o mesmo não se poderá dizer do mármore que está cada vez mais sujo, aquele espécie de riacho por onde corre a água que, não raro, se encontra com lixo, verdete, tornado aquilo num lugar em nada aprazível. A madeira dos bancos que lá se encontram estão já num estado de podridão, assim como as passagens de madeira no chão enfrente ao mesmo chafariz.
É, de facto, lamentável que se encontre nesta situação degradante algo que poderia dar brilho e cor aquele espaço. Ainda me lembro de em tempos de escola ir até lá com os meus amigos, onde passavamos algum tempo a conversar.

Certamente que a reabilitação daquele espaço compete à gestão autárquica, mas terá já a Junta de Freguesia de Vila das Aves feito chegar a informação à Câmara Municipal?
É urgente a reabilitação do espaço, sobretudo a madeira do solo, antes que alguém lá passe e se magoe enterrando lá os pés.
Todavia, não poderemos desconsiderar o importante facto de se encontar no centro da vila onde dá péssimo aspecto. Sobretudo tendo em linha de conta que lá próximo se encontram importantes infra-estruturas marcantes da nossa vila onde frequentemente recebem pessoas fora da vila, fora mesmo do próprio concelho, como sejam o Centro Cultural, a Escola da Ponte e até mesmo a Junta de Freguesia.
Não poderemos correr o risco de que se torne em mais um espaço deixado ao abandono e entregue aos consumidores de drogas.

É importante que vejamos o que está mal e o denunciemos, por uma Vila das Aves cada vez melhor!

IDH - Portugal desce no Ranking




O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) visa a avaliação dos progressos globais dos países em matéria de desenvolvimento. O IDH é calculado com base três indicadores:
- Produto Interno Bruto (PIB pc/ppc)
- Saúde (esperança de vida à nascença)
- Educação (alfabetização de adultos e escolarização bruta)

Iniciativa Importante da APAV

A Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) vai ter a partir de amanhã (hoje) um website para a prevenção da violência sobre crianças e jovens ou entre estes grupos etários.
O site "apav j" (www.apav.pt/apavj), que será apresentado na Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Nuno Gonçalves, em Lisboa, tem como objectivo explicar às crianças e jovens vários tipos de violência, bem como formas de se protegerem em casa, na rua, na escola e na Internet.
Este portal, segundo a APAV, está direccionado para várias idades (menos de oito anos, dos oito aos 13 e mais de 13), com abordagens específicas, histórias de outras crianças e jovens e formas de procurar ajuda junto dos serviços da associação.
De 2001 até ao primeiro semestre de 2007, foram atendidos e apoiados pela rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima da APAV cerca de 5850 crianças e jovens.
As crianças e jovens atendidos e apoiados pela APAV foram, na sua maioria, vítimas de crimes no âmbito da violência doméstica (cerca de 5367). No entanto, nos últimos anos, a APAV tem verificado a existência de outras formas de vitimação infantil e juvenil em contextos como a escola, a rua e a Internet.
O website contém ainda uma área para pais e educadores, onde é feito o alerta para as consequências da vitimação, e onde os adultos são sensibilizados para esta problemática, oferecendo-se também ajuda.
Este produto inovador foi desenvolvido no âmbito do Projecto MUSAS II (co-financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Leonardo da Vinci - Programa comunitário de acção em matéria de formação profissional - Redes Transnacionais).

Notícia: O Público

26 novembro 2007

[...]

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáceis, e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

A Família Sociológica

(2006)

*faltam alguns elementos

25 novembro 2007

Portugal e a Galiza

A Galiza e, em particular, Vigo estão a crescer rapidamente e temo que a minha cidade, o Porto, bem como o Norte de Portugal, não esteja a saber acompanhar esse crescimento galego, correndo o sério risco de vir a ser ultrapassada dentro de pouco tempo por Vigo.

Vigo está a assumir (ou tenta assumir) claramente o controle do Norte da Península Ibérica, pelo menos o Norte de Portugal e a Galiza. A cidade de Vigo está a converter-se numa metrópole, densamente povoada, cosmopolita, afirmativa, elevada auto-estima incentivada pelos seus meios de comunicação social, urbanisticamente bem planeada e interessante (já foi uma cidade feia), economicamente pujante, enquanto as cidades do Norte de Portugal próximas, Viana do Castelo ou Braga, sofrem transformações urbanas à dimensão dos 7 anões da Branca de Neve.

Texto integral em: CyberCultura e Democracia Online


O Francisco tem razão. O Norte de Portugal corre o risco de ficar subjulgado e em inferioridade relativamente à Galiza que tem apresentado indíces mais elevados de crescimento económico e de desenvolvimento. Não raro, apresentar mais alternativas e oferta de produtos e serviços a preços mais atraentes que Portugal. É todo um conjunto de variáveis a que a região norte de Portugal tem de atender para não ser ainda mais ultrapassada pela Galiza.

Sociólogo de esquerda vs. Sociólogo de direita

Os sociólogos de esquerda, com os quais perfilho a identidade, cumprem uma missão histórica, potencialmente subversiva. Aliás, é aí onde, no meu entender, reside a verdadeira sociologia: a subversão dos sentidos superficiais atribuídos à vida quotidiana. (...)
Ser sociólogo de esquerda é ser sociólogo por vocação.
Por outro lado, existem os sociólogos de direita, que são os ideólogos do sistema, os que se preocupam com o status quo. São os lambe-botas do sistema. Sobre eles não preciso mais dissertar. São claros os prejuízos que trazem à imaginação sociológica e à dúvida radical.
Uma terceira categoria é a dos sociólogos mercenários. Esses são autênticos garimpeiros da sobrevivência.


Os sociólogos de esquerda encontram-se geralmente mais expostos até porque intervêm nas lutas sociais ao lado daqueles que dispõem de menos recursos materiais e simbólicos. Dependendo da maturidade do regime democrático nem sempre o sociólogo que assume esta identidade é bem vindo.
Relativamente ao sociólogo de direita o cenário parece-me oposto.

Joaquim Fumo em entrevista a Carlos Serra

24 novembro 2007

Marco António Costa em Santo Tirso


O candidato à Comissão Política Distrital, Marco António Costa, esteve presente hoje ao fim da tarde na sede concelhia do PSD de Santo Tirso.
Marco António tem andando pelos concelhos do distrito do Porto, indo de encontro aos militantes de base do partido. Com o intuito de estar junto dos sociais-democratas, partilhando ideias, projectos e visualisando necessidades e problemas que os afectam, como o próprio Marco António disse, está assim a antecipar trabalho mesmo antes de ser efectivamente o presidente da CPD/Porto.
O seu discurso foi pautado, sobretudo, pela sua vontade ao candidatar-se à CPD/Porto alegando uma vontade em fazer face aos problemas e desafios que se impõem no nosso distrito e que urge ultrapassar.


Não obstante, também o combate eleitoral de 2009 que se apresenta em três frentes (Europeias, Legislativas, Autárquicas) também foi alvo de muita atenção por parte de Marco António. As Legislativas e, sobretudo, as Autárquicas foram aquelas que mais mereceram a atenção deste candidato à CPD do Porto. E tal devido ao domínio socialista que impera em Santo Tirso há anos, que tem atrasado muito o nosso concelho, e que urge combater.
Todavia, foi nas alterações que passarão a reger o poder local que Marco António mais se estendeu, nomedamente a limitação do número de mandatos e a Lei da Paridade. E aqui realçou algo que, também a meu ver, se apresenta como de uma importância imediata: recrutar mais mulheres e jovens para a política e para as estruturas partidárias. Não se pode propriamente chegar a 2009 e apresentar pessoas (nomeadamente com a exigência de aumento do número de mulheres a candidatas) só porque assim tem de ser, e essas pessoas não têm a mínima inserção e experiência política e partidária. É necessário mobilizá-las já e prepará-las para os confrontos que aí se avizinham.

Contudo, ainda houve tempo para mais um assunto: a Regionalização, no qual Marco António também se debruçou.
De seguida, teve lugar o debate de ideias entre Marco António e os militantes tirsenses.

É sempre um orgulho e um prazer ter por Santo Tirso, Marco António Costa. Santo Tirso gosta dele (em especial os habitantes de Vila das Aves) e ele demonstra sempre muito prazer em estar em Santo Tirso!
Como já várias vezes referi neste blog, nutro uma enorme simpatia por Marco António Costa. É um político que está sempre perto e com a sociedade civil (mais concretamente com os militantes do PSD), preocupa-se em saber das dificuldades e problemas das populações, esborda simpatia e atenção. Já para não falar no seu discurso político sempre atraente, ou seja, é um político que fala muito, fala certo, e que nunca cansa ouvir. Consegue captar a atenção do seu público-espectador do início ao fim do seu discurso.


Santo Tirso está com Marco António Costa!

23 novembro 2007

Escola da Ponte

A Ponte é mais uma, entre muitas escolas que, durante o último século, ousaram defrontar o pensamento único e toda a espécie de fundamentalismos pedagógicos. Foi (e continuará sendo) uma luta incessante contra culturas de solidão, contra a burocracia dos ministérios, a mediocricidade dos políticos e de professores sem escrúpulos. Sabemos que, se o maior aliado do professor é outro professor, o maior inimigo do professor que ousa ser diferente é, também, outro professor. Porque assim é, a Ponte foi alvo de calúnias e agressões vindas de professores de escolas (geograficamente) próximas. E, porque a reelaboração da cultura pessoal e profissional é um processo lento, também foi necessário defrontar a erosão interna - os "invasores" causaram danos, por vezes irreversíveis.
A Ponte passa por transições de natureza diferente da crise geral da Escola. Na Ponte, são procurados caminhos para os descaminhos da Educação. Busca-se concretizar Escola Pública, aquela que - quer da iniciativa estatal, quer da iniciativa particular, a todos os alunos confere garantias de acesso e a todos dá condições de sucesso.
Quando perfaz trinta e dois anos de existência, o projecto da Escola da Ponte está no princípio. Aliás, todos os projectos estão sempre no seu início, sempre no seu "ano zero", no tempo de recomeçar.

Professor José Pacheco, EntreMargens

21 novembro 2007

Portugal está no Europeu 2008!


Depois da OTA, do Poceirão, de Alcochete...

Violência Doméstica - (II)


Sobre violência doméstica já escrevi aqui.

Tipos de blogs!

Creio que poderemos dividir os conteúdos da blogosfera em seis grandes campos (ainda que, claro, não esqueça os percursos transversais e as combinações):

- o blogue tipo “gosto de comer amendoins”
- o blogue de distracção descerebralizadora
- o blogue de exegese erótica
- o blogue científico
- o blogue político
- o blogue comercial (directo ou disfarçado).

Por: Carlos Serra, em entrevista ao Agry

20 novembro 2007

[...]

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.

Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, mas não vai sozinha nem nos deixará só, porque leva um pouco de nós e deixa um pouco de si.

Há os que levam muito e deixam pouco, há os que levam pouco e deixam muito.

Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que não nos encontramos por acaso.

18 novembro 2007

A Desertificação: Um Problema Social

Cinco anos após a inauguração da nova aldeia da Luz, no concelho de Mourão, o presidente da junta assegura que "muitas casas e terrenos" ainda não estão registados em nome dos moradores e estes queixam-se também da persistência de velhos problemas.

"O Alqueva não trouxe nada, nem bom nem mau. No início, fizeram isto muito fácil, há-de haver barragem, turismo, fábricas, muita gente. Olhe, não aparece aqui ninguém e as casas estão todas imperfeitas", sentencia, à agência Lusa, Rosa Falé, prestes a cumprir 71 anos. Numa ponta da rua da Estrela, onde mora, a idosa faz o balanço dos últimos cinco anos na aldeia que a viu nascer e criar, mas que já não é a sua "velhinha" Luz, desmantelada e submersa pelas águas de Alqueva.

Notícia: JN


Sobre a desertificação já eu tinha falado no Avenida Central.

Infelizmente,a desertificação de certas terras ou regiões e o descontentamento das suas gentes não acontece só por terras transmontanas. Não esqueçamos que o Alentejo é uma província que também padece de desertificação, onde os seus habitantes sentem que são depositados ao abandono, sítios onde parece que o desenvolvimento ainda não chegou e onde assistimos a situações de pobreza, de desânimo das suas populações. Ainda me recordo de há uns anos quando regressava de férias do Algarve, parar e visitar terras alentejanas como Barrancos, Aldeia da Luz onde subsistiam relações de vizinhança, onde seus habitantes demonstravam descontentamento por serem colocados ao desprezo. Estivemos, sobretudo, à conversa com habitantes da nova Aldeia da Luz onde eles nos mostraram o seu descontentamento por não verem satisfeitas algumas das suas exigências e vontades aquando da mudança. E a única diferença que eu via da velha para a nova Aldeia da Luz foi precisamente as habitações. De resto, tudo igual: desertificação daqueles lugares, maioritariamente idosos, mentalidades esquecidas e desvalorizadas.O desenvolvimento sócio-económico precisa urgentemente de chegar a estas terras e suas populações para que deixemos de assistir a uma desertificação do interior em favor de um cada vez maior urbanismo desordenado que afecta as regiões do Litoral.

Vejamos grandes cidades como Lisboa e Porto onde nos seus grandes centros encontramos graves contrastes de lojas luxuosas no rés-do-chão em oposição com os andares habitacionais cada vez mais degradantes. Cidades ricas e luxuosas, com um elevado nível de vida e ao mesmo tempo "bairros de lata" cheios de indíviduos de diferentes raças e minorias étnicas e culturais colocadas ao abandono e à degradação económica e social.

E, mesmo dentro da região Litoral, não raro assistirmos a freguesias paradas no tempo, por assim dizer. Assistimos nos nossos concelhos a terras também elas deitadas ao abandono, onde parece que só interessam as cidades-concelho e todas as suas freguesias ficam pobremente esquecidas.Recordo há dois anos quando andei em campanha para as autárquicas em algumas freguesias do concelho de Santo Tirso, vi pessoas e sítios abandonados, com ruas estreitas e sem pavimentação, degradadas ao ponto de nem sequer uma ambulância conseguir lá passar numa possível situação de emergência.Falo também aqui de lugares que nos são tão próximos e para os quais os agentes autárquicos não parecem minimamente preocupados. Por exemplo, no concelho de Guimarães proliferam as ditas freguesias paradas no tempo, onde o desenvolvimento parece que ainda não chegou, onde as mentalidades dos seus habitantes parecem retrógadas. Falo, por exemplo, da freguesia onde mora grande parte da minha família paterna. Conheço Serzedelo desde que nasci e em 24 anos da minha existência não consigo ver nada de novo, nada que tenha evoluído naquela terra. Continuam a persistir as relações de vizinhana onde todos sabem de tudo de todos; só se vêm casas e um cafezito aqui e acolá e mais nada, mais nada mesmo; as mentalidades das pessoas não evoluiram, as pessoas continuam a ter baixa escolaridade, as jovens casam ainda adolescentes ou em início de fase adulta porque já estão grávidas; terras onde a informção não chega; são terras pequenas, onde o tranporte público parece que não chega; sem pavimentação. Há uns meses passei por uma freguesia do concelho de Guimarães que ainda consegue ser pior. É Airão, onde também só se vêm casas, ruas estreitas, sem passeios. Onde as pessoas se encontram nos raros cafés da esquina, onde o desenvolvimento não chegará tão cedo. E eu pergunto, que Guimarães é este que será capital europeia da cultura? Onde está a gestão autárquica que só se preocupa com a cidade e deixa ao abandono as suas freguesias paradas no tempo? Porque não fazem chegar às suas populações as condições minímas e necessárias de existência?

Porque continuam todas estas realidades ocultas e deixadas ao esquecimento e nada se faz???

17 novembro 2007

Parabéns Aves!!!

No passado dia 12 o Desportivo das Aves completou 77 anos de vida.


Hoje decorrerá na Quinta do Rio um jantar-convívio entre direcção, antigos dirigentes e sócios do clube com vista a comemorar mais um aniversário.
A apresentação do novo Site do clube será a prenda de aniversário que brindará o jantar.




(Via: Desportivo das Aves)

Santo Tirso ConVida...Natalícia

A cidade de Santo Tirso acolhe hoje, pelas 18 horas, a maior exposição nacional de presépios. A par da iniciativa que arrancou no ano passado, o átrio da Câmara Municipal serve de palco a aproximadamente 500 presépios de prestigiados artistas.

Dentro do programa da II Exposição Nacional de Presépios, que estará patente até ao dia 2 de Janeiro, Santo Tirso acolhe ainda, no fim-de-semana de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, a Feira de Presépios, numa tenda disposta na Praça 25 de Abril (espaço frontal ao edifício da Câmara). Aí, tal como já aconteceu no ano passado, o público pode adquirir presépios e gozar de uma farta animação, onde não faltarão a actuação de ranchos e a apresentação de um espectáculo de teatro que passará pelas ruas da cidade, recriando o nascimento de Cristo.

Notícia: Jornal de Notícias

Debate sobre Regionalização

A Comissão Política do Núcleo Ocidental do Porto do PSD promove hoje pelas 17h uma Conferência/Debate subordinada ao tema da Regionalização e decorrerá na ANJE- Associação Nacional de Jovens Empresários.
O Debate terá como oradores Agostinho Branquinho e Miguel Relvas.

Participe!